Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Uma crítica à estratégia udenista de Ciro Gomes

Por Miguel do Rosário

17 de maio de 2021 : 19h46

Há uns anos, num evento em Belo Horizonte, tive a oportunidade de conversar com um jornalista mineiro muito experiente, ou pelo menos muito mais experiente do que eu. Sentamos para tomar um café no restaurante do hotel onde acontecia o evento, e papo vai, papo vem, ele me explicou a diferença entre a UDN e o PSD, dois partidos que se mantiveram no centro da luta partidária nacional por décadas, antes do golpe militar de 64 jogar napalm em nossa rica e complexa floresta política.

Ele contava que, lá em Minas, o candidato da UDN costumava ir a um programa de rádio para acusar pesadamente o seu adversário do PSD, com frases mais ou menos assim:

“O deputado fulano não tem vergonha na cara! É um ladrão! Todos conhecem a história de que ele estuprava a própria enteada! É o político mais corrupto que já pisou em nosso estado. Além disso, é um assassino!”

A estratégia udenista era lançar todo o tipo de ataque moralista contra o adversário, sem poupar as acusações mais exageradas. A população ouvia a tudo estupefata, e aguardava qual seria a resposta do candidato do PSD que fora tão virulentamente atacado.

O candidato do PSD deixava que seu adversário o atacasse à vontade, e de início não respondia nada. Depois de alguns dias, porém, ele decidia responder, e o fazia de uma maneira curiosa:

“Eu queria falar ao meu amigo da UDN. Mais que amigo, irmão! Eu ouvi sua entrevista e fiquei profundamente magoado! Logo você, que é quase alguém da família! Pare com isso, meu irmão, vamos fazer as pazes e lutar em prol do povo brasileiro!”

E o PSD, partido de Juscelino Kubischek, quase sempre ganhava a eleição.

Hoje o ex-ministro Ciro Gomes, em entrevista ao Valor, usou a mesma tática da UDN para atacar o ex-presidente Lula.

Se a intenção era chamar a atenção, Ciro conseguiu. Seu nome ficou em primeiro lugar no Twitter como um dos assuntos mais comentados do dia. Tenho a impressão, todavia, que grande parte dos comentários não foram propriamente positivos.

De qualquer forma, o que está em jogo aqui não é Ciro, Bolsonaro ou Lula, mas o destino de um dos maiores países do mundo. Então me permitam fazer esse debate da maneira mais objetiva e desapaixonada possível.

Para não ficarmos num jogo de manchetes, vamos ao contexto, reproduzindo o trecho da entrevista em que ocorre o ataque.

Valor: O senhor e seu irmão foram ministros de governos petistas. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), é aliado do senhor. Não é um desafio se mostrar distante de Lula e do PT?

Ciro: Claro que é, mas não estou dizendo nada disso agora. Quando Lula cometeu a imprudência de colocar Michel Temer como vice de Dilma, disse que Temer era corrupto, chefe de uma quadrilha inescrupulosa, sócio do Eduardo Cunha. Dilma disse que eu estava magoado. Quando entregou Furnas para Cunha, denunciei. Fui ministro com condições objetivas, de tirar a transposição do São Francisco do papel. Depois não aceitei mais ser ministro. Quando Cid renuncia ao ministério? Quando denuncia a roubalheira do Cunha. Quem vai ter que se explicar agora é o Lula porque vou para cima dele. Vamos derrotar Bolsonaro e vou propor mudança. Lula é parte central da corrupção. Lula é o maior corruptor da história moderna brasileira. E não aprendeu nada. Fica na lambança, prometendo a volta de um passado idílico que é mentira.

A manchete do Valor, como era de se esperar, foi a frase mais forte:

Ao fazer um ataque tão direto e agressivo a Lula, a intenção de Ciro, ao que tudo indica, é buscar o voto antipetista, um eleitorado ainda expressivo, que não é necessariamente reacionário (vamos discorrer sobre isso mais adiante), especialmente junto a setores da classe média, nas grandes cidades, e fora do Nordeste.

Entretanto, o último Datafolha, com entrevistas realizadas na segunda semana de maio, mostra que o antipetismo refluiu substancialmente, e que a rejeição a Lula hoje é muito menor que a rejeição a Bolsonaro. Segundo a pesquisa, 36% dos brasileiros não votariam em Lula “de jeito nenhum”, contra 54% que dizem o mesmo sobre Bolsonaro.

Esse recuo do antipetismo se deu sobretudo entre as camadas populares, com renda familiar abaixo de 2 salários, onde hoje apenas 29% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, contra 55% de rejeição a Bolsonaro nessa mesma faixa (!).

Importante ressaltar que esse faixa de renda representa, segundo o Datafolha, 56,5% do eleitorado, ou 82,7 milhões de eleitores. O total de eleitores registrados no Brasil, segundo o TSE, está hoje em 146,2 milhões.

Tratamos aqui a rejeição a Lula como sinônimo de antipetismo, embora saibamos que existe uma diferença importante entre os dois, em detrimento desse último, ou seja, o antipetismo é maior do que a rejeição a Lula. Por amor ao debate, vamos simular que ambos são parecidos.

