Coletiva de Rodrigo Maia (ao vivo) sobre medidas contra a crise

O líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), também cobrou uma posição das instituições democráticas e chegou a falar em crime de responsabilidade - motivo para impeachment de presidentes. Fonte: Marcos Oliveira Fonte: Agência Senado/ Agência Senado

Senadores consideram compartilhamento de vídeo por Bolsonaro um ataque à democracia

Por Redação

26 de fevereiro de 2020 : 16h13

Da Redação | 26/02/2020, 13h59

Agência Senado — Senadores reagiram nesta quarta-feira (26) à notícia de que o presidente Jair Bolsonaro teria compartilhado via WhatsApp um vídeo convocando a população para atos contra o Congresso Nacional previstos para o dia 15 de março. Em suas redes sociais, os parlamentares defenderam a democracia e a separação entre os Poderes.

O líder da minoria na Casa, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), acusou o presidente Bolsonaro de agir como “um extremista” e não como presidente do país. E cobrou uma resposta dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; do Senado, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

– As forças democráticas precisam repudiar este comportamento vil e impedir a escalada golpista. A democracia exige defesa e retaliação ao ocorrido – declarou, citando ainda Ulysses Guimarães sobre a importância de se respeitar a Constituição.

O líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), também cobrou uma posição das instituições democráticas e chegou a falar em crime de responsabilidade – motivo para impeachment de presidentes.

– Os líderes das instituições democráticas precisam se posicionar de forma clara às inferências, se comprovadas, do presidente da República contra o Congresso. Como líder do PT no Senado, estamos alinhados a todas as forças contra este crime de responsabilidade.

A união em favor da democracia também foi pedida pelo líder do PDT, senador Weverton (MA), que considerou a notícia “muito grave”.

– Muito grave a informação de que o presidente da República está convocando ato contra os outros poderes. Congresso e STF fechados, só numa ditadura. Precisamos unir os que acreditam na democracia. Golpe de novo, não!

Também para o líder do bloco Senado Independente (PSB, Patriota, Cidadania, PDT e Rede), senador Veneziano Vital do Rego (PSB-PB), o compartilhamento do vídeo pelo presidente foi irresponsável e um “atentado à democracia”.

– Lastimável o gesto antidemocrático e irresponsável do presidente da República, que conclama a população brasileira para um ato no próximo dia 15 contra o Congresso nacional e contra o Supremo atentando contra a democracia e demonstrando o seu propósito ditatorial de fragilizar as instituições republicanas – criticou.

Já a líder do Cidadania, Eliziane Gama (MA), destacou que sugerir o fechamento do Congresso coloca em risco a democracia, mas também pode comprometer acordos comerciais internacionais importantes para a economia do país.

– O presidente da República tem obrigação de preservar a harmonia entre os poderes. De forma alguma o presidente eleito pode ter qualquer relação, mesmo que distante, com ato que sugere fechamento do Congresso Nacional e subversão da ordem democrática. O Brasil é signatário de dezenas de acordos comerciais que podem ajudar muito os brasileiros, e todos estes acordos multilaterais são feitos com democracias. Sugerir subversão da ordem democrática e fechamento do Congresso é uma afronta a esses acordos, é uma afronta ao Brasil.

Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Angelo Coronel (PSD-BA) se pronunciaram pedindo explicações ao presidente e cobrando diálogo entre os Poderes.

– O Congresso é um dos pilares da democracia e não podemos nos calar e aceitar que, a qualquer crise entre os poderes, se envolva o nosso Exército, que sempre esteve a postos para manter a ordem e a nossa soberania e não servir de ameaça para quem não quer ou não tem a arte do diálogo – afirmou Coronel.

Os senadores petistas Humberto Costa (PE) e Jean Paul Prates (RN), por sua vez, alertaram para a gravidade do fato.

– Se for verdade que o presidente da República está disparando, de seu celular pessoal, convocação para um ato anti-Congresso, estamos diante um consumado crime de responsabilidade. Não é possível mais que atitudes dessa natureza sejam tratadas como normais – disse Humberto.

O líder do MDB e da Maioria no Senado, senador Eduardo Braga (AM), ressaltou em seu Twitter o artigo 2º da Constituição: “São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

E completou:

– Agredir o Congresso Nacional é agredir o equilíbrio institucional e a democracia. É o debate político no Parlamento que equaciona tensões e interesses contraditórios da sociedade. Mais do que legislar, cabe ao Congresso fiscalizar e controlar os atos do Executivo, coibindo eventuais  abusos. Independente de posições partidárias ou ideológicas, é dever de todos respeitar e garantir o pleno exercício do Legislativo.

Apoio às manifestações

Integrante da base governista, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), defendeu o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, que no início do mês disse que o governo não deveria “ceder às chantagens” do Congresso em relação à derrubada dos vetos do presidente Jair Bolsonaro ao orçamento impositivo – uma das pautas da manifestação do dia 15.

