Lançamento do livro “Lawfare: uma introdução”, com Lula

Carlos Siqueira: ‘Não há como não fazer autocrítica, todos fracassamos em 2018’

Por Redação

28 de novembro de 2019 : 14h23

No blog do Kennedy Alencar

A Política Como Ela É – Kennedy Alencar
SEGUNDA, 25/11/2019, 18:35

‘Não há como não fazer autocrítica, todos fracassamos em 2018’

O PSB anunciou que vai lançar uma espécie de ‘autorreforma’, um projeto inédito na sigla. Jornal da CBN conversou sobre o assunto com Carlos Siqueira, presidente do partido, que faz sua convenção nacional no próximo dia 18. Segundo o dirigente, a ideia surgiu com a grave crise vivida pelo país nos últimos anos. ‘A crise brasileira é filha da crise política. Depois da Constituinte, a política só foi se deteriorando.’

DURAÇÃO: 00:13:50

Ele critica os mecanismos que levaram à eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República: ‘Chegamos ao ponto de eleger um candidato que, até então, era um deputado inexpressivo, e ainda por uma sigla de aluguel’. Segundo ele, a ideia é relegitimar o sistema político, ‘porque não há democracia sem partidos’.

Siqueira diz que o PSB quer dar exemplo, fazendo uma revisão interna e na postura política. Os partidos, defende, precisam se reinventar. ‘Não há como não fazer autocrítica, porque somos parte do sistema. Todos fracassamos em 2018’. Na prática, o PSB vai tentar estreitar o contato com a população, lançando uma plataforma de consulta pública e discutindo temas estratégicos com todos os setores da sociedade, como jornalistas, CNBB, evangélicos, sindicatos e outras instituições. ‘O que a esquerda, em 13 anos e meio não fez, nós vamos fazer’.

O presidente do partido avalia a postura do ex-presidente Lula após sair da prisão. ‘Somos, como ele, uma oposição clara ao Bolsonaro. Mas, do ponto de vista do exclusivismo expressado por ele, acho profundamente negativo. Ouvir dele que o PT terá eleições em todas as cidades (em 2020) e que não é sigla de apoio, é dizer que só aceita adesão e não ter postura de apoio. Foi um discurso que eu lamento. Espero que Lula reflita melhor sobre isso’.

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7 comentários

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ricardo quinhone

02 de dezembro de 2019 às 11h31

ivan, não seja assim tão inocente

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Ivan

30 de novembro de 2019 às 15h20

Todos quem cara pálida???

O único que fez estelionato eleitoral foi o PT, que queria lançar um candidato que estava impedido por uma lei que ele mesmo criou, mentiram até para o seu próprio eleitorado e foi preso pq quis, então sem essa de erramos todos, por favor.

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    Batista

    01 de dezembro de 2019 às 11h42

    Ivan, o esquecível, não tem à memória o golpe, que inicia-se em novembro de 2014 e concluí-se em agosto de 2016, com os golpistas assumindo o poder através do golpeachment (político- jurídico-midiático), deixando evidente, com a condenação e prisão de Lula, através de farsa processual política (lawfare), para que não fosse candidato na eleição de 2018, pois disparado favorito, que a eleição só aconteceria se garantido manterem-se no poder.

    Daí que, se houvesse mais uma semana de campanha no segundo turno, para consertar o estrago que Ciro e Outros causaram no inicio da mesma, ao ‘costearem e saltarem o alambrado para o muro’, Haddad, substituindo Lula, venceria e mesmo assim não tomaria posse, por qualquer ‘interpretação jurídica golpista’, pois golpistas, graciosamente, não entregam o poder a contrários, preferem escancarar o golpe.

    A eleição, desde que vencida por eles e não importa como, era obviamente a primeira opção, pelo simples fato que a esburacada farsa do golpeachment seria ‘legalizada’ se elegessem o presidente, o que acabou acontecendo como resultado da eleição, porém num oceano de ilegalidades, do ‘direito’ a candidato mudo protegido pelo monopólio da mídia a fake news e difamações, à rodo nas redes sociais, que inviabilizam até hoje que esse desgoverno consiga tirar o Brasil do atoleiro em que o colocaram ao açodadamente darem o golpe a qualquer preço, à base do custe o que custar lavajateiro.

    Ivan, o desinformado, desconhece que “o candidato que estava impedido”, não o estava “por uma lei que ele mesmo criou” e sim por uma lei que outros criaram, promulgada no governo Dilma, mais precisamente na fase, ‘a faxineira’ (lembra-se).
    Nem “mentiram até para o seu próprio eleitorado” e, Lula, não “foi preso pq quis”, mas precisavam que fosse e ele não tinha outra opção para chegar ao final de 2019, na posição em que se encontra, e melhor, com viés de alta ininterrupta, para desespero dos golpistas que, como tu e seu egoídolo, achavam que na cadeia viraria pó.

