O depoimento de Lula à juíza Gabriela Hardt

FSB/BTG Pactual: Bolsonaro vai a 30%, Marina despenca e Ciro se consolida em 2º

Por Miguel do Rosário

10 de setembro de 2018 : 07h57

É natural que Bolsonaro cresça um pouco por causa da emoção gerada com seu atentado, mas pode recuar em seguida. A pesquisa do BTG Pactual mostra, no entanto, algumas tendências: esvaziamento de Marina Silva e uma relativa consolidação de Ciro Gomes.

A íntegra da pesquisa está aqui.

***

No Infomoney

Bolsonaro sobe de 26% para 30% dos votos e lidera isolado; Ciro desponta no 2º lugar, diz pesquisa

Enquanto isso, Marina Silva aparece com forte tendência de queda e vai para 8% dos votos, empatada com Geraldo Alckmin e Fernando Haddad

SÃO PAULO – A primeira pesquisa realizada após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL) e com mais de uma semana após o início do horário eleitoral mostrou que o candidato do PSL teve um forte aumento nas intenções de voto, tanto no cenário espontâneo quanto estimulado. Enquanto isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a sua candidatura barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na madrugada do último dia 1, despencou nas intenções de voto no cenário espontâneo.

É o que mostra a mais recente pesquisa FSB/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (10) e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01522/2018. O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 9 de setembro com 2000 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário espontâneo, a intenção de voto de Bolsonaro passou de 21% para 26%, de uma semana para outra, enquanto neste último levantamento apenas 12% votariam em Lula, ante 21% da pesquisa anterior. Ciro Gomes (PDT) foi de 4% para 7%, alta acima da margem de erro, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) se mantiveram em 3%, mesmo percentual de João Amoêdo (Novo) e de Fernando Haddad (PT). Álvaro Dias (PODE) oscilou positivamente de 1% para 2%, enquanto os demais não pontuaram. Não sabem ou não responderam passaram de 24% para 22%, não votariam em ninguém foram de 14% para 13%, enquanto brancos e nulos oscilaram de 5% para 4% em uma semana.

Já na intenção de votos estimulada – desta vez há o cenário apenas com Fernando Haddad como substituto de Lula, uma vez que o ex-presidente petista teve a sua candidatura barrada -, Jair Bolsonaro passou de 26% de intenção de voto no levantamento anterior para 30%. Enquanto isso, Ciro Gomes ganhou ainda mais força para disputar o segundo turno ao ultrapassar Marina Silva, apesar de manter os 12% das intenções de voto do levantamento anterior.

Isso porque Marina teve forte queda de 11% para 8% de uma pesquisa para outra sendo que, duas semanas atrás, tinha 15%. Alckmin manteve os 8%, enquanto Haddad oscilou no limite da margem de erro, passando de 6% para também 8%. Ou seja, em terceiro lugar, os candidatos do PSDB, da Rede e do PT aparecem com os mesmos 8%. Amoêdo oscilou para baixo, passando de 4% para 3% dos votos, enquanto Alvaro Dias seguiu com 3%. A porcentagem de quem não votaria em ninguém caiu de 18% para 13%, branco/nulo somam 3%, enquanto não sabe/não responderam foi para 8%.

Os eleitores de Bolsonaro também são aqueles cuja certeza do voto é maior. Para 78% deles, a decisão de voto é definitiva, sendo seguido pelos de Haddad (68%), Alvaro Dias (62%), Amoêdo (59%), Ciro (58%), Alckmin (49%), Boulos (40%), Marina (37%) e Meirelles (24%). Vale destacar que 55% dos que disseram votar branco/nulo apontaram ter certeza do seu voto.

O apoio de Lula a Haddad também mostrou uma certa estabilidade em sua importância. O número de pessoas que não votaria de jeito nenhum em Haddad caso Lula apoiasse o ex-prefeito paulistano oscilou dentro da margem de erro, de 61% para 63%, enquanto o número dos que votariam com certeza foi de 19% para 20%. Os que poderiam votar oscilou para baixo, de 14% para 12% de uma semana para outra.

