Incêndios na Amazonia mobilizam governos do mundo inteiro

Rússia, China e Venezuela no caminho da integração

Por Tulio Ribeiro

19 de março de 2019 : 19h45

O processo de integração entre China, Rússia e Venezuela segue em proporção exponencial as sanções impetradas pelos Estados Unidos contra estas nações. Mas nesta equação existe uma força ainda mais indutora, que se apresenta com o crescente êxito que as companhias chinesas e russas tem logrado com investimento no país sul-americano. Na nação de Bolívar, existe uma repleta gama de riquezas, como a maior reserva de petróleo do mundo, a segunda reserva de gás da América, e enormes quantidades de ouro e coltan.

Nesta seara, o modelo dos gigantes asiáticos produziu resultados para seus setores comerciais impulsionando as decisões políticas. Desta forma os conglomerados russos e chineses, formados com capitais conjuntos do Estado e do setor privado, se postam a exercer cada vez mais pressão sobre a formulação destas políticas que levem de encontro à aliança com a Venezuela.

Nas últimas duas décadas, as corporações multinacionais russas e chinesas, muitas delas cheias de dinheiro, tornaram-se poderosas ferramentas de política externa para seus respectivos regimes. Mas uma vez eles se viam como forças modernizadoras que ajudariam a abrir negócios e campos em outras sociedades.

É necessário destacar o protagonismo das gigantes de energia como a Gazprom e Rosneft, que são indutoras de capitais gerando valores para Rússia e uma função de atração as ex-nações soviéticas. Essas empresas garantiram a influência russa na geopolítica regional, tanto melhor para o período pós-soviético.

Da mesma forma, na China durante as presidências de Jiang Zemin (1993-2003) e Hu Jintao (2003-2013), ampliou-se a rede financeira e de crédito, como o Banco Industrial e Comercial da China e o Banco Agrícola da China, bem como do setor de energia e da indústria pesada. Empresas como a Sinopec, a Sinochem e a Railway Construction Corporation da China foram consideradas precursoras da modernização.

No entanto, atualmente , seria impróprio confundir as práticas destas companhias chinesas em patamar de equivalência de uma Exxon-Mobil ou uma Microsoft, em relação aos Estados Unidos. Em verdade se no caso da nação americana os altos executivos costumam se infiltrar diretamente para a sala de reuniões do gabinete político, as megacorporações chinesas representam há muito tempo uma fusão de empresas e do Estado refletindo um interesse comum aos dois campos.

Além disso, como a Gazprom, a Rosneft e as gigantes tecnológicas chinesas ZTE e Huawei se tornaram mais essenciais para seus respectivos governos, os interesses comerciais e estatais tornaram-se ainda mais difíceis de desvencilhar. No cuidado com seus “campeões nacionais”, os governos da Rússia e da China parecem estar seguindo políticas que comungam políticas do Estado, que em muito beneficiam resultados econômicos.

Diante deste contexto, uma conjunção de interesses beneficia uma dinâmica de integrar objetivos comuns a Venezuela e os dois asiáticos. Por meio de sua afiliação com o monopólio estatal de petróleo da Venezuela, a Petróleos de Venezuela (PDVSA), a Rosneft canalizou mais de 17 bilhões de dólares em empréstimos ao governo caribenho durante a última década. Enquanto isso, a Rosneft ganhou três milhões de toneladas de petróleo em 2017 de suas operações na Venezuela. Em geral, a Rússia investiu em muitas indústrias venezuelanas, do setor bancário à montagem de ônibus. Ao mesmo tempo, a Venezuela tem sido um dos maiores compradores de armas russas entre os países da América Latina.

Em contra partida, Rússia tem ganhado áreas de exploração mineral com grande produtividade.É neste conjunto de ideias que a Rússia aloca sua ajustada estratégica. Desta forma as negociações próximas à Caracas garantem ganhos de mão dupla, lucro e investimento. O país asiático conseguiu negociar a sua participação no ‘Arco Minero’, uma área de 114.000 quilômetros quadrados, com riqueza mineral, localizado a sudeste do Estado Bolívar, onde estima-se que existam 7.000 toneladas de reservas de ouro, cobre, diamantes, coltan, ferro, bauxita e outros minerais.

