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CINE FOLHETIM FÊNIX #07

Por Victor Lages

05 de abril de 2019 : 15h58

Cine Folhetim Fênix 05/04/2019

 

Queridos parceiros e espectadores,

É abril e já já teremos lançamento de filmes. Mas até lá, temos muito o que aprender com a newsletter dessa semana. Finalizamos, na última semana, a série de drinks clássicos do cinema e embarcamos agora numa viagem à moda da sétima arte, com uma pegada no eterno vestido preto de Audrey Hepburn usado em BONEQUINHA DE LUXO. Resgatamos as duas décadas do filme de ficção científica que revolucionou o cinema: MATRIX. Explicamos qual é a diferença entre Hollywood e Nollywood, o cinema nigeriano que vem despontando como uma indústria poderosíssima. Além disso, anunciamos a mostra da grande dama do cinema tcheco Vera Chytlová no CCBB do Rio de Janeiro e ainda trazemos a edição de abril da maior revista de cinema, a Cahiers du Cinema. De notícias internas, contamos o que rolou de bom e incrível na cabine de imprensa de A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS que aconteceu em Rio e São Paulo, homenageamos um diretor que merece o reconhecimento pelo seu talento com a música e lembramos a você sobre a programação dos documentários SOLDADOS DA BORRACHA e CINE MARROCOS no Festival É Tudo Verdade. Abril só está começando, mas promete ser o mês das reviravoltas e surpresas!

Abraço e bons filmes,

Fênix.

 

O que rolou na cabine de imprensa de A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS

Na última quinta-feira, 04 de abril, aconteceu a cabine de imprensa do novo filme do cineasta turco Nuri Bilge Ceylan: A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS. Ovacionado no Festival de Cannes em 2018 e colocado como um dos filmes mais profundos do século XXI, essa obra foi assistida por jornalistas e críticos de cinema nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Para acompanhar a sessão, a imprensa degustou o delicioso chá do Tea Shop Brasil, maior rede de chás gourmet do país. Criada em Barcelona há 30 anos, essa marca tem mais de 120 mesclas exclusivas, inclusive o chá turco em homenagem à nacionalidade do filme. A sessão foi um sucesso e, em breve, teremos notícias e críticas para avaliar esse longa-metragem que está fazendo sucesso no mundo inteiro e que chega no dia 25 de abril nos cinemas do Brasil!

 

John Carney n’O Cafezinho

O texto da coluna semanal da Fênix n’O Cafezinho homenageia um diretor um pouco desconhecido, mas que merece ser ouvido e visto: John Carney. Cineasta por trás dos musicais modernos APENAS UMA VEZ, MESMO SE NADA DER CERTO e SING STREET, Carney é um nome que está crescendo a cada nova produção e que vale a pena ser assistido e lido no link logo abaixo:

https://www.ocafezinho.com/2019/04/04/a-vida-e-feita-dos-musicais-de-john-carney/

 

SOLDADOS DA BORRACHA e CINE MARROCOS no É Tudo Verdade

A 24ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários começou ontem (4) e segue até 14 de abril em São Paulo e Rio de Janeiro e a programação desse ano está muito especial, com os melhores documentários produzidos no Brasil e no mundo. Ao todo, serão exibidos 66 filmes, em sessões gratuitas. Além disso, os filmes premiados no Festival estarão automaticamente classificados para serem examinados para a disputa do Oscar do ano que vem. Em 2019, dois filmes incríveis estão nessa corrida. Abaixo, você confere a programação em RJ e SP dessas duas obras:

Vale a pena demais acompanhar!

 

Mostra de Vera Chytilová no CCBB RJ

De 17 de abril a 06 de maio, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro exibirá a Mostra “Vera Chytilová: A grande dama do cinema tcheco”. A mostra exibe os principais filmes assinados pela diretora, abrangendo as diferentes fases de sua celebrada carreira. Seus filmes, permeados por humor subversivo, crítica social e sátiras sobre o regime comunista, deram início ao que se chamou posteriormente de Nouvelle Vague Tcheca. Rebelde, feminista e crítica da sociedade contemporânea, Vera completaria 90 anos em 2019.