Potencial de voto X rejeição

Com relação ao potencial de voto (porcentagem dos que poderiam votar em um determinado candidato), Bolsonaro aparece na frente com 40%, ante 35% do levantamento anterior, sendo seguido por Ciro, que oscilou positivamente de 34% para 36%.

Já Alckmin subiu de 27% para 30% de uma semana para outra, sendo seguido por Marina, que caiu de 35% para 29%. Haddad aparece em seguida, subindo de 20% para 24%. Alvaro Dias teve alta de 15% para 19%, mesmo percentual de Meirelles,que subiu ante os 12% de potencial de voto da semana passada, enquanto Amoêdo oscilou para cima, passando de 11% para 12%. Cabo Daciolo (PATRI) tem 7% de potencial de voto, seguido por Guilherme Boulos com 5%, mesmo porcentual de João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU). Já José Maria Eymael (DC) registra 4% de potencial de voto.

Já Marina Silva ultrapassou Alckmin na lista de maior rejeição – ou seja, a porcentagem de quem não votaria “de jeito nenhum” no candidato/candidata – passando de 58% para 64%, um forte aumento ainda mais considerando os 54% de rejeição registrados no levantamento de duas semanas atrás. Alckmin oscilou para baixo em termos de rejeição, passando de 63% para 61%. O tucano é seguido por Meirelles, que teve queda de 55% para 52%, mesmo percentual de Haddad. Ciro Gomes e Bolsonaro possuem 51% de rejeição, mesmo patamar do levantamento anterior.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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23 comentários

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ANDRÉ DE MENEZES

11 de setembro de 2018 às 14h38

Resumindo:
Marinha continua cavalo paraguaio;
Daciolo já entregou os pontos;
Meirelles só foi garantir a cota partidária para o ganancioso MDB;
Alckimim tenta ser o bom moço mas com tanto processo, amigos presos e réus em corrupção, não passa de um Ademar de Barros;
Haddad aprendeu tudo com Lula, inclusive a meter a mão no dinheiro público e mentir;
Ciro vai dar um surto a qualquer momento; e
Bolsonaro é mito, agora mais do que nunca, pois a faca que ia entrar nele, entortou!

Responder

Alan Cepile

10 de setembro de 2018 às 12h13

Não dou tanta importância assim a pesquisa de banco, que obviamente tem muito interesse em determinadas situações.

Ciro só cresce e está muito bem, Haddad patina, 63% não votam nele de jeito nenhum, mas esse número se não me engano está escondido atrás de uma pegadinha da pesquisa do BTG, eles fazem essa pergunta para qualquer um, e não para os que votariam em Lula, que seria o mais correto para avaliar o potencial do Haddad.

Marina é como um elefante em cima da árvore, ninguém sabe como subiu mas todos sabem que vai cair.

Bolsonaro aparentemente no 2º turno, resta saber pra quem ele vai perder.

Responder

    daniel vicen

    10 de setembro de 2018 às 12h22

    É TÃO NOÇÃO ESSE PAPO DE SEGUNDO TURNO..

    ATE PARECE Q QUEM NAO VOTA DE JEITO NENHUM NO PT, DO NADA RESOLVERA VOTAR NO SEGUNDO TURNO..
    OS ELEITORES DE CIRO MARINA AMOEDO (Q TEM MUITOS) EYMAEL DACIOLO ETC .. VÃO VOTAR NO PT OU NO PSDB OU NO CIRO .. Q NUNCA TRABALHOU NA VIDA …
    FALA SERIO..
    QUEM GANHA NO PRIMEIRO GANHA NO SEGUNDO E PONTO FINAL.

    NESSAS ELEIÇOES MAIS AINDA…
    SEGUNDO TURNO BOLSONARO TEM TEMPO IGUAL..
    E SO POR A CARA DO LULA NA CADEIA .. LULA E SUA GANGUE JA ERA.
    100% ELEITO.

