Coletiva de Rodrigo Maia (ao vivo) sobre medidas contra a crise

Democratic presidential candidates, former New York City Mayor Mike Bloomberg, left, and Sen. Elizabeth Warren, D-Mass., talk before a Democratic presidential primary debate Wednesday, Feb. 19, 2020, in Las Vegas, hosted by NBC News and MSNBC. (AP Photo/John Locher)

Notas internacionais (por Ana Prestes) – 20/02/20

Por Ana Prestes

20 de fevereiro de 2020 : 10h51

– Nos EUA, a noite de ontem foi de atenção ao debate entre os democratas que querem conquistar o aval dos correligionários para representarem o Partido Democrata nas eleições presidenciais de 2020. Duas coisas marcaram o debate, a pancadaria de todos contra Bloomberg, o rei dos comerciais, e a boa atuação de Elizabeth Warren. Sanders e Warren foram os que se saíram melhor, apesar dela ter brilhado mais, o fato de Sanders estar em um bom momento e ter se saído muito bem nas primárias de Iowa e New Hempshire dão mais consistência ao seu bom desempenho no debate. Em uma estratificação de quanto tempo cada um falou, Warren apareceu liderando com 16:35 minutos e Bloomberg como o lanterninha com 13:02 minutos. Coisas típicas dos debates americanos, boa parte do tempo foi gasto em uma discussão provocada por Buttigieg para desqualificar a oponente Amy Klobuchar ao dizer que ela foi incapaz de responder a uma jornalista semana passada sobre o nome do atual presidente do México, López Obrador. A ignorância sobre o nome de AMLO de alguma forma revela outro aspecto do debate, uma total ausência de temas sobre a política externa dos EUA. Dois temas foram mais quentes e ambos tendo Bloomberg como alvo, renda/desigualdade e silenciamento de mulheres vítimas de assédio e violência de gênero no ambiente de trabalho com os “nondisclosure agreements” (acordos fechados). Em um dos pontos altos do debate, Sanders diz a Bloomberg: “você sabe, senhor Bloomberg, talvez não tenha sido o sr. quem ganhou todo aquele dinheiro. Talvez seus trabalhadores tenham tido uma participação também”. Anteriormente Bloomberg havia dito que “trabalhou duro” para ganhar seus cerca de 60 bilhões de dólares.

– A mensagem de Trump esta manhã, alusiva ao debate dos democratas, foi: “O Partido Democrata é o partido das altas taxas, alto índice de criminalidade, fronteiras abertas, permissão ao aborto, socialismo, flagrante corrupção e total destruição da Segunda Emenda. O Partido Republicano é o partido do Trabalhador Americano, da Família Americana e do Sonho Americano”. (caixa alta dele).

– O Corona vírus já vitimou até hoje 2118 pessoas. O total de infectados neste momento é de 74.576. No cruzeiro Diamond Princess, atracado no Japão já são 634 casos. A situação mais comentada mundialmente nesta quinta é a da Coreia do Sul, que registrou sua primeira morte pelo vírus e pulou rapidamente para 104 casos registrados. Toda a atenção dos coreanos está sobre a cidade de Daegu em que uma pessoa infectada frequentou uma igreja e transmitiu o vírus a dezenas de fieis. A cidade de 2,5 milhões de pessoas está a duas horas ao sul de Seoul e está vivendo dias de tensão com escolas e comércios fechados.

– Na Bolívia, está instalada uma confusão sobre a candidatura de Evo ao senado. O Tribunal Supremo Eleitoral teria inabilitado sua candidatura por Cochabamba e também a de seu ex-chanceler Diego Pary, candidato ao senado por Potosí. Em seguida, o tribunal emitiu comunicado de que as candidaturas ainda estariam sendo analisadas. O próprio presidente do tribunal, Salvador Romero, disse que “todavia não se tomou nenhuma decisão sobre nenhuma candidatura”. Os pedidos de impugnação da candidatura de Evo se baseiam nos argumentos de que o líder não fala o mínimo de dois idiomas oficiais e que não vive há dois anos no território que pretende representar, requisitos para se candidatar. Na Bolívia são reconhecidos 37 idiomas oficiais.

– Com 415 votos a favor, a Câmara dos Deputados do México aprovou ontem uma reforma do Código Penal Federal que aumenta a pena por feminicídio para até 65 anos de prisão. Segundo informe da Comissão de Justiça da casa legislativa, entre 2015 e 2019, morreram 3.488 mulheres mexicanas vítimas de feminicídio. A votação agora se dá no senado.

Ana Prestes

Ana Prestes Socióloga, mestre e doutora em Ciência Política pela UFMG. Autora da tese “Três estrelas do Sul Global: O Fórum Social Mundial em Mumbai, Nairóbi e Belém” e do livro infanto-juvenil “Mirela e o Dia Internacional da Mulher”. É membro do conselho curador da Fundação Maurício Grabois, dirigente nacional do PCdoB e atua profissionalmente como assessora internacional e assessora técnica de comissões na Câmara dos Deputados em Brasília.

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1 comentário

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Paulo

20 de fevereiro de 2020 às 11h47

“Com 415 votos a favor, a Câmara dos Deputados do México aprovou ontem uma reforma do Código Penal Federal que aumenta a pena por feminicídio para até 65 anos de prisão. Segundo informe da Comissão de Justiça da casa legislativa, entre 2015 e 2019, morreram 3.488 mulheres mexicanas vítimas de feminicídio. A votação agora se dá no senado”.

Como é que é? É isso mesmo, gente boa, 65 anos de prisão? Qual vai ser a nova “conquista feminina”? Sim, porque já têm aposentadoria mais cedo (suspeito que haja, no Brasil, por exemplo, 3 mulheres aposentadas para cada homem); vagões de metrô e trens exclusivos; delegacias policiais exclusivas; pensões alimentícias desproporcionais; preferência de salvamento em emergências; cotas partidárias; etc; etc; etc.

Até quando os homens vão ser feitos de bobos? Ou se acovardarem nos debates, seja em conversas privadas, seja em casas legislativas? Sim, precisamos falar sobre isso!

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