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Bolsonaro participou de partida beneficente de futebol na Vila Belmiro, em Santos, nesta segunda (28) Foto: Edilson Dantas / O Globo

Análise: Bolsonaro perde o favoritismo para 2022

Por Miguel do Rosário

18 de janeiro de 2021 : 18h05

A crise em Manaus parece ter sido a gota d`água.

A primeira pesquisa do ano, do XP/Ipespe, feita entre os dias 11 e 14 de janeiro, com avaliação do governo e intenções de voto para 2022, pega apenas de raspão o problema na capital do Amazonas, mas sinaliza um cenário negativo para Bolsonaro.

Todos os números convergem para a mesma direção: esvaziamento político do presidente e do governo.

A avaliação do governo se deteriorou substancialmente, com as notas ruim/péssimo subindo para 40%, após um movimento de recuperação visto nas pesquisas anteriores. 

A razão parece simples: fim do auxílio emergencial de R$ 600.

O que vinha sustentando Bolsonaro eram os eleitores do interior, onde o Auxílio representou uma pequena revolução na renda de algumas milhões de famílias pobres. 

Nas capitais e periferias, o apoio ao governo já vinha sofrendo uma queda dramática em 2020, em especial após a chega da pandemia. Nas capitais, a rejeição ao governo chegou a 62% em abril, na esteira da indignação popular contra a irresponsabilidade de Bolsonaro no combate a Covid. Depois melhorou. Hoje Bolsonaro é rejeitado por 42% dos moradores de capitais, e apoiado por 29%. 

A novidade dessa pesquisa é que Bolsonaro agora passou a perder também apoio no interior; a aprovação do governo entre residentes em municípios do interior do país sofreu uma queda dramática: as notas bom e ótimo junto a residentes do interior, que chegaram a 43% em setembro, auge do Auxílio, caíram para 33%, ao passo que as notas ruim e péssimo, nas mesmas regiões, que tinham oscilado para 30% em outubro, melhor nota desde início da administração, voltaram a subir e agora estão em 39%.

Entre os eleitores de renda familiar até 2 salários, onde o governo chegou a ter 39% de ótimo e bom em outubro, e ainda 37% em dezembro, esses percentuais caíram para 33% em janeiro. Entre os eleitores com renda superior a 5 salários, a aprovação positiva do governo tem oscilado para baixo e para cima com grande intensidade, nos últimos meses.

No início do ano, ainda antes do início da pandemia, Bolsonaro chegou a ter 47% de aprovação junto a essas camadas médias; após a chegada do vírus ao Brasil, e o negacionismo do presidente, a aprovação do governo cai para 26%; e volta a subir para 46% em setembro, no auge do Auxílio; em janeiro, todavia, cai mais uma vez, para 33%. No quesito rejeição, Bolsonaro tem hoje 44% de ruim e péssimo junto as famílias de renda média; esse número tinha chegado a 55% em maio, oscilou para baixo nos meses seguintes, e agora voltou a piorar.  

 

A deterioração do prestígio de Bolsonaro parece estar associada diretamente ao crescimento do mau estar com a pandemia. O percentual de entrevistados que respondeu que está com “muito medo” da doença vem crescendo nos últimos meses, e agora chegou a 42%, próximo ao pico de 48% registrado ao final de abril, e bem distante do momento de distração vistoem outubro, quando apenas 28% disseram ter “muito medo” e 34% responderam que não estavam com medo.

 

A avaliação da atuação de Bolsonaro no enfrentamento do coronavírus, por sua vez, piorou em janeiro, com 52% dos entrevistados respondendo que é “ruim e péssima”, igualmente se aproximando do momento de maior animosidade contra o presidente, que foi em maio de 2020, quando 58% rejeitavam o desempenho do presidente. 

Um outro dado da pesquisa XP que merece atenção é o relativo sucesso de Bolsonaro em lançar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. Entre os eleitores de Bolsonaro, 39% disseram que não confiam nas urnas, percentual que cai para 20% entre não-eleitores. No total, 29% disseram não confiar nas urnas eletrônicas, o que é um percentual perigosamente alto. 

No total, 66% dos entrevistados disseram confiar nas urnas, percentual que cai para 55% entre eleitores de Bolsonaro e sobe para 75% entre não eleitores do presidente. 