    Responder

    ANDRÉ DE MENEZES

    11 de setembro de 2018 às 14h33

    Será que vai ter segundo turno? 30%, mais o potencial de 45% que podem votar nele, quinto na rejeição e 78% não mudam seu voto. Tá com cheiro de vergonha histórica para o Data Folha e o IBOPE.

    Responder

NeoTupi

10 de setembro de 2018 às 12h12

4 conclusões:
1) A curva da pesquisa demonstra claramente a tendência à polarização Haddad x Bozo, um fato esperado já que Lula era um pólo desde o começo e o candidato apoiado por ele dificilmente ficaria fora do segundo turno.
Ciro não subiu, manteve os 12% da pesquisa anterior da mesma FSB, mantendo o segundo lugar sem Lula. Foi Marina quem caiu.
Haddad subiu de 6 para 8%, alcançando o terceiro lugar e está apenas 4 pontos de alcançar Ciro no segundo lugar, sem ser candidato oficial ainda, sem ter a agenda de campanha coberta pelo JN, sem participar dos debates e em uma semana onde Bozo monopolizou o noticiário.
2) A pesquisa não foi propriamente boa para Bozo, pois continua com expectativa de derrota no segundo turno. Subiu pouco, desapontando quem esperava comoção. Os 4 pontos a mais parece ser devido à super-exposição no noticiário e é uma intenção de voto que ele pode perder parte dela nas próximas pesquisas. Só foi boa para ele por reduzir riscos no primeiro turno.
3) A pesquisa dá tchau a Alckmin e Marina.
4) Amoedo oscilou para baixo (4 para 3%) insinuando uma provável tendência da direita votar útil em Bozo. Isso sim pode fazer o Bozo subir, mais do que a facada, aproximando de seu teto que ele tem no segundo turno (cerca de 1/3 do eleitorado,por enquanto).

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    Edu

    10 de setembro de 2018 às 13h38

    Ou você não viu a pesquisa ou não entendeu.
    Não existe nenhum cenário plausível de derrota do Bolsonaro no 2 turno tendo como adversários candidatos com rejeição maior ou igual à dele (Haddad, Alkmin ou Ciro).
    A pesquisa acabou de revelar um potencial de crescimento de Bolsonaro. Após entrevista no JN o número dos que alegavam não conhecê-lo diminuiu 5% o número dos que poderiam votar nele subiu 5%. Ou seja, todos os que conheceram ele gostaram.
    A tendência é que a campanha de difamação protagonizada pela mídia progressistas seja cada vez mais desmascarada.

    Responder

    Berna

    10 de setembro de 2018 às 16h40

    1)Essa polarização Haddad x Bozo.
    Lula demorou abrir mão da candidatura e prejudicou o PT.
    Haddad não emplaca no nordeste pq ele tem cara de PSDB.
    Nisso dai o PT dividirá os votos com o Ciro.

    Você leva em conta que Haddad não apareceu na tv e por isso não teve cobertura.
    Só que desconsidera que Haddad entrando vai ser atacado com tudo, coisa que não faziam com Lula, afinal os partidos sabem que este é cachorro morto.

    2) A pesquisa foi ótima pra Bozo. Em números válido ele teria 39% dos votos que na margem pularia para 42%.

    3) Correto. Alckmin e Marina, tchau.

    4) Correto, em partes. Após os fatos a tendência dos que eram Bolsolight e iam com Amoedo é voltar ao Bolsonaro. Encaixando assim mais 2% pro Bolso a probabilidade de aumentar a margem para uns 44% é grande.

    Adendo: O índice de rejeição tende a flutuar.
    Primeiro pois há uma divisão imperativa entre as pontas esquerdas e direitas.
    Após o incidente da facada muita coisa se mudou. Coisas que vão desde o senso de realidade quanto a críticas de ideias. Diferentemente que falam, penso que a facada cortou parte dos ataques em desfavor ao Bolso já que não se fará lógica para o povo acusá-lo de agressivo sendo que ele foi vítima.
    Daí os marketeiros de Bozo vão trabalhar para ratificar a ideia de que ele não é violento. Ele só fala a verdade.