Nas faixas superiores, porém, ainda encontramos um forte sentimento antipetista. Entre famílias com renda entre 2 a 5 salários, a rejeição a Lula é de 45%, e nas famílias com renda entre 5 e 10, o antipetismo atinge seu maior patamar, 57%.

Em termos númericos, qual o peso dessas faixas de renda? A faixa com renda entre 2 a 5 salários corresponde a 32% do eleitorado, ou 46,2 milhões de brasileiros; ao passo que aqueles com renda entre 5 e 10 salários formam 6% do eleitorado, ou 8,6 milhões de pessoas. Os eleitores com renda familiar acima de 10 salários são apenas 2,5% do eleitorado e somam 3,67 milhões.

O peso numérico desses grupos, contudo, não corresponde à sua influência no debate político nacional, sobretudo em função daquela que é a característica mais nefasta da nossa sociedade, que é a desigualdade. E em nenhum aspecto essa desigualdade tem consequências mais iníquas do que no acesso ao conhecimento e às ferramentas intelectuais necessárias ao exercício da cidadania.

Em qualquer país democrático, onde o poder sofre grande dependência da opinião pública, a classe média tende sempre a ser um ator político determinante. Por outro lado, o avanço do sufrágio universal que vimos no Brasil desde a redemocratização, serviu para empoderar as camadas mais humildes, que exerciam sua cidadania através do voto e escolhiam o seu candidato através da propaganda eleitoral.

E aí talvez encontramos uma explicação muito mais plausível – e dentro da economia política – para o crescimento do antipetismo junto às nossas classes médias, do que em teses meio forçadas sobre um suposto fascismo ou reacionarismo orgânicos a esses grupos.

Como o PT viu que podia ganhar eleições sem o apoio da classe média, essa acabou sendo rifada do debate político e do projeto econômico. De um lado, a camada mais humilde ficou relativamente satisfeita com a chegada de benefícios sociais dos quais nunca antes desfrutara, além do aumento do salário mínimo, ampliação da oferta de vagas em universidades, acesso ao consumo e outras conquistas; de outro, os muito ricos gozavam de generosíssimas isenções fiscais, renda com juros garantida por um Banco Central ultraconservador, crédito subsidiado de suas empresas no BNDES, e aumento de vagas para empregos públicos com salários cada vez mais altos.

Espremida no meio, sem acesso a programas sociais, sem isenção fiscal, sem o treinamento necessário para acessar a elite do funcionalismo, sem crédito no BNDES, a classe média procura se manifestar através do voto, mas testemunha seus candidatos perderem, sistematicamente, em 2006, 2010 e 2014. A Lava Jato, com suas denúncias (um tanto exageradas, ou mesmo falsas, conforme ficaria evidente mais tarde) de que as campanhas petistas teriam contado com milhões de reais de dinheiro sujo da corrupção, foi a faísca que acendeu a fúria da classe média brasileira.

Entretanto, um outro fator foi determinante para que essa classe média se sentisse empoderada: a emergência das redes sociais. A internet já existia, e a classe média havia abraçado a nova forma de comunicação com grande entusiasmo. Desde os primórdios da internet, o Brasil tem se destacado por ser um dos países com usuários mais empenhados.

Mas o surgimento das redes sociais, especialmente após a chegada do Facebook, configura outra etapa, porque elas permitem a interação. Rapidamente a classe média entendeu o poder político das redes, e daí eclode esse movimento até hoje misterioso, as jornadas de junho de 2013, para o qual não vejo outra explicação que não um grande teste de forças dessa classe média que, até então, se via marginalizada do debate político.

O governo Dilma e o PT, lamentavelmente, nunca souberam interpretar objetivamente as jornadas de junho. Depois de alguns anos de perplexidade, o PT se refugiou em teorias de conspiração, como se pode constatar pelas entrevistas recentes de Lula sobre o tema.

O golpe de 2016 e o passo seguinte, a eleição de Bolsonaro, foram dois momentos de grande catarse da classe média brasileira. Pesquisas de intenção de voto feitas às vésperas do primeiro ou do segundo turno das eleições de 2018 não deixavam dúvidas de que o antipetismo havia atingido o seu clímax, e o seu núcleo pulsante e criativo era a classe média.

Após a derrota, a esquerda iria novamente se refugiar em teorias de conspiração. Até mesmo Ciro Gomes, sobre o qual iremos ainda falar mais adiante, fala em financiamento externo ou internacional para a eleição de Bolsonaro, apesar de não haver nenhuma prova sobre isso.

O fato é que a explicação mais objetiva para a vitória de Bolsonaro era a mais simples, a que estava na cara de todos. Ele contava com apoio maciço da classe média brasileira, e a classe média havia conquistado, pela primeira vez na história, a hegemonia no debate político. Agora ela não precisava mais contar com a intermediação de um Merval Pereira, de uma Miriam Leitão, ou de um preposto qualquer da grande mídia. Ela adquirira consciência de classe e entendido que poderia, finalmente, ganhar eleições, simplesmente se organizando pelas redes sociais. Desde então, ela vai usar suas conexões políticas, seus contatos, e sobretudo sua capacidade de mobilização nas redes digitais, para manter sua hegemonia moral e política na sociedade.