A XP/Ipespe trouxe ainda projeções eleitorais para 2022, com números de pesquisa espontânea, estimulada, primeiro turno e cenários de segundo turno.

Em todas as projeções, chama a atenção o esvaziamento de Bolsonaro. 

Na espontânea, Jair Bolsonaro lidera isolado, com 22%, seguido de Lula, com 6%, e Ciro, com 3%. Moro, Haddad e Boulos pontuaram 2%. Doria, Huck, Dino e João Amoedo, 1%. 

 

No histórico da estimulada, percebe-se o declínio constante de Bolsonaro, após um momento relativamente positivo em outubro, no auge do Auxílio Emergencial, quando chegou a pontuar 31% das intenções de voto no primeiro turno. Agora tem 28%. 

Sergio Moro oscilou um ponto para cima, mas também caiu basttante em relação a seu auge, em abril. Hoje o ex-ministro da Justiça tem 12% das intenções de voto. 

Fernando Haddad experimenta hoje o seu pior momento, com apenas 11% das intenções, após pontuar 15% em junho. A pesquisa tem alternado o nome de Lula e Haddad. 

A última pesquisa em que o nome de Lula aparece foi a de 27 de maio de 2020, quando o ex-presidente marcou 17%. 

Cirou experimenta uma performance estável, mas experimentou uma oscilação positiva em janeiro, chegando a 11%.

Por fim, a pesquisa traz vários cenários de segundo turno. 

A principal novidade aqui é que Bolsonaro aparece bastante vulnerável. Ele perde de Sergio Moro, empata tecnicamente com Ciro e tem apenas ligeira vantagem de 5 pontos sobre Haddad. 

Conclusão: pesquisa de intenção de voto apenas tem valor se a compararmos com outras pesquisas, e se a cotejarmos com os últimos resultados das urnas e a interpretarmos com nossa intuição. Por si mesmas, valem pouco. Essa pesquisa XP, porém, oferece algumas narrativas:

  1. Bolsonaro perdeu a aura da invencibilidade que conseguiu manter até agora, primeiro por causa do apoio na classe média; depois que perdeu o apoio da classe média, em função de suas trapalhadas no combate ao coronavírus, passou a se sustentar com apoio de famílias de baixa renda, por causa do Auxílio Emergencial. Agora, perdeu tudo. É rejeitado na classe média e deve ser rejeitado cada vez mais entre os mais pobres, em função do aumento do desemprego e do fim do Auxílio Emergencial. Não há mais favoritismo para Bolsonaro em 2022, embora ainda seja um mistério que forças herdarão os eleitores decepcionados com o presidente. 
  2. O PT perdeu também a narrativa de campeão incontestável das oposições. Não conseguiu conquistar nenhuma capital nas eleições municipais, ficou atrás de outras legendas de oposição, como o PDT e do PSB, em número de prefeituras, e agora aparece declinante nas pesquisas para 2022.
  3. A pesquisa é boa para Ciro Gomes. Ele consegue se manter como o candidato de oposição com os melhores números gerais nas pesquisas. Tem 3% na espontânea, 11% na estimulada do primeiro turno, e 37% no segundo turno. Lembrando que Moro tem 36% no segundo turno.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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35 comentários

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dcruz

20 de janeiro de 2021 às 09h16

Esqueçam pesquisas e façam a tal autocrítica que tanto recomendam ao PT. Todos elegeram esse facínora que aí está nos governando, exceto o PT. Quem provar o contrário, cartas para a redação.

Responder

    Paulo

    20 de janeiro de 2021 às 21h38

    O PT foi o maior eleitor de Bolsonaro…

    Responder

pe di cabrya

19 de janeiro de 2021 às 20h35

A imagem de bolsão na queda a poucos centimetros da linha de goal e a premonição
do que vem por ai. Vade retro

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Miramar

19 de janeiro de 2021 às 19h58

Há empates que tem gosto melhor que a vitória. Saber que sem o estrutura o Ciro empata com o líder da ralé que se julga o maior partido do planeta (na verdade possuem menos filiados que o MDB e menos da metade dos filiados do Partido Justicialista da Argentina, embora tenham deputados suficientes para garfar a maior fatia do fundo eleitoral. E sabemos como essa gente ama o dinheiro) é ainda melhor que a vitória no que, no fundo, não passa de uma pesquisa, ainda que todos saibam qual seria a reação da ralé caso o Poste aparecesse com um único ponto de vantagem. Também é igualmente prazeroso relembrar que essa gente não obteve uma única prefeitura de capital, coisa que até a ralé miliciana conseguiu.