    Tabelando, em eventual segundo turno contra Jair, com mesmo tempo de tv, a depender da forma como Marina, Alckmin ou Ciro (Haddad) se portarem, poderá afundá-los no pleito de uma forma inesperada.

    No mais, definição mesmo só no decorrer da semana.

    Responder

      NeoTupi

      10 de setembro de 2018 às 17h58

      1) A candidatura Lula é maior do que a pessoa do Lula. Haddad não será apenas o candidato de Lula, mas candidato do lulismo (modo de governar para o bem-estar social para a massa da população). O voto de Lula e de Haddad é facilmente explicado pela frase do marqueteiro de Bill Clinton: “é a economia, estúpido!”.
      2) A pesquisa mais consolidou a tendência de Bozo (tem um piso alto e teto baixo de votos) do que reverteu. Por isso não é tão animadora assim para ele. Forçou adotar a margem para cima, pois se for usar a margem ele pode estar com 3 pontos a menos também na sua conta.
      4) Ninguém vota nem pra síndico só porque levou facada. A facada acendeu todos os holofotes para Bolsonaro no noticiário 24hs e quem não “sabe bem ainda em quem votar e cita o mais conhecido” migrou para ele. Mas sua visibilidade maior é para o bem e para o mal. Todo mundo que não perdeu a humanidade deseja sua recuperação da saúde (mesmo quem foi ofendido pela verborragia dele), mas a avaliação dele para muitos eleitores com essa fato pode ser outra pela sua conduta: um encrenqueiro que desperta ódio nas pessoas, que instiga a violência. Além disso, pegou mal ele votar a favor da PEC do teto de gastos tirando verbas do SUS por 20 anos, e ter um pronto atendimento privilegiado tanto da rede pública como de hospital privado.

      Responder

CezarR

10 de setembro de 2018 às 11h35

Apenas um dado. O potencial de votos em Hadadd hoje é de 30%, de Ciro é 36%. Fazendo-se aqui todas as ressalvas que uma pesquisa de banco, que na verdade é um tracking, merece, vejo um certo otimismo irrealista do petismo. Que estejam certos!

Responder

Paulo

10 de setembro de 2018 às 10h26

Eu acho que o Bolsonaro já está no 2º turno. Seus eleitores são resolutos e tem menos rejeição que os principais adversários.

Responder

Antonio P. Mendes

10 de setembro de 2018 às 09h52

Quando cientes de que Haddad é apoiado por Lula, as intenções de voto do petista passam de 19% para 20% em uma semana (os que afirmam votar nele “com certeza”); os que afirmam que “poderiam votar” nele caiu de 14% para 12%. Com isso, o potencial de votos em Haddad com o apoio do ex-presidente oscila de 33% e 32%.

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CezarR

10 de setembro de 2018 às 09h44

Bem, nessa semana teremos a “unção” de Hadadd. Vejamos como se sairá na semana que vem… Ah, já sei, a culpa será do atentado….

Responder

Antonio

10 de setembro de 2018 às 09h41

Ou seja, Haddad segundo turno.

Responder

selma

10 de setembro de 2018 às 09h15

essas pesquisas sao boas sim..
servem p sair de determinadas bolhas..
logico q uma pesquisa de um banco avalia pessoal de maior renda
da bolha bancaria ou financeira economica etc… basicamente uma pesquisa da Bolsa d valores se e q podemos chamar assim.. mais é por ai ..
diferente de uma pesquisa VoxPopuliCUT essa sim é fake nem eu fazendo força acredito.
hoje deve sair a do data folha.. veremos q havera alguma diferença.. pois essa é feita mais na classe media ..
ate fim d semana saira ouitra do Ibope q é mais abraangente..

resumindo. Bolsonaro mesmo jogando contra seu proprio time… ainda vencerá…

gostei de terem tirado o nome do Lula…
mesmo gostando dele… nao iria votar nele, pois prefiro enxergar…
minha lealdade psiquica e intelectual nao me deixaria votar nele..
na hora do vamo ver ali.. eu e a urna…
asism como eu . muuuuuuuuuiita gente tem vergonha d dizer q vai d bolsonaro..
mais irão… por simplesmente querer ver algo alem de pt e psdb..
tenho 25 anos .. nunca vi nada fora dessa redoma..
q venham um novo brasil .. pior acho dificil.

