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Especialista chinês defende reforma da ONU para viabilizar mundo multipolar

0 Comentários🗣️🔥 O presidente do Centro para China e Globalização, Wang Huiyao, afirmou que a construção de um mundo multipolar exige reforma urgente das Nações Unidas e a restauração de sua autoridade como fórum central da governança global. A declaração ocorreu durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. Wang participou da sessão organizada pelo […]

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Reunião no Conselho de Segurança da ONU discute temas globais. (Foto: Chinese Expert)
Reunião no Conselho de Segurança da ONU discute temas globais. (Foto: Chinese Expert)

O presidente do Centro para China e Globalização, Wang Huiyao, afirmou que a construção de um mundo multipolar exige reforma urgente das Nações Unidas e a restauração de sua autoridade como fórum central da governança global. A declaração ocorreu durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.

Wang participou da sessão organizada pelo Clube Valdai, intitulada ‘Futuro para Todos, Benefícios para Todos: Como Gerenciar a Competição por Recursos e Espaço’. O especialista chinês destacou que a confiança entre os grandes atores globais precisa ser reconstruída de forma gradual.

Primeiro, penso que estamos alcançando o mundo multipolar e então precisamos estabelecer um sistema multipolar, que ainda está ausente, afirmou Wang, segundo reportagem do Sputnik. O presidente do Centro para China e Globalização acrescentou que a ONU foi grandemente prejudicada e se tornou disfuncional em diversas ocasiões.

Como solução para enfrentar a paralisia do sistema multilateral, Wang propôs reforma estrutural do Conselho de Segurança da ONU. Sugeriu que o G20 seja absorvido pelo Conselho de Segurança, criando mecanismo de tomada de decisão mais representativo e eficaz.

A proposta foi detalhada pelo acadêmico chinês, que revelou ter publicado artigo de opinião na revista Foreign Policy defendendo a integração do G20 à estrutura da ONU. Precisamos realmente reformar o mecanismo para que possamos ter um melhor processo de tomada de decisão, declarou Wang durante o debate.

A mesma sessão contou com a participação de Sujeet Kumar, membro do Rajya Sabha, a câmara alta do parlamento indiano. Kumar argumentou que limitar a competição global por recursos é impossível sob a atual ordem mundial, considerada por ele essencialmente injusta.

Coloquem a mão no coração e perguntem-se: os mecanismos de governança global são justos para quase 85% da população mundial?, questionou o parlamentar indiano. Kumar criticou a concentração de poder decisório em poucos países europeus que, segundo ele, ditam o que 90% da população do planeta deve fazer.

O representante indiano defendeu que a multipolaridade deve ser encarada como meio, não como fim. Para Kumar, o objetivo primordial deve ser a construção de uma ordem global justa, onde Índia e África tenham assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e nas principais instituições financeiras internacionais.

As declarações convergentes de China e Índia no fórum russo reforçam o consenso crescente entre os países do Sul Global sobre a necessidade de reformar a arquitetura de governança herdada do pós-Segunda Guerra. Ambas as potências asiáticas compartilham a visão de que as instituições multilaterais precisam refletir a realidade geopolítica do século XXI.

O Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo ocorre entre os dias 3 e 6 de junho, reunindo lideranças políticas e empresariais de dezenas de países. A RIA Novosti atua como parceira geral de informação do evento.

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