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Alexandre Neres

29 de novembro de 2019 às 14h04

Queria ouvir este fanfarrão fazer uma autocrítica para o fato de seu partido ser hospedeiro da direita para tirar a esquerda do poder, dentre os quais Heráclito boca murcha Fortes e a musa dos agrotóxicos, atual ministra da agricultura.

Exigir autocrítica de um partido que foi demonizado diuturnamente pela grande mídia, sobretudo a Rede Globo, para ser defenestrado e posteriormente assumir um governo para extirpar direitos da população e entregar o poder de mãos beijadas ao mercado financeiro, implantando um programa totalmente avesso ao que foi sufragado nas urnas, é como querer que uma mulher estuprada faça um mea culpa por estar usando uma minissaia.

Esse antipetismo que foi açulado pela mídia e que alguns partidos da centro-esquerda ou da terceira via estão surfando nele, foi extremamente prejudicial para o campo da esquerda como um todo em 2018, culminando com a eleição deste desgoverno.

A despeito do lawfare e do ataque sistemático ao estado democrático de direito perpetrado pelo próprio judiciário, é uma pena que Ciro Gomes endosse essas teses. Faz uma ressalvazinha de que o processo é maroto, mas recorrentemente aparece na Globo para dizer que Lula não é inocente. Ao agir assim, desvela que é falto de humanidade e de ética, pois, se tem todo o direito de disputar a hegemonia da centro-esquerda com o PT, aproveitar-se dos ataques abaixo da cintura da Globo para atingir seu intento é deplorável. Se Ciro Gomes fosse um cidadão francês no fim do século XIX, provavelmente diria que o capitão Dreyfus sofreu um julgamento de cartas marcadas, mas que o judeu não era lá boa bisca.

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CARPOA

28 de novembro de 2019 às 20h10

MAIS UM IMBECIL FALANDO DE AUTOCRÍTICA???
PUTA QUE PARIÚ !!!!
AINDA NÃO ENTENDERAM QUE INDEPEDENTE DO QUE OS PTS FIZESSEM,OU O CIRO,OU O DIABO A QUATRO,ELES ASSUMIRÍAM O PODER????
ESTE IMBECIL PODE ASSEGURAR QUE AS ELEIÇÕES NÃO FORAM FRAUDADAS????E AINDA SE A DIFERENÇA A FAVOR DA OPOSIÇÃO FOSSE ENORME ,ELES COLOCARÍAM OS TANQUES NA RUA !!!!
PARA DE FALAR BOBAGENS !!!!

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Francisco

28 de novembro de 2019 às 18h56

O problema do PSB não é de revisão e sim de filiação complacente e formação inexistente, mais parece um ‘balaio de gatos’ ou lotação ‘sempre cabe mais um’, vide como votam muitos de seus parlamentares eleitos, ignorando os princípios e as raízes do partido, como na reforma da previdência, nessa legislatura, e no vergonhoso domingão do golpeachment, na anterior, sendo então o partido que garantiu a vitória dos golpistas e abriu caminho à ressurreição do fascismo no Brasil.

O que precisam fazer, e muito, não é auto-critica e sim penitência, atrás de penitência, pelos pecados praticados na deterioração do partido de Miguel Arraes, que deve estar cansado de dar duplo twist carpado na tumba, observando o ‘socialismo’ que andam a praticar.

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Alexandre Neres

28 de novembro de 2019 às 16h32

A manchete foi a primeira frase sensata que ouvi este cidadão dizer. Cobrar uma autocrítica e um mea culpa quando se está sendo demonizado entre outros pela Globo diuturnamente, como certos analfabetos políticos fazem, seria como querer que uma mulher estuprada reconhecesse que não deveria estar usando uma minissaia naquele momento.

Não sou cego nem sou petista. Vejo seus defeitos com clareza, por exemplo seu governo foi despolitizante e desmobilizou a sociedade, entre outras razões pela proximidade dos movimentos sociais com o PT, todavia o antipetismo militante que foi açulado pela grande mídia teve como principais alvos toda a esquerda e os brasileiros de forma geral, com a eleição de um inepto que pratica a barbárie. Infelizmente, Ciro Gomes ao agir assim, embora tenha todo o direito de disputar a hegemonia do campo da centro-esquerda, faz o jogo da direita, inclusive aproveitando-se do lawfare que mina o estado democrático de direito para sua obsessão de delenda Lula e o PT. Não percebe que, além de não atingir seu objetivo, desvela-se falto de humanidade e de empatia.

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