Responder

    Benoit

    10 de setembro de 2018 às 09h52

    Votar no Bolsonaro só porque ele é diferente do PT e do PSDB? Só isso é que importa? O programa dos candidatos não conta para nada? O percurso deles não conta para nada, as qualidades dos candidatos são irrelevantes? Para que votar num candidato que é completamente ignorante, que não entende nada de nada, cuja carreira política é marcada pelo vazio completo se se deixar de fora o fato de ele ter aberto as portas para pôr a família na política. Não notei que o Brasil tenha melhorado nem um pouquinho apesar de todos os Bolsonaros na política.

    Economistas e cientistas sociais mostraram hoje que com os slogans do Bolsonaro voce jamais vai conseguir contruir um país decente que funcione mais ou menos. Voce não vê que a Argentina está se afundando sem a ajuda de ninguém? O Bolsonaro é o candidato de quem não tem futuro e nem quer ter futuro. Votar no Bolsonaro é querer sair do impasse entrando na rua sem saída. Voce não notou que há outros candidatos como o Ciro, por exemplo?

    Responder

      Serg1o Se7e

      10 de setembro de 2018 às 11h04

      “O programa dos candidatos não conta para nada?”

      Contou para algum que foi eleito desde 1985?
      Programas de governo são boas fábulas, bons contos de fadas.
      Estamos numa situação tal que o eleitor deveria avaliar:
      – ficha criminal
      – se for candidato à reeleição, o que EFETIVAMENTE fez no mandato anterior

      Programas, promessas, compromissos…. tudo história para boi dormir.
      Não importa quem seja eleito, não fará metade do que está propondo porque o presidente depende do congresso corrupto, do judiciário corrupto e dos estados, também corruptos.

      Responder

        NeoTupi

        10 de setembro de 2018 às 13h43

        Olha a contradição de seu comentário: “o judiciário é corrupto, mas … o eleitor deve olhar a ficha criminal (criada por esse judiciário corrupto)”. É obvio que está cheio de candidato com a “ficha limpa” porque tem costas quentes no judiciário, e casos de “ficha suja” sem ser porque adversários políticos tem amigos no judiciário. Eduardo Cunha tinha um inquérito do Banestado engavetado desde o ano de 2000 no STF junto com uns 15 deputados e senadores, por exemplo. Provavelmente já prescreveu. Era “ficha limpa” até 2014.

        O outro ponto está ok: se for candidato à reeleição, o que EFETIVAMENTE fez no mandato anterior. No caso de deputado e senador é muito importante ver como ele votou nos assuntos de seu interesse: como votou para tirar direitos dos trabalhadores (reforma trabalhista), direito dos aposentados (como se posiciona na reforma da previdência), como votou na emenda do teto de gastos que tira verbas da saúde e da educação, como votou o valor do salário mínimo, e defende cobrar impostos da classe média e dos mais pobres ou dos mais ricos que pagam pouco no Brasil?

        Agora dois erros clássicos do eleitor é ignorar o conjunto de forças políticas que cada candidatura representa e escolher candidato apenas por características individuais, desde a eleição para presidente até a de deputado. Deputado nem adianta escolher um bom nome, se a coligação dele só tem picaretas, pois ou ele é puxador de votos para eleger picareta ou nem é eleito e seus votos contam para eleger picareta.