Só que Bolsonaro foi uma grande decepção, que ficou evidente sobretudo com a chegada da pandemia ao Brasil.

É um grande erro, porém, achar que essa classe média, apesar de majoritariamente antipetista, é reacionária. Essa é a mesma classe média que votou, durante décadas, no PT, que vota em Marcelo Freixo, e que quase elegeu Boulos para prefeito em São Paulo. Ela se tornou antipetista pelas circunstâncias. Cabe à esquerda desconstruir esse antipetismo, convertê-lo em outro tipo de energia.

E foi exatamente esse o papel que, segundo me pareceu, Ciro poderia desempenhar.

Ciro poderia ser o grande vetor de transformação da classe média antipetista numa força eleitoral progressista.

E ainda pode ser, caso faça alguns ajustes em sua estratégia. 

Podemos ver a coisa ainda por outro ângulo: Ciro pode dividir a classe média antipetista, ajudando-a a se desprender de Bolsonaro, persuadindo-a de que pode exercer a sua cidadania sem precisar apelar para o extremismo tosco, reacionário e um tanto caricatural, representado pelo atual presidente.

Só que todos nós que assim pensávamos, não contávamos que esse processo fosse ser tão traumático, difícil, arriscado.

A influencer Gabriela Prioli iniciou sua entrevista com Ciro Gomes, feita há alguns dias, com a sua “régua ideológica”, onde ela pede para seus convidados dizerem onde eles acham que sua ideologia se encaixa. Ciro pediu para ficar entre o socialismo democrático e a social democracia, num ponto bastante à esquerda da régua.

O projeto nacional de desenvolvimento de Ciro, temperado pelo varguismo de seu atual partido, o PDT, pode ser considerado à esquerda de tudo que vivemos nas últimas décadas. Isso significa que, independente do debate algo vazio sobre o tema, envenenado pela luta partidária, o núcleo duro dos apoiadores de Ciro Gomes é composto por militantes de esquerda. Uma análise de sua votação nas capitais confirma isso. Ciro recebeu voto dos bairros “ideológicos” em São Paulo (arredores da USP, da rua Augusta e Praça Roosevelt) e Rio de Janeiro (Laranjeiras, Tijuca, Leme), para só falar de duas importantes praças eleitorais. Quando ele ataca o ex-presidente Lula, ele acaba criando um clima de mal estar que extravasa a política. Não é a tôa que Ciro perde voto entre eleitores mais velhos, que tem uma vida inteira de relações construídas com setores da esquerda tradicional, onde o PT ainda é importante. São pessoas que tem clientes, professores, parentes, amigos, simpáticos ou filiados ao PT. Críticas, todos entendem. Elas são necessárias. Mas elas devem se revestir de uma linguagem política. Se elas saem da política e adentram o terreno da moral, então a gente incentiva as mesmas paixões e ódios que o próprio Ciro tanto denuncia como nocivos ao debate político.

Ciro Gomes tem um papel importante como um dos candidatos mais promissores da terceira via. Seu caminho é difícil, e hoje poucos analistas acreditam que ele tenha realmente uma chance de chegar ao segundo turno. Mas os mesmos também falam que, se algum nome da terceira via tem alguma chance, ainda que mínima, é Ciro.

Os petistas que negam a importância de existir um pólo alternativo, por medo talvez de que isso possa esvaziar o eleitorado de Lula, estão equivocados, em minha modestíssima opinião. Bolsonaro ganhou em 2018 com uma vitória esmagadora em muitas praças importantes. Grande parte desses votos nasceram do sentimento antipetista, que ainda deve estar presente em 2022, mesmo que em menor intensidade. Me parece evidente a necessidade de oferecer uma alternativa para que esse eleitor antipetista possa se desprender de Bolsonaro, e essa alternativa, obviamente, não é Lula. Para ganhar esse eleitor, Ciro precisa marcar posição contra o PT. Isso todos os seus apoiadores já entenderam. Entretanto, ao exagerar, Ciro acaba prejudicando a si mesmo e a sua própria estratégia.

O internauta pode se perguntar: e se esse antipetista que se desprender de Bolsonaro e votar em Ciro no primeiro turno resolver votar em Bolsonaro no segundo?

Penso que isso é bem difícil de acontecer, porque o próprio processo pelo qual o antipetista se desprenderá de Bolsonaro para votar em Ciro Gomes já é uma operação química complicadíssima. Na verdade, essa é apenas uma utopia, um desejo, um wishfull thinking. Não aconteceu até agora, e os sinais de que pode vir a acontecer ainda são ambíguos e difusos. Em tese, se a classe média tem alta rejeição a Bolsonaro, mas também não quer Lula, ela vai procurar uma alternativa. Isso parece claro. Mas ainda não se vê isso nas intenções de voto. Ou antes, quando ela se desprende de Bolsonaro ela parece votar em… Lula.

