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Foto: Mais Goiás

71% das mulheres brasileiras são contra facilitar posse de armas

Por Redação

09 de junho de 2019 : 11h06

O Ibope divulgou o relatório completo com os dados estratificados de pesquisa, feita recentemente, sobre o apoio dos brasileiros a uma das bandeiras mais caras do presidente Jair Bolsonaro.

É impressionante a IMPOPULARIDADE do tema na população. No geral, 61% são contra. Mas entre mulheres, essa rejeição às armas salta para 71%.

Quando se faz a pergunta se o aumento do número de pessoas armadas torna a sociedade mais segura, 67% discordam, sendo 51% que discordam totalmente e mais 16% que discordam parcialmente.

Interessante observar que a rejeição à ideia de que  mais armas eleva o nível de segurança da sociedade ocorre em todas as faixas de renda, idades, regiões e níveis de instrução.

A pergunta sobre o apoio à flexibilização encontra diferenças relevantes entre as faixas de renda, com os mais abastados economicamente mais propensos em favor das ações do governo Bolsonaro que procuram flexibilizar o acesso às armas; porém, mesmo nas classes A e B, há maioria contra armas.

Entretanto, quando se olha para o nível de instrução, constata-se que pessoas com ensino médio ou superior são, em sua grande maioria, contra maior flexibilização do posse de armas: entre cidadãos com ensino médio e/ou superior, 59% são contra armas.

O relatório confirma outras pesquisas que mostram que,  mesmo o núcleo duro do eleitorado  de Bolsonaro, mais ricos e instruídos, rejeitam suas bandeiras mais ideológicas.

Abaixo, alguns prints do relatório completo:

 

 

 

No site do Ibope

61% dos brasileiros são contra flexibilização da posse de armas

Pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência aponta que 61% da população brasileira é contra a flexibilização da posse de armas. Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo, medida da qual 37% dos brasileiros são favoráveis segundo o estudo. Considerando apenas a opinião dos homens, o percentual de favoráveis é de 50%. Já entre as mulheres, 71% são contra essa flexibilização.

Em relação ao porte de arma, quando o cidadão está autorizado a carregar uma arma consigo no dia a dia, 73% dos entrevistados são contrários e 26% são favoráveis.

Quando questionados se ter uma arma em casa torna o ambiente mais seguro, a população se divide: 50% discordam e 48% concordam com essa afirmação. Já sobre se o aumento do número de pessoas armadas torna a sociedade mais segura, 67% discordam (31% concordam) e sobre carregar uma arma faz com que a pessoa esteja mais segura, 65% discordam (34% concordam).

Confira aqui o relatório completo.

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9 comentários

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MARCO AURÉLIO

09 de junho de 2019 às 17h52

Capitão Augusto (PR-SP), tem que incluir no pacote anticrime . a entrega da posse de arma pela família do proprietário já falecido . pois a família não pode ficar com a posse da arma no nome do falecido . obs: quando o proprietário da arma morrer o hospital tem que comunicar a policia para checar se o mesmo possui arma no sistema nacional . para que seja apreendida pela policia . só assim essa arma não vai para mão errada .

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Era do Boçais

09 de junho de 2019 às 16h19

E desde de quando o projeto é par mulher? Salvo as que forem policais, as quais já tem, as facilidades que se quer é para homem, macho, ter arma. Mulher. Colocar arma nas mãos de mulher, bandido toma essa de todos só no grito.

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Renato

09 de junho de 2019 às 15h51

Essas 71% de mulheres não são obrigadas a adquirir uma arma de fogo !

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Alan C

09 de junho de 2019 às 11h24

71% são contra mas muitas dessas votaram no chucro, principalmente as evangélicas, então agora não adianta reclamar, quem mandou ser tão burra quanto?

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    Renato

    09 de junho de 2019 às 15h53

    A maioria das mulheres que votou em Lula também era contra a corrupção e mesmo assim Lula roubou, incentivou o roubo e deixou roubar !

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      Era do Boçais

      09 de junho de 2019 às 16h23

      de fato, mesmo sem nem se fazer investigação que preste já acharam mais 20 imóveis passado em cartório no nome de Lula, bem ao contrário do Flavinho que mídia não tem deixando em paz por ter visitado uma casa na favela que tinha apenas intenção de comprá-la.

      Responder

        Renato

        10 de junho de 2019 às 06h59

        Lula não deixou de ser ladrão porque Flávio Bolsonaro é ladrão; o resto é mimimi !

        Responder

Marcio

09 de junho de 2019 às 11h20

Parem de explorar as mulheres para fins politicos seus lixos humanos.

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Paulo

09 de junho de 2019 às 11h12

Quem não quer, que não tenha. Simples assim. Não é a esquerda que vive exigindo respeito pelas minorias (no caso dos homens, nem é minoria)?

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