– Eu estou nos bastidores e posso dizer com propriedade: não duvidem do general Heleno – afirmou a senadora.

Soraya disse ainda que não falta articulação por parte do governo junto ao Congresso, mas falta caráter àqueles que se comprometeram com o governo.

– O plano era pessoal, caímos como patetas. Vamos pressionar o Planalto pela saída do MDB das lideranças do governo.

Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado, reforçou que a pauta das manifestações era apoio ao veto presidencial ao orçamento impositivo e ao PL da prisão após segunda instância. Mas afirmou que, caso o presidente tenha mesmo compartilhado o vídeo contra o Congresso, a situação pode ficar “perigosa”.

– Eu ainda quero crer que possa ter havido um ruído de comunicação. Pode ter sido um familiar, o que já aconteceu em situações anteriores. Mas (se se confirmar) a coisa fica muito perigosa e pode gerar uma crise institucional. Uma relação que já é muito difícil hoje, pode ficar ainda mais desgastada.

O senador Kajuru (PSB-GO) também apoiou as manifestações do próximo dia 15, assegurando que vai às ruas protestar.

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13 comentários

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pedro parente

01 de março de 2020 às 04h26

o presidente e as câmeras se mostraram contrários à população, face a reforma da previdência, os dois fazem mal à democracia!

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Ele Pibe

26 de fevereiro de 2020 às 21h01

Temos declarações do Senador Cid Gomes a respeito da Democracia ou deixou a palavra para o irmão que é quem entende mesmo do assunto…? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Ronei

26 de fevereiro de 2020 às 18h55

Essa gente nào voltou do Carnava.

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Alan C

26 de fevereiro de 2020 às 18h17

Se os senadores acham mesmo que é um ataque à democracia, que tomem providências, simples assim.

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    Rocco

    26 de fevereiro de 2020 às 20h54

    Claro que acham… só não sabem o que, mas achar eles acham. kkkkkkkkkk

    Responder

Justiceiro

26 de fevereiro de 2020 às 16h27

Rogério Carvalho poderia primeiro explicar por que alugou uma camionete cabine dupla no interior da Bahia, se mora em Aracaju, para fazer campanha fora de época. Gastou 9 mil do dinheiro do contribuinte.

Poderia também nos dizer por que contratou a filha do Lula como sua assessora em Aracaju, se ela mora no Rio de janeiro? Quem bancou a mudança dela?

Vão lá petistas, vão pedir o impeachment de Bolsonaro, vão. Tentem a sorte.

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    putin

    26 de fevereiro de 2020 às 17h11

    vai fazer o que? dar tiros nos PTistas? fale claro

    Responder

      Andressa

      26 de fevereiro de 2020 às 19h55

      Queimar os eleitores de bolsonaro nas usinas de produçào de alcool…lembra retardado…?

      Responder

        putin

        26 de fevereiro de 2020 às 20h23

        e vc lembra do “vamos fuzilar a petralha”?
        e dos elogios aos assassinos torturadores?
        e do “policial que nao mata nao é policial”?
        e do “a cavailaria brasileira nao fez o proprio dever” (matar todos os indios)
        quantas milhoes de vezes li isso dos nazistas bolsomerdinhas?
        ah… eles estavam brincando, tadinhos!
        depois o heroi deles corta os salarios deles, kkkkkkk.
        gente tao idiota nem para fazer etanol serve, sairia batizado, kkkkk.
        ué, eu estava brincando neh!

        p.s. a diferença é que explosao de assassinatos de indios, gays e trabalhadores que moram em favelas, por parte dos seus amiguinhos nazistas, aconteceu de verdade…nao de brincadeira.

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          Andressa

          26 de fevereiro de 2020 às 20h40

          Sim, 20% a menos….kkkkkkkkkkkkkk

          Justiceiro

          27 de fevereiro de 2020 às 10h48

          2019 8 índios assassinados no Brasil. Não deveria ter sido nenhum. MAS, mas em 2010, 60 índios foram assassinados no Brasil. Quem era o presidente em 2010?

          Fonte: CIMI – Conselho Indigenista Missionário.

          Vai pesquisar, rapá.

        Gilmar Tranquilão

        26 de fevereiro de 2020 às 21h48

        20% menos cérebro!! kkkkk

        Responder

chichano goncalvez

26 de fevereiro de 2020 às 16h17

Primeiro: muitos senadores apoiaram os desmandos desse desgoverno, segundo: desde que assumiu por não ter nenhuma competencia para administrar ( caso fosse administrar uma porca parida, ou morria a porca, ou morria os porquinhos) todo dia é uma nova besteira, para encobrir a total falta de projeto de seu governo, o Brazil pode ire ao caos, se esse sujeito continuar com suas besteiras .

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