No entanto, se isso acontecer, se esse eleitor bolsonarista abandonar seu candidato e aderir a um candidato como Ciro Gomes, isso significará também que ele dificilmente retornará a Bolsonaro, independente que Ciro fique no Brasil ou volte a Paris no segundo turno de 2022.

Em suma, é compreensível que Ciro precise marcar posição contra Lula e contra o PT, de olho nesse “filé mignon” eleitoral que é essa classe média profundamente antipetista, e ao mesmo tempo tão empoderada, que votou em Bolsonaro em 2018, e que hoje rejeita cada vez mais esse governo. Entretanto, se ele exagerar, vai acabar perdendo sua própria base orgânica, formada por eleitores de esquerda, identificados com a ideologia que o próprio Ciro abraça, porque eles não suportarão a pressão psicológica vinda de um petismo justamente indignado com acusações e ofensas abaixo da cintura. Essa militância orgânica entende a necessidade de se criticar o PT e Lula, e inclusive admira a coragem de Ciro por fazê-lo quando ninguém mais na esquerda parece disposto a isso, até mesmo por medo da reação agressiva que se levanta contra todo mundo que o faz.

Ao mesmo tempo, ela precisa que essa crítica seja qualificada, fundamentada, e não baseada em adjetivos vazios ou caricaturais, como afirmar que Lula é “maior corruptor da história moderna”.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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47 comentários

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NRB

01 de junho de 2021 às 22h49

Existe vida inteligente no cenário politico: autor e comentaristas. Animador saber.

Responder

Roper

19 de maio de 2021 às 23h20

Cada vez mais preguiça de Cafezinho, deveria mudar o nome para Pic Nic com Ciro e seus 12% de formigas.

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Thiago Lemos

19 de maio de 2021 às 19h19

Análise interessante. Parabéns!

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Luiz Eustaquio

19 de maio de 2021 às 00h05

Depois de abandonar a leitura de “O Cafezinho” há alguns anos por sua ainda enrustida posição cirista na campanha de 2018, resolvi ler a critica do seu editor Miguel do Rosário sobre a ultima bazófia vomitada por Ciro contra Lula, um genuíno conteúdo lavajatista, com toda a carga de imoralidade e falta de caráter e de princípios que caracterizaram a quadrilha de toga de Curitiba. Tinha esperanças de voltar a ler o Miguel esquerdista e apartidário que conhecia e admirava anteriormente, mas me deparei com a mais bizarra e deslavada defesa do coronézinho desequilibrado, um complexo, incoerente e insólido ajuntamento de frases de efeito e de ferramentas de embuste típicas de desonestidade politica e de plantio de preconceitos sustentados pelo ódio, como o antipetismo e suas supostas raízes. Certamente este cargo de cabo eleitoral cirista exala por todos os poros a vergonha de alguém que já foi um jornalista independente…

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Ramiro Schwarzenegger

18 de maio de 2021 às 20h25

Todo mundo sabe que não existe essa história de antipetismo, hora, se Lula tivesse sido candidato, o PT teria ganhado a eleição com certeza!
Portanto, sem a prisão injusta do presidente Lula, bolsonaro jamais seria nada!
O Lula estaria até hoje nos governando, outra, a onde que o Ciro é de Esquerda?
Ciro é puxa saco de Tarso Jereissati, o coronelzinho tucano!

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Henrique

18 de maio de 2021 às 17h07

Mas Miguel, 90% da crítica do Ciro ao PT é fundamentada. Não vejo sentido em pegar uma manchete de jornal e colocar isso como se fosse o tom majoritário do Ciro contra o PT.

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Lincoln

18 de maio de 2021 às 15h38

Cadê meu comentário?

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    Patrice L

    18 de maio de 2021 às 20h41

    O meu também sumiu…

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ANDRE DO VALLE AMADIO

18 de maio de 2021 às 12h11

O longo blablabla se perde quando confrontado consigo mesmo: Ou bem ” a classe média procura se manifestar através do voto, mas testemunha seus candidatos perderem, sistematicamente, em 2006, 2010 e 2014″ (e, portanto, trata-se de gente que nunca votou no TT), ou bem ” Essa é a mesma classe média que votou, durante décadas, no PT”.
O fenômeno 2018 deveu-se a perda de votos pelo PT entre o povão mesmo (0 a 5 SM’s, que repersentam mais de 80% da população votante). Pode-se explicar isso por fake news, tias do zap, crentismo e etc, mas não sobre um tal empoderamento da classe média que não tem votos nem representatividade para ganhar eleições. e, aparentemente, esse povo está serntindo na pele os efeitos do seu erro e está disposta a se redimir ano que vem. E não será apostando num Coronel fanrarrão (pois já fez isso apostando num capitão).
Sobre as jornadas de 2013, o articulista diz que as teses do PT são teorias da conspiração, mas não apresenta uma tese para contrapor.
E sobre a ida do Coronel a Paris, o articulista se esconde atrás do sofisma de que os eleitores de Ciro sufragaram Haddad no 2º turno, quando não se trata disso. Se trata do potencial de convencer brancos e nulos a não anularem seu voto, bem como alguns que foram de Alckmin, Amoedo e etc no 1º turno a irem da Haddad, o que poderia mudar o resultado da eleição.

