O cessar-fogo durou semanas. Agora o Irã bloqueia Ormuz, houthis atingem petroleiros sauditas e o petróleo já passa de US$ 97 o barril.
Segundo o THEHINDU, o Irã prometeu continuar os ataques enquanto as tensões com os Estados Unidos persistirem na região.
A declaração foi feita em 23 de julho pelo porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, em entrevista à TV estatal: "Os ataques retaliatórios das forças armadas continuarão enquanto as tensões com os Estados Unidos sobre a infraestrutura e as áreas costeiras do país continuarem."
O conflito foi retomado após um cessar-fogo que durou apenas algumas semanas, mergulhando os mercados globais de energia em novo caos.
No centro da disputa está o controle do estreito de Ormuz, pelo qual passava cerca de um quinto de todo o petróleo mundial antes da guerra. Os Guardas Revolucionários iranianos foram diretos: "O estreito de Ormuz está sob nosso controle. Qualquer navio que tentar passar sem coordenação com a República Islâmica do Irã sofrerá o mesmo destino."
Na quarta-feira (22), os Estados Unidos sinalizaram que poderiam bombardear uma ponte ou uma usina de energia a cada ataque iraniano contra navios no estreito. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu sem rodeios: "Nossa doutrina de defesa é clara: olho por olho."
A mídia estatal iraniana informou que um ataque norte-americano matou duas pessoas em Shalamcheh, na fronteira com o Iraque. Dois mísseis dos EUA também atingiram Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil do país.
Os houthis, aliados de Teerã, anunciaram ter atingido dois navios petroleiros sauditas, o Encelia e o Layla, após declarar bloqueio aos portos da Arábia Saudita. O secretário de Estado americano classificou os houthis como "ingênuos" por terem sido manipulados pelo Irã a atacar a navegação no Mar Vermelho.
O preço do petróleo Brent subiu 4%, chegando a US$ 97,80 o barril, reavivando temores de inflação e desaceleração econômica global. Omã, principal mediador do conflito entre houthis e Arábia Saudita, afirmou estar trabalhando para retomar negociações, manifestando "grande preocupação" com a situação no Mar Vermelho.


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