Com petroleiros em chamas perto de Ormuz, petróleo acima de US$ 100 e ameaças de bloqueio total, o conflito entre EUA e Irã entra em fase de ruptura econômica global.
Segundo o DROPSITENEWS, o grupo iemenita Ansarallah atacou dois petroleiros sauditas nesta quinta-feira, 23 de julho, elevando o preço do petróleo para acima de US$ 100 o barril, segundo o portal Drop Site News.
O ataque ocorre na 12ª noite consecutiva de bombardeios americanos contra alvos iranianos.
O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, está no centro da crise.
O petroleiro Kavomaleas, de bandeira maltesa e avaliado em US$ 55 milhões, foi atingido por dois projéteis próximo a Ormuz, pegou fogo e foi rebocado para águas iranianas. Imagens de satélite e o Financial Times confirmaram o incidente.
A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que três navios tentaram cruzar a rota minada, um explodiu e os outros recuaram. Em Teerã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país não permitirá a venda de petróleo no Golfo enquanto sua segurança não for garantida.
"A equação desta guerra é clara: tudo ou nada. Ormuz só será seguro na ausência de forças americanas", afirmou Ghalibaf. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, advertiu que qualquer ataque à infraestrutura iraniana será respondido "olho por olho" e alertou que governos europeus que permitirem o uso de seus territórios para ataques dos EUA se tornarão partes no conflito.
O Irã respondeu aos bombardeios americanos com ataques a bases dos EUA no Kuwait e na Jordânia, atingindo sistemas de defesa Patriot, drones MQ-9 e um centro de telecomunicações. Os Estados Unidos já informaram a Israel que intensificarão os bombardeios contra o Irã, segundo o Drop Site News.
O senador Marco Rubio reclamou das interrupções no transporte marítimo, dizendo que "navios comerciais estão sendo explodidos". O Pentágono investiga um possível envolvimento russo em ataques de drones iranianos contra bases da CIA.
Em paralelo, mais de 4.200 colonos israelenses invadiram o complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, em uma das maiores incursões dos últimos anos. Dois palestinos foram mortos perto de Nablus, na Cisjordânia, enquanto os ataques israelenses em Gaza continuam.
Desde o início dos bombardeios americanos, em 6 de junho, 53 iranianos morreram, entre eles seis mulheres e três crianças, segundo o Ministério da Saúde do Irã.


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