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Gustavo

18 de maio de 2021 às 10h19

Muito boa e necessária crítica! Parabéns, Miguel!

Responder

MARCELO SANTOS PERE

18 de maio de 2021 às 10h04

Boa análise. Pelos números apresentados Ciro conseguiriA no máximo 19% dos votos das classes AA A e B. A aposta é que, chegadas as eleições, o eleitorado se toque que o voto no primeiro turno em bolSSo ou PT gerem a escolha difícil no 2 turno. Daí um dos dois vai desidratar. No segundo turno qq candidato ganha de qualquer um dos dois.

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Natan Bastos

18 de maio de 2021 às 10h03

Ciro além de não ser de esquerda está se tornando um sub bolsonaro.

Responder

Rodrigo

18 de maio de 2021 às 09h19

Assim como Bolsonaro, cada vez que fala Ciro diminui um pouco. Ao contrário de Bolsonaro que usa as redes para reverter uma parte da sua tragédia intelectual, Ciro não tem as redes, mas tem um intelecto privilegiado. Ambos sucumbem pela bílis e o eleitor não aguenta mais o ódio. Ciro é um zumbi na política. Já morreu mas continua andando. Não vai ter nem os votos dos pedetistas. Vai fazer menos do que 5%. Qualquer João Amoedo que ficar quieto até o início da campanha vai ganhar dele. É triste. Eu realmente simpatizo com as posições defendidas por ele e pela sua capacidade de análise que é brilhante. Mas ele ficou no meio do caminho. Não tem as qualidades de um presidenciável, mas tem ambição e intelecto excedentes para um ministro. A melhor chance dele seria se eleger como vice e torcer para que a sina brasileira o tornasse presidente. E ele deixou passar o cavalo encilhado, nos ajudando a acabar na tragédia Bolsonaro pela primeira vez, rejeitando a proposta do Lula, e na segunda indo para Paris (tá certo que daí não faria nenhuma diferença pq o leite estava derramado). Agora ele queima todas as pontes e tal qual um escorpião se vê cercado pelo fogo com a volta triunfal de Lula, não me surpreende se ele fizer uma bobagem ainda maior do que em 2002.

Responder

Sebastião

18 de maio de 2021 às 09h03

Imaginei que você iria se manifestar contra a fala de Ciro. Sei que você deseja ter uma alternativa na esquerda, que não seja o PT, Miguel. É Ciro ainda pra você, essa opção. Mas, sempre ele se mostra irascível, e pra direita, ele é o Bolsonaro da esquerda. Segundo o pessoal do programa Pânico. Não sei até quando, você e Tico irão tergiversar, sobre Ciro ser uma opção. Que em toso instantes, são impropérios estilo Bolsonaro. Ele está sendo, mal visto por eleitores da esquerda por causa desses ataques.

Ele pra ser aceito pelos partidos de direita, precisa se mostrar um anti-petista, mudar o programa e pender pra direita. Só que, com Alckmin candidato ao governo de SP, a única alternativa, será Dória ser candidato a presidente. Daí, todo o espaço que a mídia tem dado a Ciro, na esperança de terceira via ou de desgastar Lula, terá sido em vão.

Só restará o DEM. Falando nisso, o que você tem a dizer? Ou o que Ciro acha do DEM? Porque o DEM é bolsonarista e inclusive, tem gente de ACM Neto, no governo Bolsonaro. Os maiores nomes saindo do DEM, e ficando só os bolsonaristas. Neto fica jogando dos dois lados. E nisso, vai ficar só nomes bolsonarista no DEM, e Neto se vendo obrigado a aderir a candidatura de Bolsonaro.

Responder

Raul

18 de maio de 2021 às 08h44

Cafezim, eu sei da planilha de pagamento para blogs na época o pt no governo. Sabe porque o Ciro nao ganha por que a militância é “critica demais’. Ve se alguma mídia lulista faz isso. Estou cansado de critica em cima do que o cara diz ou deixou de falar. Será que o lula nao foi o maior corruptor da historia, dado o poder de um presidente no Século 20?

Responder

Sergio Oliveira

18 de maio de 2021 às 08h43

Falando de UDN…
DARCY RIBEIRO QUALIFICOU O PT COMO A “UDN DE MACACÃO”. UDN ERA O PARTIDO DE CARLOS LACERDA.