Devido a esses créditos e outros laços econômicos, Putin segue no sentido de apoiar Nicolás Maduro, assim como refutar em público qualquer intervenções estrangeiras na Venezuela. Os interesses da Rosneft na Venezuela são simplesmente muito profundos para se retirar, especialmente com as sanções ocidentais que tentam golpear não só o país caribenho mas os dois asiáticos.

Em termos monetários, a China, que tem investimentos na Venezuela estimados em cerca de US $ 60 bilhões, pelo menos três vezes mais que a Rússia. A aproximação, ainda nos primeiros anos do século,permitiu a China uma fonte estratégica de petróleo que garantiu suas altas taxas de crescimento, e muito necessária para sua economia em rápido crescimento de demanda por energia. Chávez por conseguinte conseguiu reduzir, naquele momento, a dependência da Venezuela dos Estados Unidos como um de seus principais mercados de exportação. Em nossos dias, os gigantes tecnológicos chineses ajudaram o regime de Maduro em seus esforços de vigilância interna e (como a Rússia), a China vendeu armas caras à Venezuela.

Este conjunto de fatos sugere que se China mantém uma aliança estratégica com a Venezuela, e deixa para a Rússia posições mais radicais na crise com os EUA. O Kremlin, de fato, está competindo ativamente com os estadunidenses, descreveu a tentativa da entrega das supostas ajuda humanitária através da fronteira, como ato que visava contrabandear armas para a oposição.

A China, estrategicamente, utiliza uma postura mais moderada devido as suas negociações comerciais em curso com os Estados Unidos. Antes de estender seu prazo para impor tarifas mais altas às importações chinesas, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Huawei e a ZTE poderiam estar inseridas nos termos do acerto comercial sino-americano. Isso certamente agradaria Xi Jinping. O porte destes conglomerados em muito pesam no processo de desenvolvimento chinês e por conseguinte se valem do interesse do Estado em protege-las. Com a capacidade de impedir que empresas norte-americanas vendam insumos cruciais para empresas chinesas, a administração Trump poderia causar sérios danos à ZTE e à Huawei.

O resultado mostra que tudo está conectado. Os conglomerados nacionais russos e chineses com capital estatal e privado são os responsáveis pelo peso do desenvolvimento destes países num mundo globalizado. Em verdade, se no primeiro momento eram interesses geopolíticos das nações asiáticas, a história do tempo presente da Venezuela e a rentabilidade das companhias russas e chinesas apontaram para um paradigma de integração tanto no político,como no econômico. Neste caminho a Venezuela já vende seu petróleo em Yuan, e se encaminham tratativas para o comércio utilizar moedas nacionais, excluindo o dólar.

Em muito, a insensatez estadunidense de transformar ações pontuais de sanções em política recorrente, permitiu uma reunião de países no campo oposto à sua demanda. O modus operandi da Rússia e China lança um olhar que demostra o quanto é viável para potencias mundiais desenvolverem seus interesses respeitando a soberania da outa nação, neste sentido a paz agradece.

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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38 comentários

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Alice

22 de março de 2019 às 02h38

Uma integração que só tem ganhos.
Que os EUA acelere seu declínio

Responder

Renato

20 de março de 2019 às 20h01

China e Rússia, botando no rabo dos venezuelanos. Ou alguém acha que esses dois países estão preocupados com o desenvolvimento de Venezuela ?

Responder

    LUPE

    20 de março de 2019 às 22h14

    Caro Renato, “comentarista”
    Iraque, Líbia destruídos pelo consórcio DO Mal >>>
    organização/Forças Armadas dos EUA.
    Síria idem, Iêmen idem.
    Países destruídos e mais a morte/trucidamento
    de milhões de inocentes,
    mulheres e crianças aleijadas com a invasão covarde
    de tropas super poderosas
    contra países quase indefesos perante tal poder.
    COVARDES COVARDES COVARDES
    Nojentos covardes inumanos por causa de petróleo.
    Mas A Grande Mídia ocidental sob o controle e domínio “deles”,
    transformou tais covardes em heróis .
    Conclamou o povo americano a um “Ato Humanitário” ,
    após satanizar Saddam Hussein, Khadaffi,
    GM que chamou tal covardia , cinicamente, de “Ato Humanitário” .
    E a tropa de “comentaristas” no Cafezinho a serviço da organização
    a defender
    novo trucidamento de inocentes , novo “ato Humanitário”
    na ……………..Venezuela…..
    PETROLEOCÍDIO…………………..