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    Alan C

    20 de janeiro de 2021 às 08h00

    SEM MAIS MERITÍSSIMO!

    Responder

Netho

19 de janeiro de 2021 às 19h13

A única pesquisa que faz sentido e conta efetivamente é aquela que compara o primeiro turno de 2018 com o primeiro turno de 2022.
Até agora, a República das Milícias é a única garantida no segundo-turno, liderando a extrema-direita apoiada por paramilitares, militares, policiais civis e militares, bombeiros e todas as instituições fardadas do país. Algo jamais visto antes na história republicana.
A preço de hoje, a oposição não vale quanto pesa e o filme tenebroso de 2018 será reprisado em 2022.
Isso, obviamente, se houver eleição; porque não são remotas as perspectivas de que as catástrofes econômica, social e sanitária desencadeiem um estado de anomia de tal proporção que o Messias da Cloroquina se sinta à vontade e estimulado a adotar o Plano B que os setores da inteligência militar do Forte Apache já prepararam desde o ano passado: a Intervenção Militar à socapa do artigo 142 da Carta de 88 a pedido do poder Executivo. Razão pela qual o Planalto joga todos os bilhões orçamentários e cargos ministeriais para garantir a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, dos quais depende para aprovar a intervenção castrense em garantia da Lei e da Ordem.

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Marcus

19 de janeiro de 2021 às 14h25

Pesquisa da XP mente até no gráfico: Estimulada 1º Turno, Haddad e Ciro tem 11% mas a barra do Haddad foi desenhada um pouco menor.

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    Marcelo

    19 de janeiro de 2021 às 21h00

    Não existe mentira aí.
    O que acontece é que eles arredondam os números. Note que nunca aparece ninguém pontuando 34,7% por exemplo.

    Nesse caso o Ciro pode ter 11,2% e o Haddad teria 11,1%
    (não sei se eles têm essas pontuações, estou só dando um exemplo).

    Isso é omitido nos números mas é representado no gráfico

    Responder

Alan C

19 de janeiro de 2021 às 10h20

A inutilidade do PT247 vai dizer que o Lula já ganhou e que o maior inimigo da humanidade é Ciro só pq foi pra Paris, rs.

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    Batista

    19 de janeiro de 2021 às 15h09

    Triste o rir, traz à lembrança a hiena.

    Por que não ser mais direto, né…: ‘E daí, que Ciro tenha ido a Paris?’

    Bolsonaro não enganou ninguém, jamais escondeu o que é desde sempre e, após encerrarem sua carreira no exército, de forma pública desde 1988, quando elegeu-se vereador na cidade do Rio de Janeiro, até hoje, vociferando pelo planalto.

    Esse cidadão, cuja prática não o recomendaria para dirigir nem mesmo uma ‘birosca de açaí’, como a da Wal, foi eleito presidente do Brasil em 2018, substancialmente pela omissão dos que cegos para ocuparem um espaço político a qualquer custo, mesmo que através do sabido “PT Nunca Mais” da classe dominante, permitiram pela omissão cúmplice, que a mídia golpista conduzisse a inacreditável campanha do segundo turno de 2018, para um silêncio obsequioso e sepulcral tão desavergonhado e seletivo, que sequer um misero debate ou entrevista do candidato Haddad, na ausência do outro, permitissem que ocorresse antes da eleição, consagrando a NÃO CAMPANHA, jamais ocorrida no Brasil, mesmo á época da ditadura militar com a Lei Falcão, criada pelo ministro Armando Falcão para silenciar a oposição.

    Não adianta disfarçarem, a OMISSÃO no segundo turno permitiu elegerem Bolsonaro e junto a tragédia sabida, pois sabemos de fato, tanto quanto a mídia golpista, que se expressou através do Estadão, ‘o quão difícil era decidir entre Haddad e Bolsonaro’, né mesmo?