PETISTAS COM ANCESTRAIS UDENISTAS:

Os irmãos VIANA, JORGE E TIÃO, do PT do Acre, são filhos do ex-deputado federal e ex-prefeito de Rio Branco WILDY VIANA e sobrinhos do ex-governador do Acre Joaquim Macedo. Wildy Viana era de direita, que exerceu carreira pelas extintas UDN e Arena.
Será que os dois irmãos, esquerdistas, foram ao cartório e renunciaram a paternidade do pai, direitista?
JOAQUIM FALCÃO MACEDO: Fundador e presidente estadual da UDN foi eleito suplente de deputado federal pelo PTB em 1962 (outro traidor do trabalhismo?) e durante o Regime Militar foi signatário da ARENA e se elegeu suplente de deputado federal em 1966 chegando a exercer o mandato de deputado federal em 1970. Com a assunção de Geraldo Mesquita ao governo do Acre em 1975, Macedo foi um dos nomes vetados pela maioria do MDB na Assembleia Legislativa para ocupar o cargo de prefeito de Rio Branco (o outro foi o promotor público Adauto Brito da Frota), fato que levou o Governo Ernesto Geisel a decretar intervenção federal na capital acriana com base no Ato Institucional Número Cinco.
Em 1978 foi indicado governador do Acre pelo presidente Ernesto Geisel e com o fim do bipartidarismo ingressou no PDS. Ao final do mandato foi nomeado membro do conselho de administração das Centrais Elétricas do Norte do Brasil (1983) e do conselho diretor da Universidade Federal do Acre (1983-1989).
Joaquim Macedo é cunhado de Wildy Viana (deputado federal eleito em 1982 e 1986) e tio dos próceres petistas Jorge Viana e Tião Viana.

FREI BETO: Numa entrevista ele disse “Meu pai era um anticlerical furibundo. Odiava religião. Só a Teologia da Libertação o trouxe para perto, o que é curioso. Ele foi fundador da UDN, assinou o manifesto dos Mineiros, lutou contra Getúlio e era americanófilo de direita. Depois do golpe militar, passou para a esquerda.”

FRANKLIN MARTINS: Escreveu “Meu pai, Mário Martins, era jornalista e político. Foi um ferrenho opositor da ditadura de Vargas, o que o levou a ser preso várias vezes. Ajudou a fundar a UDN, elegeu-se vereador e deputado federal, renunciou ao mandato de deputado por divergências com o partido, foi senador e acabou cassado depois do AI-5. “

JOSÉ DIRCEU escreveu “Filho de um udenista (o partido do golpe, maior fomentador da crise e da tentativa de derrubada de Getúlio), meu pai, Castorino de Oliveira e Silva, tinha como sócio João Mota, um petebista. Assim aprendi desde cedo a viver a disputa política dura (entre eles em torno da UDN, o PTB e o PSD). Mas, também, tive a escola da convivência civilizada entre meu pai e seu João Mota, um getulista declarado.”

VLADIMIR PALMEIRA, EX-PT, HOJE PSB: Membro de tradicional família alagoana, vem com a família para o Rio de Janeiro em 1951, em função da transferência do pai, Rui Palmeira, então deputado federal pela UDN. Seu irmão Guilherme Palmeira (Filhos de Rui Soares Palmeira ). Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiroem 1963, retornou ao seu estado, sendo eleito deputado estadual pela ARENA em 1966, 1970 e 1974, licenciado-se para ocupar a Secretaria de Indústria e Comércio no primeiro governo Divaldo Suruagy. Indicado governador de Alagoas em 1978, firmou um acordo para pacificar as correntes políticas arenistas, em especial a liderada pelo senador Arnon de Melo, que conseguiu a nomeação de seu filho, Fernando Collor, como prefeito de Maceió. Extinta a ARENA, Guilherme Palmeira ingressou no PDS e foi eleito senador em 1982 derrotando Teotônio Vilela, um dos próceres pela redemocratização do Brasil.

Se formos verificar nos municípios, principalmente nos mais industrializados, muitos petistas são filhos de ex-arenistas, que, por conseguinte, eram udenistas, filhos de udenistas, já que uma das origens da Arena foi A UDN.

RESUMINDO: LACERDISMO, UDENISMO, TEM MUITO A VER COM PETISMO E LULISMO.

Responder

    Batista

    18 de maio de 2021 às 21h20

    Não sei por que, lembra o Samba do Crioulo Doido.

    Que falta faz o Stanislaw…
    Nesse tempo, quantos ‘Oliveiras’ para nenhum Porto.

    Responder

      Sergio Oliveira

      19 de maio de 2021 às 08h11

      Cala a boca (deixa de digitar), Batista!

      Responder

    Tiago Silva

    18 de maio de 2021 às 22h42

    Caro Sérgio Oliveira,

    Segundo sua lógica genealógica… Ciro tinha que ser do PT??? Kkkkk

    Responder

      Sergio Oliveira

      19 de maio de 2021 às 08h10

      Os petistas é que tinham que ser do PP, o sucedâneo da Arena.