    Responder

      Brasileiro da Silva

      21 de março de 2019 às 01h50

      Se o Lupinha falou, é verdade
      #SQN

      Responder

    Carlos

    22 de março de 2019 às 02h40

    Uma integração produtiva ,isso sim

    Responder

Sebastião

20 de março de 2019 às 17h55

Não há mocinhos nesta história. Tem muitos esquerdistas que não compactuam com Maduro, mas uma boa parte e as mais fanáticas, que gritam: LULA LIVRE O ANO INTEIRO. Assim como os da direita, que se pudessem criavam uma monarquia e beijavam o tapete para a família Bolsonaro passar. Quem contrariam esse povo são xingados. Daí tem Venezuela, EUA, Rússia e China. Quem são os mocinhos nesta história? Somente o povo venezuelano, que sofrem pelo desinteresse de Maduro e sofrem com as sanções comerciais. E esse Guaidó deveria ser preso por conspirar contra o país dele. Os militares aceitarem um cara como Guaidó é humilhante.

Responder

    LUPE

    20 de março de 2019 às 18h28

    Grande Sebastião
    Welcome à tropa de “comentaristas”.
    Fantástica sua afirmação
    “tem esquerdistas que são contra Maduro”.
    Como já disse, esses “comentaristas” mentem menetem mentem.
    Falam qualquer imbecilidade
    mas têm o aval da Grande Mídia,
    que envenenou em ódio a cabeça das pessoas
    contra a esquerda e o petismo,
    e tudo que cheire a anti esquerda e anti petismo……………………. tá certo…………

    Responder

    Sergio Araujo

    20 de março de 2019 às 19h46

    Os militares podem resolver a questào em 5 minutos mas nào querem ou nào podem.

    Responder

      Renata

      22 de março de 2019 às 02h39

      Pq os militares ficariam contra o povo?

      Responder

    Paulo

    20 de março de 2019 às 19h56

    Humilhante, para as FFAA venezuelanas, é aceitar o jugo dos assessores militares cubanos sobre seus pescoços, dentro de sua própria pátria. Afora os vendidos pelas benesses chavistas. Ou seja, os militares, lá, estão sob duplo jugo, físico e moral…

    Responder

Justiceiro

20 de março de 2019 às 17h46

Bah! Tio Sam destrói os três com apenas um pum!

Responder

    lucio

    20 de março de 2019 às 19h32

    o vovo sam (envelheceu, usa fralda geriatrica) foi derrotato na asia, africa e oriente medio. por isto fugiu e recomeçou encher o saco aqui, para tentar nao perder pelo menos o quintal.
    e vc como sempre é um idiota total e traidor da sua patria. un lixo.

    Responder

LUPE

20 de março de 2019 às 16h44

Caros leitores
Outrossim, senão, vejamos.
De um lado está uma organização
que à caça de controle comercial e/ou político
do petróleo mundial,
mata , trucida milhões de inocentes, crianças, etc.
Exemplos: Iraque, Líbia, Síria, Iêmen, etc.
Do outro lado países
que saem em campo para defender países mais fracos
possuidores de enormes reservas de petróleo.
Perguntinha cretina:
Quem é o bandido, e quem é o mocinho?
Quem são os moços do Bem,
e quem são os moços do Mal?
HEIN?????????

Responder

    Roque

    20 de março de 2019 às 17h04

    Iraque=Saddam Hussein, Líbia=Kadafi, Síria = Bashar Al Assad. Na visão de esquerdopatas com certeza são os homens do bem… SQN.