    Responder

      Miramar

      19 de janeiro de 2021 às 19h44

      Depois desses meses sabaticos longe da Internet é ótimo saber que a turminha do PT continuou ajudando a manter esse importante site. Dito isso é só relembrar que quem está solto vai aonde quiser, não sendo obrigado a se juntar com bandidos de alta periculosidade. Sejam os milicianos ou a petralhada.

      Responder

      Alan C

      19 de janeiro de 2021 às 19h55

      Eu juro que tentei ler este comentário, tentei mesmo…

      Responder

        Batista

        20 de janeiro de 2021 às 01h52

        Acorde! Se a resposta fosse-lhe destinada, a primeira linha seria bastante, mesmo sabendo que provavelmente também não a entendesse, dada a notória e já antes apontada, dificuldade em intelecção de texto, que apresenta, sem esquecer de lembrar-lhe que não se faz necessário confirma-la, como fez, pois desnecessário e desaconselhável fazer-se ‘prova contra’.

        Responder

Ronei

19 de janeiro de 2021 às 09h04

Kkkkkk…e quem seria o favorito agora…?

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Sebastião

19 de janeiro de 2021 às 08h44

Quando se inicia a campanha, tudo muda. Haddad cresceu numa velocidade na última campanha, sendo um desconhecido. E se em 2018, o anti-petismo era forte e ainda assim, Haddad chegou ao segundo turno, acontecerá o mesmo com o candidato do PT em 2022. Sabemos da preferência por Ciro, e como disseram que ele e Bolsonaro estão em campanha ininterrupta, era pra estarem melhor posicionados. Uma coisa que chama a atenção, é que a extrema direita continua forte, seja com Bolsonaro ou Moro. E ainda nesta pesquisa, não havia essa campanha nacional e amtecipada de Dória com a vacina. Com Dória, a disputa no campo da direita, se acirra mais. Então… A esquerda precisa se mobilizar, porque tudo pende posotivanente pra que a externa direita ou a direita, leve a eleição em 2022. Lembrando que Moro disse que trocaria apoios, por indicação no STF. Só a suspeição dele no caso de Lula, mudará o cenário de ambos pra 2022.

Responder

Tiago Silva

19 de janeiro de 2021 às 08h36

Última observação: eleitores de Moro, Dória, Huck, Amoedo, PSDB, DEM, MBL, etc tem o mesmo perfil e estão propensos em fazer voto útil em algum desses candidatos que estiverem à frente nas pesquisas, caso não façam uma mesma chapa que aglutinaria esses votos já no primeiro turno (mas a tendência é essa aglutinação ocorrer no segundo turno, pois Huck tira votos do PT e Moro busca a classe média ex-gado que se fascistizaria como pato do marreco)… E, além disso, nenhum desses eleitores (ou ex-eleitores de classe média ou classe alta do Bozo votariam em candidatos de esquerda, apenas eleitores de baixa renda que são mais pragmáticos sairiam de Bolsonaro para um candidato de esquerda – exceto se este eleitor já tenha sido ideologizado, principalmente pelas pentecostais).

Ahhhhh e, por fim, lembro que Bolsonaro, Sérgio Moro, Dória, Huck, Mandeta, Maia, etc são farinhas do mesmo saco e teriam como ministro da economia o Guedes ou algo análogo… Apenas diferem em relação ao amadorismo político, mas a crueldade e ganância são as mesmas.

Responder

Tiago Silva

19 de janeiro de 2021 às 08h25

Cuidado para não serem uma mutação de tatu para tucano, ou seja, tatucano. Ou pior, cuidado para não inflarem os Tucano-Boi (Tucanuçu que tem habitat bem representativo do gado no Brasil), o qual também estão em metamorfose para serem Patos guiados por um marreco inescrupuloso, neoliberal e corrupto… Que por sua vez sempre quis ser tucano.

Responder

Tiago Silva

19 de janeiro de 2021 às 08h20

Infelizmente o antipetismo (mesmo em sites que se apresentam como de esquerda, como no Cafezinho) apenas fez desidratar a esquerda como um todo…. E contribuí para a estratégia da direita em querer excluir a esquerda de um dos polos de polarização com o Bolsonaro. Vão assistir algo como Baleia Rossi e Artur Lira, quando entrarão na narrativa da Direita que só teriam o caminho “menos pior”.

