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Lula, Celso de Mello e o voto de minerva que decidirá pela suspeição de Sérgio Moro na Lava-Jato

Por Redação

07 de agosto de 2020 : 12h07

Caiu na mesa do decano Celso de Mello a responsabilidade de bater o martelo sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Não é de hoje que Celso de Mello se mostra contrário as ações cometidas na República de Curitiba.

Em 2013, o decano decidiu pela defesa de um doleiro envolvido no escândalo do Banestado que alegava parcialidade de Sérgio Moro no processo.

Na época, Celso de Mello aceitou o pedido da defesa do acusado e votou pela suspeição entendendo que Moro havia cometido um erro grave ao quebrar o sigilo dos advogados. Contudo, o seu voto foi vencido.

No STF, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski se opuseram as ações da Lava-Jato e já deixaram claro que vão votar pela suspeição de Sérgio Moro, atendendo ao pedido da defesa do ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá (SP) onde o petista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Já Carmen Lúcia e Edson Fachin são contra o pedido de suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no caso do Triplex, transferindo para o decano a responsabilidade do voto de minerva que decidirá o futuro de Moro e Lula.

O fim dessa novela poderá ter um desfecho até o fim de Outubro.  

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4 comentários

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Iolanda p. ewerton

09 de agosto de 2020 às 01h22

Somente este rapaz, movido por paixão pelo antidemocrata ciro, não reconhece a inocência do Lula. Vai acabar no colo do Bozo.

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    Borges

    09 de agosto de 2020 às 08h23

    Concordo plenamente com análise, o Bozo é muito perigoso, a Globo reconheceu o erro , Lula estará livre para disputa

    Responder

Alexandre Neres

07 de agosto de 2020 às 12h36

Tem gente que num entende bulhufas de política. Analisa fatos como torcedor de futebol. Daqueles que nem gosta de futebol, só do próprio time. Como o objeto da paixão jamais chega a lugar algum, pois não ganha nada de relevante, ficam com um purismo, um moralismo cacete do qual até o Bolsonaro conseguiu passar dessa fase.

Quando veio a coluna do Ascânio Seleme, não captaram nada, haja vista que são incapazes de ler nas entrelinhas. Só um imbecil não consegue ver que para o ex-dirigente redigir um artigo daquele daquele teor teria que ser algo muito bem calculado, palavras medidas, Marinhos consultados. Sinais foram emitidos, o gelo foi quebrado e papalvos nada viram.

Pois bem, ontem falou sobre o assunto o principal porta-voz das Organizações Globo, o indefectível Merval Pereira. Por óbvio, o Cafezinho não abordou o assunto. Merval disse que provavelmente Moro será julgado como parcial, admitindo que cometeu barbaridades. Disse mais. Reconheceu que poderemos ter Lula participando das eleições em 2022, consectário natural da decisão a ser tomada pela Segunda Turma do STF. Inclusive, mencionou que quem talvez não possa participar do pleito é o marreco.

Editorial da Folha hoje vai no mesmo sentido: “Ainda que não faça sentido atribuir o desenlace da eleição à iniciativa de Moro, acumulam-se evidências de erros de procedimento cometidos pelo ex-juiz. Como já se disse nesse espaço, a sofreguidão com que Moro se prontificou a participar do governo Bolsonaro abalou sua credibilidade —e, por extensão, a da Lava Jato. Indicou-se que ambições políticas se misturavam ao ímpeto, não raro messiânico, da força-tarefa de combate à corrupção.

Se é fato que a Lava Jato prestou serviços inestimáveis ao país, é forçoso reconhecer que cometeu excessos, impropriedades e desvios que cobram seu preço e não podem ser ignorados sob pena de estimular uma índole justiceira que ofende os princípios basilares da Justiça num Estado de Direito.”

É triste ver que até a grande mídia está reconhecendo os excessos e absurdos que foram praticados, enquanto pessoas ao menos em tese sedizentes do campo progressista continuam atacando ininterruptamente o maior líder popular brasileiro de todos os tempos. A linha evolutiva do campo progressista brasileiro perpassa inexoravelmente por Vargas, JK, Jango, Lula e Dilma, cada um com seus defeitos. Quem quiser construir os próximos passos, não pode desconhecer e renegar os que vieram antes e abriram o caminho, sob pena de se condenar ao ostracismo.

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Jerson7

07 de agosto de 2020 às 12h23

Acho que esse sujeito sai do STF antes do caso ser julgado e entra Jorginho Oliveira no lugar dele.

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