    Responder

      LUPE

      20 de março de 2019 às 17h30

      Caro Roque
      Bom, seu “comentário”.
      Sua “fala” soa correta,
      as pessoas lhes dão razão
      porque têm as mentes envenenadas em ódio
      contra Saddam Hussein do Iraque
      e Khadafi da Líbia.
      Porque a Grande Mídia ocidental ,
      controlada pelos donos das maiores petroleiras do Mundo
      satanizou quem deveria ser os “mocinhos”, :::::::::
      >>>>>> Saddam Hussein (tenho minhas reservas, mas,

      o Iraque estava quase deixando de ser Terceiro Mundo)
      e
      >>>>>>> Khadaffi (tirou a Líbia da miséria, da pobreza , do atraso,
      e passou-a
      ao maior padrão de vida da África,
      superando a então África do Sul.) >>>
      Povo totalmente alfabetizado
      e com direito à casa própria , financiada pelo Estado
      a 2% (dois por cento ) do salário.
      Iraque Líbia hoje: >>>>>>>>>>>>totalmente destruídos,
      em constantes revoltas de guerrilhas, caos social.
      Caro Roque >>>>>>>>> Quem são os bandidos e quem são os mocinhos???

      Responder

dermeval

20 de março de 2019 às 14h35

Os EUAnão cultivam amizade com ninguém, apenas interesses…A eslência do capitalismo, é: ouça apenas o que te convém, diga tudo o que eles já sabem, e depois tirem tudo que eles têm…

Responder

    Alexandre

    20 de março de 2019 às 18h50

    China e Rússia cultivam amizades sinceras, né militonto. É cada idiota que aparece por aqui .

    Responder

Zé Maconha

20 de março de 2019 às 12h31

Está claro que o maior interesse dos EUA na Venezuela é saquear o petróleo para frear o crescimento chinês.
Esses são os EUA mandam seus jovens para morrer , bombardeiam crianças e hospitais.
Tudo em nome de interesses comerciais.

Responder

    LUPE

    20 de março de 2019 às 16h51

    Caro Zé M
    Donos de petróleo são petroleiras.
    E petroleiras (Shell, Exxon, British Petroleum, Total, etc.)
    têm dono.
    Se as Forças Armadas dos EUA
    tomarem o petróleo da Venezuela
    os novos donos do petróleo venezuelano
    NÃO será o povo americano…………
    (responda você mesmo
    quem serão os novos donos
    do citado petróleo venezuelano……….)
    Sutil raciocínio, mas, dá prá entender
    com um pouquinho de esforço, não?

    Responder

Vasco

20 de março de 2019 às 11h34

Com exceção de algumas informações técnicas e comerciais o resto, inclusive as conclusões, são puro besteirol.

Responder

    LUPE

    20 de março de 2019 às 16h55

    Caro Vasco
    EPA!!!!
    Posso ter visto algum “comentário seu, mas,
    não me lembro de você.
    És tu “comentarista” novo na praça?
    Ou melhor,
    no Cafezinho?

    Responder

Sergio Araujo

20 de março de 2019 às 09h41

Fantasia è o que nào falta.

Responder

Alan Cepile

20 de março de 2019 às 08h55

Excelente texto.
A bozolândia, cega, surda, muda e infantil como sempre, está desenvolvendo uma antipatia em relação Rússia e China só pq esses são contra essa ideologia estúpida da bozofamily de querer se meter no assunto que só diz respeito à Venezuela, ignorando (novidade!) que a russa Rosneft tem seus negócios com o gás na Amazônia , e a a chinesa Sinopec a quase duas décadas tem campos de petróleo na bacia de Campos.
Além disso, a Venezuela já toma conta do espaço aéreo amazônico até o aeroporto de Manaus.
O bobo da corte é só e unicamente o braZil da bozofamily, coitado….

Responder

Antônio Inácio Corrêa

20 de março de 2019 às 08h53

O capitalismo está caindo de podre já criou muitos problemas no planeta. Dá p/notar que vários países que eram aliados hoje estão caindo fora

Responder

Buba

20 de março de 2019 às 04h30

triste fim para a Venezuela, ter que se ajoelhar para chineses e russos…
Espero que o Brasil se livre dessa.

Responder

    Ivan

    20 de março de 2019 às 08h38

    O Brasil já está ajoelhado desde 2014 sendo feito de gato e sapato pelos americanos e sendo ridicularizado pela mídia mundial.

    Como diz a música do Barão Vermelho, “passando a mão na cabeça de quem te sacaneia”.