        Outro exemplo é se perguntar se você é a favor de sermos uma espécie de “teocracia econômica” (servidão acrítica ao “Deus” mercado) de banqueiros colonizada por Wall Street, com bancos governando o povo, deve votar em Bolsonaro, ou Alckmin, Marina, Alvaro Dias, Meirelles ou Amoedo. Se é contra deve escolher entre Haddad, Ciro ou Boulos, os candidatos que os banqueiros não querem que ganhem.

        Responder

      ANDRÉ DE MENEZES

      11 de setembro de 2018 às 14h40

      Em que ponto o programa dele é inferior ao do Ciro? Na proposta absurda, populista e de enganar trouxas de tirar nomes do SPC? conquistando cinco amigos para ajudar? Quem gosta de ser enganado vota em candidatos desse tipo.

      Responder

    NeoTupi

    10 de setembro de 2018 às 14h16

    Selma se você só tem 25 anos, você não tem ideia do quanto o Brasil era pior antes (salário mínimo abaixo de R$400 em valores de hoje, criança morrendo de fome e de água contaminada, e isso aconteceu no governo FHC e na ditadura que inclusive cometeu a barbeiragem inexplicável de concentração de renda quando aumentava favelas enquanto o Brasil crescia mais de 10% ao ano), piorou com Temer e pode ser pior com governo neoliberal como o de Macri que quebrou a Argentina de novo. Além disso, Bolsonaro não tem nada de novo, pelo contrário:
    – Ele é deputado há 28 anos, a maior parte do tempo no PP, os partidos mais corruptos de todos. E esse partido apoiou todos os governos que ganharam. O própiro PSL do Bolsonaro apoiou Temer.
    – Bolsonaro praticou o toma-lá-dá-cá com esses piores partidos corruptos: usava os partidos mais corruptos para se eleger deputado e os partidos usavam ele como puxador de votos para eleger os corruptos. Se ele fosse um grande líder e honesto teria criado um partido limpo em vez de barganhar com corruptos.
    – Ele usou e abusou de todos os privilégios indevidos, sem nunca criticar: auxílio moradia indevido, cota parlamentar, pagou a Wal do Açaí como assessora parlamentar para ser caseira de sua casa de praia, etc.
    – Pior é como Bolsonaro votou temas importantes no Congresso: votou contra os direitos dos trabalhadores que Temer tirou. Votou a favor da terceirização ilimitada, o que abaixa os salários, piora as condições de trabalho e retira direitos do trabalhador. Votou contra as empregadas domésticas e babás terem direito básico de trabalhar apenas 44 horas semanais e ter direito a hora extra quando trabalha mais do que isso. Votou a favor da emenda do teto dos gastos de Temer que tira verbas da saúde e da educação por 20 anos.
    – Mas o pior de tudo é delegar a economia para Paulo Guedes, um banqueiro que representa os interesses dos banqueiros, que cobram juros de agiota sobre o povo brasileiro. Você escolheria um agiota, desses que ameaça até com violência quem não consegue pagar, para governar a sua vida? Escolher Bolsonaro é muito semelhante a fazer essa escolha de vida para o Brasil onde vivemos.

    Responder

josa

10 de setembro de 2018 às 08h47

Pesquisa deixa um pouco preocupado,pois seria extrema direita contra o PSDB reciclado,Cyro é Tarso

Responder

    Miguel do Rosário

    10 de setembro de 2018 às 09h04

    Quem é Cyro? Na pesquisa, tem Ciro Gomes, com i, adversário político de Tasso (apesar de manterem relações cordiais).

    Responder

    Edu

    10 de setembro de 2018 às 13h19

    Onde você viu “extrema direita”? Você é brasileiro, conhece o Brasil?
    Em qualquer lugar do mundo o extremismo das massas está relacionado com o socialismo, devido à visão marxista da sociedade (ódio de classes).
    Não vejo ninguém apoiando nazismo ou fascismo, mas apoiando o comunismo está cheio! E são todos extremos, totalitários e genocidas.

    Responder

Fabio

10 de setembro de 2018 às 08h21

hahaha pesquisa fake

Responder

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