Porém advirto que o NeoFascismo (Neoliberalismo mais Fascismo) de Sérgio Moro, Dória, Mandeta, Huck, Maia, PSDB, DEM, MBL, Vem Pra Rua, GloboNews, etc é tão cruel quanto o Neo Nazismo (Neoliberalismo mais Nazismo) do Bozo, pois são menos amadores.

Antes o Ciro se gabava que nas pesquisas eleitorais – depois do golpe da exclusão do Lula – era o único que ganhava do Bolsonaro, hoje vai fazer o quê quando quem está nesse papel é o NeoFascista do ex-Juiz Politiqueiro do Sérgio Moro?

Infelizmente a falta de visão de muitos que se dizem esquerda apenas fazem ser “a esquerda que a direita gosta”!!!

Responder

Mateus Nogueira

19 de janeiro de 2021 às 07h27

Moro é o único que “ganha” do Bozo, logo o Ciro vai desistir da candidatura e seus eleitores votarão no Moro. (ironic mode on)

Responder

    Rodrigo

    19 de janeiro de 2021 às 23h01

    Ciro, o eterno XV de Piracicaba que venceria o Barcelona se chegasse na final do mundial de clubes

    Responder

Batista

19 de janeiro de 2021 às 00h29

Fala sério!

Para falar-se em 2022, antes terá que ser resolvida a tragédia bolsonaro desgovernante, sem o que não restará Brasil a ser governado, quanto mais eleição para presidente.

Acorda Redação, nesse momento mais que delicado, decisivo, fazer proselitismo vazio e raso em ode a manjado ‘ego candidato’, é mais inconveniente que cortejar a viúva no enterro do finado.

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Alan C

18 de janeiro de 2021 às 23h32

O antipetismo continua sendo a força dominante, basta conversar com as pessoas, muitas, mas muitas mesmo, estão decepcionadas com o governo mas afirmam que não votam no PT. Podem tentar o malabarismo que for, onde o PT estiver, a derrota estará junto.
Quanto a Ciro, tudo depende de quais alianças ele conseguirá fazer.
Bozó vai brigar com Dória pela direita, isso é bom pro progressismo, mas se PT e PDT fizerem o mesmo que fizeram em 2018, correm o risco de se anularem, o que é bem possível acontecer.

Responder

    O nordestino

    19 de janeiro de 2021 às 16h18

    Como petista raiz não terá maior prazer do q derrotar Ciro Gomes

    Responder

      Miramar

      19 de janeiro de 2021 às 19h47

      Como cirista raiz não há maior prazer saber que a ralé petista não volta mais ao governo. Falta só expulsar a ralé bolsonarista.

      Responder

James

18 de janeiro de 2021 às 22h40

Bom, parece que vamos ter que votar no Moro, pois ele é o único que ganha do Bozoasno no segundo turno.
Até por uma questão de coerência, acho que o Ciro deveria ser o primeiro a abrir mão da sua candidatura e declarar apoio ao Moro, não é mesmo?

Responder

Paulo

18 de janeiro de 2021 às 22h09

Moro precisa se pronunciar, confirmando se é ou não candidato. Compreendo que ele queira adiar ao máximo essa definição, para evitar desgastes. Mas quando o compromisso chama não há como fugir. Parafraseando Guimarães Rosa: ” A hora e vez de Sérgio Moro”…

Responder

    Batista

    20 de janeiro de 2021 às 14h47

    Até que enfim, algo que faz algum sentido:

    “Augusto Matraga, um fazendeiro violento, traído pela esposa, emboscado por seus desafetos, acaba massacrado e é dado como morto.

    Acaba sendo salvo e tratado por um casal de negros, sara, mas fica com sequelas deformantes e desde então regenerado, volta-se à religiosidade.

    Esperando obter o céu, leva uma vida de trabalho duro, penitência e reza.

    Arrependido de suas maldades, ajuda a todos, e reza com devoção: quer ir para o céu, “nem que seja a porrete”, e sonha com um “Deus valentão”.

    Mas quando conhece Joãozinho Bem Bem, um jagunço famoso, este percebe escondido nele o homem violento.

    Daí em diante Matraga vive o conflito entre o desejo e a vingança e sua penitência pelos erros e crimes cometidos, até a hora e vez de ser morto por Bem Bem e mata-lo.”