    Responder

Sidnei

19 de março de 2019 às 23h57

O golpe fatal contra tio Sam será o comércio de petróleo fora do dólar (do petrodólar).
Esse será um golpe tão forte que chego a temer que os states pensem até num absurdo como uma guerra nuclear.
O fim do petrodólar, pelo menos parcialmente, se desenha na tentativa russa de formar um novo cartel com Irã, México e Venezuela. A Arábia, também roubada pelos americanos, pode começar a aceitar também o yuan além de dólar e euro….
A Venezuela tem que resistir e vencer o império.
Viva a Venezuela!
Viva Bolívar!
Viva o Irã!!!
Coitados de nós, pobres escravos brasileiros, que seremos sugados pra que esse maldito império do norte tente continuar se firmando.

Responder

    Paulo

    20 de março de 2019 às 00h29

    Prefere se ajoelhar ao Irã que aos EUA. Ok, cada qual se ajoelha diante do seu deus, mas cuidado para não se ajoelhar diante de Alá!

    Responder

    Naldo

    20 de março de 2019 às 00h55

    Concordo inteiramente com autor e o Paulo fala algo primordial. A cesta de moedas está mudando e o comércio destes países sancionados pelos EUA cresce muito rápido e com moedas nacionais.
    Não sabia de toda esta informação principalmente o arco mineiro que explicou o texto.
    Sem ideologia, China e Rússia desbancarão os EUA.
    A Venezuela ,Turquia ,Irã e Índia estão no caminho certo.
    Belo texto

    Responder

      LUPE

      20 de março de 2019 às 17h15

      Caro Naldo
      Desculpe, mas, parece que você se contradiz.
      Russia , China, Venezuela e IRÃ irão formar
      (ou praticamente já formaram )
      um grupo que irá (tentar)
      se opor ao poderosíssimo Eixo do Mal
      (EUA e quem está por trás do Governo dos EUA).
      Acabar com a principal sanção
      que este Eixo impõe
      aos países “indesejáveis”
      tais como a Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, etc.
      IMPEDI-LOS DE TRANSACIONAR/COMERCIALIZAR
      EM DÓLARES.
      Por isso é que a Venezuela
      foi sufocada
      e passa por crise profunda.
      Não pode comercializar seu petróleo
      com praticamente nenhum país,
      já que o dólar
      é a moeda única
      utilizada em transações internacionais.

      Mas você acha o “comentário” do Paulo “impecável?
      Mesmo ele procurando satanizar o Irã?
      Qualé????

      Responder

Paulo

19 de março de 2019 às 21h45

“O modus operandi da Rússia e China lança um olhar que demostra o quanto é viável para potencias mundiais desenvolverem seus interesses respeitando a soberania da outa nação, neste sentido a paz agradece”. Meu Deus! O Tibete e a Crimeia mandam lembranças…

Responder

Alan Cepile

19 de março de 2019 às 21h45

A Venezuela não é o Brasil…

Responder

    Paulo

    19 de março de 2019 às 21h47

    Graças a Deus!

    Responder

      Alan Cepile

      20 de março de 2019 às 08h34

      Graças!!!!

      Responder

Paulo

19 de março de 2019 às 21h43

“Em muito, a insensatez estadunidense de transformar ações pontuais de sanções em política recorrente, permitiu uma reunião de países no campo oposto à sua demanda”. Meu Deus! Será que não foi o chavismo que, deliberadamente, afastou a Venezuela de seu aliado natural no Hemisfério? Vamos pensar!

Responder

    Renata

    20 de março de 2019 às 00h59

    Se vc buscar na História foi a Venezuela que formou a OPEP com mais 4 árabes golpeando o ocidente.
    Em 1960 não existia chavismo.
    Paulo geopolítica não é apenas o preto e Branco.
    É direito de quem tem as jreservas fazer os movimentos necessários para valorizar sua riqueza.
    A Venezuela faz o jogo certo, na década de 90 as petroleiras abatiam impostos forjando investimento no país.
    Vamos pelo centro, raciocínio lógico.

    Responder

      Alan Cepile

      20 de março de 2019 às 09h32

      Renata, parabéns pela sua lucidez, excelente comentário.

      Responder

      Carlos

      22 de março de 2019 às 10h53

      Parabéns Renata ,arrasou

      Responder

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