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Embrapa inicia “pogrom” político de seus cientistas

Por Miguel do Rosário

12 de janeiro de 2018 : 18h45

(Foto: Joseani Antunes/Embrapa)

No Brasil 247

Após criticar estatal em artigo, pesquisador é demitido da Embrapa

No artigo, ele diz que estatal atua “quase que exclusivamente para os ruralistas ricos”

247 – O pesquisador Zander Navarro foi demitido da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura, após publicar um artigo no jornal Estado de São Paulo com críticas à empresa. Zander Navarro. Navarro, que estava vinculado à Embrapa desde 2011, foi demitido na última segunda-feira (8), três dias após o artigo ter sido publicado. Navarro considerou a demissão como uma “truculência” e que irá recorrer por vias judiciais.

No artigo, no qual se identificou como sociólogo e pesquisador em ciências sociais, sem demonstrar vinculação com a estatal, ele destacou que a Embrapa não possui “nenhuma estratégia própria” e é necessário que a sociedade saiba para “para que serve mesmo a Embrapa, uma das raras estatais totalmente dependentes do Tesouro”. Segundo Navarro, a estatal atua “quase que exclusivamente para os ricos segmentos do empresariado rural” e “permanece adormecida em berço esplêndido, embalada pelos sonhos do passado”.

“Fiquei muito surpreso com essa demissão sumária. Imaginava uma suspensão, uma advertência. O direito de opinião, teoricamente, acho que eu tenho, né?”, disse navarro ao jornal O Globo. “O fato de que a Embrapa se comporta internamente como se ainda estivéssemos no regime militar. Há uma concentração absurda de poder nas mãos do presidente. Ele impõe (as decisões) goela abaixo, inclusive dos outros diretores”, completa.

Por meio de nota, a Embrapa justificou a demissão do pesquisador afirmando que isso aconteceu “por decisão da Diretoria Executiva, por ignorar sistematicamente os códigos de ética e de conduta da empresa”.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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5 comentários

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Felipe

14 de janeiro de 2018 às 00h14

Ué, o sujeito deveria ficar contente com a demissão. Se o pesquisador , através da Embrapa, só trabalhava para os agricultores ricos , agora ele poderá se dedicar à sua verdadeira vocação ,trabalhar para os agricultores pobres !

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    Edi Passos

    14 de janeiro de 2018 às 21h16

    Isso seria honesto, não fosse por um pequeno detalhe: a Embrapa é uma empresa pública, mantida com dinheiro público, e deveria servir a todos, não apenas a uma pequena casta de herdeiros ricos de terras que depois ainda se gabam de “levar o país nas costas”!

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      Fábio

      15 de janeiro de 2018 às 14h00

      E por que em treze anos de governo petista a Embrapa não trabalhou para os agricultores pobres ?

      Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

13 de janeiro de 2018 às 10h30

Então é o PT que aparelhava o Estado para se perpetuar no poder? Voltou a ditadura. E a pior delas, amparada pelo judiciário.

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Hermogenes

13 de janeiro de 2018 às 07h25

No Brasil falar a verdade é um erro muito grave! !!!!!!!

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