      Responder

    Limarani

    16 de julho de 2021 às 12h27

    Cara, essa ideia é completamente torta! Como vc pode ver sentido nisso? Quer dizer que tds as pessoas de esquerda do mundo têm que ser filhos e parentes de pessoas de esquerda? kkkk
    Vc ignora quantas pessoas que morreram lutando contra as ditaduras da América Latina eram de esquerda, até msm comunistas. E que mto disso se devia ao fato de terem maior acesso a formação intelectual por serem de famílias ricas ou médias dos grandes centros.
    Vc ignora até trajetória de Fidel Castro, tbm filho de um rico fazendeiro conservador, que se politizou graças ao acesso à universidade (seria ele uma farsa, um imperialista enrustido?).
    Vc ignora até a história dos partidos entre 45-64, já que inúmeras vezes houveram alianças regionais da UDN com o PSD e até com o PTB, a depender do cenário local. E que até socialistas participaram da fundação da UDN por fazerem oposição ao varguismo, a chamada Esquerda Democrática.
    E olhe que n estou defendendo a UDN, só mostrando a total incoerência de sua tese…

    Responder

      Limarani

      16 de julho de 2021 às 12h31

      Correção:
      Vc ignora quantas pessoas esquerda, até msm comunistas, que morreram lutando contra as ditaduras da América Latina, eram filhas de conservadores de direita.

      Responder

Mateus Nogueira

18 de maio de 2021 às 07h55

Miguel, parabens pelo texto, como sempre muito bem escrito, mas discordo dessa sua insistencia em colocar Ciro como um candidato de esquerde e que seu projeto é o “mais a esquerda”…em que pese meu respeito ao Ciro, ta muito longe disso, e Lupi (que inacreditavelmente deu o PDT a Ciro e Unger) acho que começou a sacar a roubada que entrou.

Responder

Jota

18 de maio de 2021 às 06h03

Não vi nada de novo nos “ataques” de Ciro ao PT, ou melhor dizendo, à crítica da base de apoio do governo Lula e Dilma que merecesse tanto estardalhaço. Afinal quem lê o Valor?

Responder

Alexandre Neres

18 de maio de 2021 às 03h47

Parabéns ao Miguel pelo texto!

O Lupi também foi muito feliz na resposta. O adversário principal que temos que enfrentaŕ é um só. Bolsonaro. Ponto.

Por questões conjunturais e circunstâncias políticas, Lula e Ciro disputam o mesmo espaço, o que faz com que tenham que adotar posições distintas e muita vez inconciliáveis. Por questões de sobrevivência, Ciro tem que se manter longe de Lula. É uma pena pela trajetória e por tudo que Ciro representa para o campo progressista. O ideal seria ele estar ao lado de Dino, Freixo, Boulos, Molon, Haddad, Manu, definindo estratégias em comum para combater o inominável. Infelizmente, no momento isso não é factível.

Já disse aqui antes. Do campo progressista, o PT foi o partido mais udenista, era metido a purinho e saía acusando todo mundo. Não se misturava com ninguém. Esnobou o PDT de Brizola, não queria se vincular a nada antigo, intentava representar o novo. Como estratégia, deu certo porquanto o partido cresceu muito e se fortaleceu. Mas a vida cobra. Teve que aprender a duras penas, notadamente quando foi apeado do poder e golpeado, aí deve ter se dado conta de que passou pela mesma situação que o trabalhismo nos anos 60, curiosamente com uma presidenta que era egressa do PDT. De estilingue virou vidraça. A banda de música da UDN em 2016 virou uma Orquestra Filarmónica.

Não somos tantos assim, não podemos nos dar ao luxo de prescindir de homens públicos de escol. Caminhos distintos e que não mais se cruzam, tudo isso faz parte do jogo, a divergência não raro é salutar. Ciro foi um aliado leal do PT de 2003 a 2016. Se Ciro se elegesse presidente, acho que seria incontornável contar com o apoio do PT. Em que pesem as escaramuças políticas, as relações devem se manter dentro de determinado nível, não podemos deixar ingressar no nosso espectro as birutices do lado de lá. Os tempos são sombrios. A necropolítica impera.

Que sejamos adversários ferrenhos, encarniçados, mas combatendo o bom combate, duro mas sem perder a ternura, a distância mas desejando o bem do outro, caso seja ele o escolhido e não você. Derrotar a ignomínia junto dos seus pares no bojo de uma frente ampla que defende a democracia não da boca pra fora é muito mais auspicioso do que ser o ungido para sacramentar o fim de uma era.

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    Tiago Silva

    18 de maio de 2021 às 22h46

    Parabéns pelo comentário, Alexandre Neres!

    Responder

Helio

18 de maio de 2021 às 01h04

Ciro, emocionalmente, é como Collor, reage sempre por impulso, sem reflexão, e de forma violenta. Quem não lembra ele caindo na cilada de provocadores bolsomions que foram fazer barulho diante do prédio dele. Queria briga (parecia embrigado), foi apartado pelo irmão. Como enfrentará as crises e tensões constantes na administração do nosso país? Não é confiável. O Brasil precisa de equilíbrio, o que ele não oferece. Lamentável, por ser jovem e, no futuro, oferecer alternativas de liderança ao país..

