Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Divulgação: Polícia Civil

Flavio Bolsonaro divulgou vídeo falso de cadáver “torturado” de Adriano

Por Redação

19 de fevereiro de 2020 : 21h29

É tão imenso o respeito de Flávio Bolsonaro, senador e filho do presidente, pelo miliciano morto dias atrás pela polícia da Bahia, ou então é tão grande o seu temor de que o caso seja vinculado a sua própria família, que divulgou um vídeo falso de um cadáver, dizendo que se tratava do corpo de Adriano da Nóbrega. Sua intenção era clara: produzir uma teoria maluca segundo a qual o PT teria mandado “torturar” o miliciano para que ele confessasse suas ligações com a família Bolsonaro. Com isso, Flavio tentava neutralizar os rumos de que o assassinato de Adriano poderia constituir uma operação de “queima de arquivo”, que é quando se mata alguém por possuir informações demais acerca de alguém poderoso.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), foi categórico, em coletiva dada nesaa quarta-feira (19): o corpo que aparece em vídeo divulgado na terça-feira (18) pelo senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) nas redes sociais não é Adriano da Nóbrega.

“São falsas. Posso garantir que aquilo não é nem do IML [Instituto Médico Legal] da Bahia nem do IML do Rio. Não são imagens dele. A imagem do corpo tem uma saída de bala nas costas e as costas dele estão lisas”, assegurou Costa a jornalistas em Brasília.

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2 comentários

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Paulo

19 de fevereiro de 2020 às 23h05

Que historinha escabrosa, hein!? Acreditar em quem? Sim, porque, se de um lado, parece claro ter havido uma execução (independentemente de imagens “fake” ou não), como atribuir a um Governo do PT essa iniciativa, quando, aparentemente, o interesse seria em preservar o executado, para que falasse? Ou as tropas baianas estariam sob influência de milicianos e agiriam à revelia do comando central da PM? A se verificar!

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Goebbels

19 de fevereiro de 2020 às 21h39

Torturamos e matamos mesmo, agora é só criar um fato ligando ao PT e Lula pega mais uns 10 anos.

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