Radicalismo anti-Venezuela isola o Brasil no Brics

Foto: Cesar Itiberê/PR

O grupo de países que compõe o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) representa um substancioso naco do PIB mundial, e o Brasil poderia se aproveitar de sua participação para obter financiamentos e contratos junto a governos e empresas desses países, ajudando-nos a superar o momento de recessão.

A China está empenhada, hoje, em levar adiante o mais ambicioso conjunto de obras de infra-estrutura da história da humanidade. É o projeto apelidado de a Nova Rota da Seda. São trilhões de dólares envolvidos. O mundo inteiro tenta participar do projeto. O Brasil poderia usar a guerra comercial entre EUA e China, e sua participação no Brics, para entrar fundo no projeto, oferecendo serviços, produtos, inteligência, o que poderia gerar milhares, quiçá milhões de empregos no Brasil. Ou melhor ainda, a participação brasileira na Nova Rota da Seda poderia ser parte de uma etapa do grande projeto nacional de desenvolvimento que o Brasil precisará, mais dia menos dia, necessariamente, levar a sério.

Todos os países do Brics, com exceção do Brasil, apoiam o regime Maduro, ou antes, são duramente contra o golpe de Estado que os Estados Unidos vem tentando costurar ali dentro, de olho nos vastos campos de petróleo do país.

Reportagem da Folha publicada hoje revela que o isolamento do Brasil no grupo, em função da radicalização da política externa brasileira no tema Venezuela, poderá prejudicar o encontro marcado para novembro deste ano, nos dias 13 e 14, em Brasília.

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