Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

BMW e Daimler fazem acordo bilionário atingindo o mercado de aplicativos

Por Tulio Ribeiro

23 de fevereiro de 2019 : 03h25

Rivais no varejo, dois grandes grupos alemãs acertaram uma parceria em tecnologia que os mantenham líderes em qualidade e inovação. As companhias BMW e a Daimler assinaram um acordo de cooperação no qual investirão mais de 1 bilhão de euros para criar cinco joint ventures. Esta iniciativa tem objetivo de fornecer novos serviços de mobilidade que devem criar 1.000 empregos em todo o mundo.

As cinco joint ventures são Reach Now, Charge Now, Free Now, Park Now e Share Now. Dieter Zetsche, presidente da Daimler, analisou as perspectivas do mercado:

“Nossos serviços de mobilidade geraram uma sólida base de clientes, 60 milhões entre os dois grupos, e agora estamos dando o próximo passo estratégico: Estamos reunindo a força e a experiência de 14 marcas de sucesso para estabelecer um novo player em um mercado rápido. crescimento “.

E o foco da proposta em serviço atingindo o mercado de aplicativos, como o Uber:

“Temos uma visão clara: esses cinco serviços serão fundidos cada vez mais para formar um portfólio único de serviços de mobilidade com uma frota de veículos totalmente autônomos, que são carregados e estacionados de forma autônoma e estão interligados com os outros modos de transporte”.

Zetsche enfatizou que, ao criar uma rede inteligente de joint ventures, eles poderão aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela digitalização, pelos serviços compartilhados e pelas crescentes necessidades de mobilidade dos usuários. Nem excluem a cooperação com outros provedores, incluindo a participação em ‘startups’.

O objetivo com a Reach Now, é oferecertar a mais de 6,7 milhões de pessoas acesso “direto e simples” a uma variedade de serviços de mobilidade por meio de uma única plataforma multimodal. Os clientes terão várias opções de mobilidade para escolher, incluindo carros compartilhados ou aluguel de bicicletas. Daniela Gerd tom Markotten será o CEO da empresa e Johannes Prantl, o diretor financeiro.

Em outro caminho, o Charge Now é um serviço de DCS (Digital Charging Solutions) que torna os pontos de carregamento públicos rápidos e fáceis de localizar, usar e pagar. Terá mais de 100.000 pontos de carregamento em 25 países.

Do seu lado o Park Now tornará o estacionamento “mais fácil”, tanto na rua quanto em estacionamentos. Os usuários podem reservar vagas de estacionamento ou gerenciar seu tempo de estacionamento para pagar a taxa através do ‘app’. Charge e Park Now serão chefiados por Jörg Reimann como CEO e Thomas Menzel como CFO.

Do sua vez, o Free Now oferecerá a possibilidade de pegar um táxi, solicitar um motorista particular com um veículo alugado ou alugar uma scooter elétrica. Será liderado por Marc Berg como CEO e Sebastian Hofelich como CFO.

Finalmente, o Share Now é um serviço de compartilhamento de carros que possui uma frota de 20.000 veículos em 31 cidades ao redor do mundo. Olivier Reppert será o CEO da empresa e Stefan Glebke foi nomeado CFO.

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

3 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Jorge A

25 de fevereiro de 2019 às 10h41

Car sharing é o sistema que pode reduzir o numero de carros na rua. Onibs e trem sao conceitos dos anos 30, totalmente ultrapassados e nao substituem nem de longe a necessidade de termos o nosso carro privado.
Agora se eu puder atraves de um app chamar um carro ou uma van que dirige sozinho, me busque em casa, que eu va junto com outras pessoas por um preco equivalente ao gasto que eu tenho com carro, ai sim as pessoas comecariam a usar mais o servico de transporte comunitario e deixariam o carro próprio na garagem.

Responder

Elias

23 de fevereiro de 2019 às 07h37

Ou seja o mercado automotivo vai entrar no mercado publicitário , de oferta de serviços, de big data, alem de um universo de possibilidades. O Brasil como sempre sera um mercado consumidor apenas.

Responder

Tulio Ribeiro

23 de fevereiro de 2019 às 03h48

Isto é a visão que dever balizar o planejamento. Estratégia, redução de custo e que gere empregos.
Cuidado Uber.

Responder

Deixe uma resposta