    Responder

      Paulo

      20 de janeiro de 2021 às 22h01

      Caro Batista! Embora você represente o petismo mais virulento e odiento do Blog – o Alexandre Neres até tenta, mas ele está em conflito permanente com seu sentimento inato de livre-pensador, de um homem que se predispõe ao diálogo, apesar de tudo, e quer se convencer pelo argumento, o que você está longe de ser e fazer -, não vejo vício de caráter nos seus comentários. Você realmente acredita no que diz. E isso é só o começo de seus problemas…Espero, sinceramente – se este for o seu desejo -, que você tenha e viva uma epifania senão perfeita, como a de Paulo no caminho de Damasco (o que mudou a história da humanidade), pelo menos algo próximo do nosso tamanho, meu e seu…

      Responder

Netho

18 de janeiro de 2021 às 21h14

O fato político e eleitoral é que a situação pouco mudou desde 2018. E as mudanças, de fato, até agora favoreceram o projeto de poder autoritário de natureza militar-miliciana representado pelo par de filhotes da ditadura aboletados nos Palácios do Alvorada e do Jaburu.
Até o mundo protozoário sabe que a suposta “oposição” permanece fragmentada e dispersa; completamente invertebrada. Igualzinho à situação que permitiu aos filhotes da ditadura subirem a rampa do Planalto.
As estupidezes do PDT ficam explícitas quando se juntam aos milicianos do Senado para apoiar uma candidatura que, no dia D e na hora H, atuará como quinta-coluna do “mau militar” que atua para agitar e turvar as águas com o firme propósito de se estribar no artigo 142 da Carta de 88 para justificar uma intervenção militar para garantia da lei e da ordem.
O melhor que o PDT tem a fazer, se quiser liderar um projeto nacional com candidatura própria, é começar desde já com o lançamento de uma candidatura própria dissociada do Bloco das Milícias e do Bloco das Propinas.
Sentar no mesmo barco ao lado dos apoiadores do Messias da Pandemia é dar dois passos para trás sem nenhuma possibilidade de garantir coisa nenhuma, exceto a sobrevida no Senado do projeto dos pretorianos do CALIFADO BOLSONÂMICO.
Aumentar o grau de autonomia das polícias militare,s esvaziando o poder dos governadores, é complicado e é resultado da demanda de setores das polícias militares que são identificadas com o bolsonarismo. A bolsonarização da polícia é fator de formidável preocupação.
Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/sociedade/influencia-de-bolsonaro-nas-policias-e-mais-preocupante-do-que-nas-forcas-armadas-diz-professor/?utm_campaign=layout_newsletter_-_o_melhor_da_semana_-_1601&utm_medium=email&utm_source=RD+Station.

Responder

Paulo César Cabelo

18 de janeiro de 2021 às 19h47

Miguel mentindo como sempre , tanto Moro , quanto Ciro e Haddad estão em empate técnico com Bolsonaro no segundo turno.
Moro três pontos a frente , Ciro três atrás e Haddad cinco atrás , a margem de erro é de três pontos.
Uma aliança Boulos/Haddad garantia o PT no segundo turno , Boulos tem 5% , e com boas chances de vitória , se o Lula for candidato então , provavelmente já estaria na frente do Bozo.

Responder

Faruck

18 de janeiro de 2021 às 18h48

Bolsonaro não tem rivais para 2022…fim da análise.

Responder

    Rodrigo

    19 de janeiro de 2021 às 23h09

    Sim, mas é tão ruim que pode ser derrotado por ele próprio, assim como o Crivella

    Responder

Alexandre Neres

18 de janeiro de 2021 às 18h27

Bolsonero continua sendo favorito. Bolsonero e Ciro são os únicos que estão em campanha ininterruptamente desde 2018. A análise não passa de wishful thinking. Antes de começar a ler, qualquer analista arguto já pode tirar as conclusões de antemão, pois como sói acontecer por aqui, se trata de puro proselitismo.

Responder

    Marcus

    19 de janeiro de 2021 às 14h16

    Perfeito!

    Responder

    Rodrigo

    19 de janeiro de 2021 às 23h08

    O Ciro tá em campanha desde 2015, mas nunca vai passar do Ceará. Bozo não tem concorrente, mas é tão ruim que pode ele próprio se derrotar

    Responder

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