 

Cahiers du Cinema de abril

A primavera chegou na França e influencia a maior revista de cinema do mundo. A edição de abril da Cahiers du Cinéma está linda e inspirada nas flores da estação preferida dos parisienses. Além de trazer críticas de filmes contemporâneos, como o novo de Jordan Peele NÓS e a estreia como diretor de Jonah Hill MID 90´S, a revista ainda traz uma análise aprofundada do clássico de Akira Kurosawa, OS SETE SAMURAIS. Entre mais várias matérias, essa edição de abril veio para marcar os corações dos cinéfilos e pode ser acessada no link abaixo:

https://www.cahiersducinema.com/produit/avril-2019-n754/

 

Você conhece “Nollywood”?

Existe Hollywood e existe Bollywood. Mas você conhece Nollywood, o cinema nigeriano que produz mais de 1200 filmes por ano? Para entender essa indústria específica, é preciso compreender que os filmes para os nigerianos são facilmente relacionados com as novelas para os brasileiros: extremamente populares! Após findar o sistema colonial imposto pelos britânicos, a Nigéria utilizou a televisão e o cinema para espalhar políticas e ideologias do novo governo independente e isso seguiu até a década de 70, com o boom do petróleo e a economia do país se afirmando e permitindo mais investimento estatal para o setor audiovisual. Com o passar do tempo, houve aumento expansivo do número de profissionais, o que permitiu a formação de nichos especializados da área, para que uma quantidade maior de público se sentisse contemplada. Para produzir um filme, o custo médio é de três a cinco mil dólares ao todo para distribuir 50 mil cópias em DVD; para evitar a pirataria, as produtoras acabaram se acostumando a lançar novas obras no mercado com maior regularidade e sempre ter novidade para seus espectadores. Novidades essas que estimulam a auto-representação do cinema africano, pois esses filmes têm a tendência de explorar a política, a economia, a cultura, as tradições e a religiosidade em suas histórias, a fim de criar uma estética e uma linguagem bem próxima da realidade local.

 

20 anos de MATRIX

Quer um filme que, em 05 de abril de 1999, estava em cartaz nos cinemas norte-americanos e revolucionava totalmente o cinema e virava uma instantânea referência da cultura pop? Dirigido pelo então irmãos Wachowski, MATRIX misturava questões existenciais, paranoias da sociedade diante da tecnologia, elementos ciberpunk e futurismo para contar a história de Neo, um hacker que assume o papel de “O Escolhido” para libertar a humanidade do que se acredita que é a realidade. Sendo pioneiros em técnicas de computação gráfica, esse filme apostou em um roteiro elaborado e bem executado para criar sua própria mitologia. O investimento no projeto foi de US$ 60 milhões, mas abocanhou mais de US$ 460 milhões e se tornou uma das aventuras de ficção científica mais influentes da história, paralelo a METRÓPOLIS, 2001, STAR WARS e BLADE RUNNER. Foi absolutamente progressista confrontar Platão, Baudrillard e Marx para instigar os pensamentos dos espectadores entre uma luta e outra e, nesses últimos 20 anos, já vimos duas sequências, jogos de videogame, histórias em quadrinhos e curtas-metragens animados para expandir os horizontes de quem, em abril de 99, caiu o queixo com essa obra-prima transformadora.

 

Vestido tubinho preto de BONEQUINHA DE LUXO

Começando uma nova série aqui na newsletter, seguimos em frente após apresentar diversos drinks clássicos de cinema. A partir de hoje, discutiremos a moda nos filmes, desde vestuários a acessórios que marcaram época no audiovisual. Hoje, apresentaremos Audrey Hepburn e seu estilo implacável e eterno. Uma das maiores atrizes que já existiu, Audrey era sinônimo de muito bom gosto e sofisticação, virando um ícone de moda graças às suas peças e cores minimalistas. Segundo a artista, “a elegância é a beleza que nunca se apaga”. Nos anos 60, ela revolucionou os Estados Unidos que, mesmo sendo uma grande potência na época, tinha a fama de que as mulheres americanas se vestiam muito mal. Foi aí, misturando o charme da primeira-dama Jaqueline Kennedy com o filme BONEQUINHA DE LUXO (de Blake Edwards), que a moda foi norteada. O vestido tubinho preto que Audrey Hepburn vestiu na antológica cena de abertura, criado por Givenchy, mudou a visão de que a cor preta era associada ao luto, tornando-se uma peça atemporal e sendo ainda vendido em um leilão na Christie por 1,2 milhão de dólares. Então, cinéfila, vai sair nesse final de semana? Tira aquele vestido preto do armário e vai brilhar na rua!

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