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Produção brasileira de petróleo bate recorde histórico

Por Redação

02 de julho de 2019 : 12h21

Não era para o Brasil estar sofrendo tanto… A produção nacional de petróleo vem batendo recorde.

Separamos alguns gráficos e textos divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

             

Na ANP

Produção nacional de petróleo e gás natural bate recordes em maio

Publicado: Terça, 02 de Julho de 2019, 10h08

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil em maio atingiu 3,473 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), superando o recorde anterior registrado em dezembro de 2016, quando foram produzidos 3,433 MMboe/d.

A produção de petróleo alcançou o volume de 2,731 milhões de barris por dia (bbl/d), superando a marca anterior, registrada também em dezembro de 2016, quando foram produzidos 2,730 MMbbl/d. Houve um aumento de 4,9% na comparação com o mês anterior e de 4,7% na comparação com o mesmo mês em 2018.

Já a produção de gás natural foi de 118 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 117 MMm³/d registrados em outubro de 2018. Em relação ao mês anterior o crescimento foi de 4,4% e de 5,4% em relação a maio de 2018.

Os dados de produção de maio estão disponíveis na página do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural.

Pré-sal

A produção do pré-sal também superou o recorde anterior tanto em volume quanto em percentual de participação no total nacional. Em maio, a produção, oriunda de 97 poços, foi de 2,106 milhões de barris de petróleo equivalente por dia (boe/d), sendo 1,674 milhão de barris diários (bbl/d) de petróleo e 68,7 milhões de metros cúbicos (m³/d), de gás natural.

A produção no pré-sal correspondeu a 60,7% do total produzido no Brasil e foi 6,4% maior que a do mês anterior e 14,5% maior na comparação com o mesmo mês de 2018.

Aproveitamento do gás natural.

O aproveitamento do gás natural em maio foi de 95,8% do total produzido. Foram disponibilizados ao mercado 58,3 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia). A queima de gás totalizou 4,9 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), uma redução de 18,8% na comparação com o mês anterior e um aumento de 18,9% em relação a maio de 2018.

Campos produtores

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o que mais produziu petróleo e gás, com uma média de 910 mil de barris de petróleo por dia (bbl/d) e de 39,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (m³/dia).

Origem da produção

Os campos marítimos produziram 96,3% do petróleo e 83,8% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras produziram 94,4% do petróleo e do gás natural. A produção nacional ocorreu em 7.107 poços, sendo 642 marítimos e 6.465 terrestres.

Destaques

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.117.

Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 77.

Da Plataforma FPSO Cidade de Maricá, produzindo no Campo de Lula por meio de sete poços a ela interligados, foram extraídos 149,9 mil barris por dia (bbl/d) e foi a instalação com maior produção de petróleo.

A instalação Polo Arara, nos Campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu, produziu 8,7 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), por meio de 38 poços a ela interligados, e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Campos de Acumulações Marginais:

Esses campos produziram 67 barris de petróleo por dia (bbl/d) e 11 mil metros cúbicos de gás natural por dia (m³/d). O Campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor com 66,2 barris de óleo equivalente por dia boe/d.

Outras informações

Em maio de 2019, 296 áreas concedidas, duas áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 32 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 71 são marítimas e 232 terrestres. Do total das áreas produtoras, 10 são relativas a contratos de áreas contendo Acumulações Marginais.

O grau API médio foi de 27,5 sendo 37,4 % da produção considerada óleo leve (>=31°API), 51,8 % óleo médio (>=22 API e <31 API) e 10,8 % óleo pesado (<22 API). As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 105,4 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), sendo 82,9 mil barris por dia (bbl/d) de petróleo e 3,6 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural. Desse total, 98,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) foram produzidos pela Petrobras e 6,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 371 boe/d em Alagoas, 3.240 boe/d na Bahia, 26 boe/d no Espírito Santo, 2.713 boe/d no Rio Grande do Norte e 210 boe/d em Sergipe.

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6 comentários

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Alvacir

04 de julho de 2019 às 08h10

Sou a favor de restringir drasticamente a prodicao de petroleo mundial para combater o aquecimento global.
Se o Brasil focasse em reducao de impostos, burocracia e incentivos industrias de alta tecnologia, seria 10 vezes mais rico e mais limpo do que é hoje.

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Alan C

02 de julho de 2019 às 13h48

Mas a direita golpista não quer nada disso e vende a Petrobrás em fatias pq “depende da articulação com os americanos” como disse o “grande nacionalista” deltan dallagnol….

Vai bozolândia!!

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    Justus

    02 de julho de 2019 às 14h10

    Tipo assim, se a Petrobras for privatizada, o petróleo q tá alí no fundo do chão ou do mar vai ser tooodo arrancado de uma vez só e levado embora para os States (como qdo se está de mudança para uma casa nova leva-se as cadeiras, mesas e armários embora), e nós, pobres coitados brasileiros, vamos ficar chupando o dedinho neh……

    Santa ignorância……

    Responder

      Marcio

      02 de julho de 2019 às 19h11

      E vocè acha que sabem do que falam…? E’ sò ideologia chula

      Responder

      Alan C

      03 de julho de 2019 às 12h03

      Uau!! Vc elaborou isso sozinho??

      Responder

GNagano

02 de julho de 2019 às 12h40

Esse povo acha q petróleo é sinônimo de desenvolvimento, não é! Se não souber utilizar os recursos vira maldição: olha o q a esquerda fez com a Petrobras, ela terminou tendo mais dívidas do q valor de mercado, refinaria q inicialmente sairia por 2 bilhões custando 19 Bilhões no final….e do q adianta recorde de produção se o valor no mercado caiu mais de 40% nos últimos anos? A esquerda não aprendeu nada com Nigéria e Venezuela?

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