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Sousa

18 de maio de 2021 às 00h39

O Ciro tem sua turma pra enfrentar a horda petista. Agora o que ele precisa fazer é criticar o PT da forma que o povo brasileiro entenda. Não tem essa de criticar de forma qualificada, ora, o Ciro está fazendo isso desde 2017. Chegou o tempo de criticar o PT de forma mais clara e que de fato marque posição.

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Marco Vitis

17 de maio de 2021 às 23h33

Um fato é que o Brasil afunda numa fossa sanitária todo dia e parece que não tem fim.
Penso que se Ciro mostrar que está preparado para retirar o Brasil dessa tragédia (preparo ele tem, e é o único com um Projeto Estratégico), se ele representar a Esperança de superação dessa nossa desgraça, estará eleito.
Não acredito que Bolsonaro ou Lula possam representar essa necessária Esperança. O primeiro porque é um criminoso boçal. O segundo porque quer que as pessoas tenham Saudade. Esperança está no olhar sobre o futuro.

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Felipe Augusto Candil de Carvalho Neves Felipe Candil

17 de maio de 2021 às 23h22

Nenhuma analise é significativa agora a única certeza é que a conta final continua a mesma.
25% Bolsa + 25% PT= 50% de votos fechados!!
Tem mais ou menos 50% do eleitorado que não quer nem um nem outro, para ser conquistado. Ou Ciro passa como é na integra intelectual que lhe cabe, com verdades duras e a óbvia postura mais a esquerda que a do PT em seu plano ou não passa! Dormirá o sono dos honestos e isso não tem preço!

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Lincoln

17 de maio de 2021 às 22h50

Com atitudes como essa Ciro contribui pra vitória de Lula no primeiro turno.

As críticas perde a coerência quando se sabe que Ciro adoraria se possível for fazer aliança com PSDB, DEM e por aí vai.

Criticar a aliança com Temer todos criticam, o fato que sim é necessário essas alianças pra sustentar o governo, o PT foi ao limite com essa política e foi traído por essa galera.

Noves fora, Ciro não precisa de adversário.

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    Lincoln

    20 de maio de 2021 às 15h28

    Achei

    Responder

Bassam

17 de maio de 2021 às 22h33

Excelente análise. Concordo plenamente.

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Francisco

17 de maio de 2021 às 22h24

Desespero. Em 2022, Ciro completa 65 anos de vida. Está vendo o tempo passar sem realizar seu sonho presidencial. O desespero o está levando a fazer qualquer coisa pelo objetivo. Certamente foi aconselhado por algum marqueteiro de que o caminho mais curto seria atacar Lula. O erro do Ciro é acreditar que ninguém enxerga seus movimentos.

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Marcio Valley

17 de maio de 2021 às 21h59

Miguel do Rosário, uma palavra define esse seu artigo: esplêndido! É isso. Você sintetizou perfeitamente o que eu gostaria de ter dito. Ciro só teria a ganhar se apresentasse críticas factuais. O PT governou por 12 anos (até meados de 2015, quando passou a ser sabotado pelas pautas-bomba de Eduardo Cunha). Certamente existem falhas programáticas que poderiam ser exploradas pelos opositores. Ciro, todavia, embarcou no antipetismo fácil, baseado nos mesmos chavões e lugares-comuns do bolsonarismo. Ao contrário de você, no entanto, penso que ele perdeu o timing. Não terá chance de se recuperar. Já se tornou, por si mesmo, em carta fira do baralho eleitoral. Uma pena.

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Saint

17 de maio de 2021 às 21h55

O PT é a UDN de tamanco.

https://youtu.be/BnR0uD9rPSY

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greg

17 de maio de 2021 às 21h46

Acho nada surpreendente e tb não acho que isso seja digno de preocupação, esse discurso aí tem como destino umas poucas dezenas de ouvidos, dos donos do PSD e DEM. Assim que essa aliança for posta no papel, o discurso muda. Tem seus efeitos; será mais difícil justificar e cobrar os parlamentares a votarem pelo projeto que foi eleito se no início da formação política que viabilizaria a escolha do mesmo pela população existiram escolhas feitas por motivos outros que não o conteúdo do mesmo.

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Saint

17 de maio de 2021 às 21h46

Miguel,
Pq o Brizola dizia que o PT era a UDN de tamanco e macacão?

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nei george prado

17 de maio de 2021 às 21h20

Li as críticas a Ciro sobre Lula e concordo com essa matéria de Rosário, não com a de alguns petistas.

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Kleiton

17 de maio de 2021 às 21h03

Cirolipa é um fanfarrão mas dizer que Lula é um pilantra e que hoje é anacronistico e patético ao ponto de dar dó são fatos.

Ele sabe que o nome dele é ligado aos governos petistas por tanto faz o possível para se dissociar dessa imundícia….sem êxito nenhum obviamente, aos brasileiros das besteiras do Cirolipa não interessa nada.

Ninguém mais acredita nessas palhaçadas que Lula diz a não serem 4 petistas amongolados.

Quem votou no Bolsonaro em 2018 não irá votar no Cirolipa obviamente e muito menos no próximo poste de Lula. Os 4 abestados da pseudo classe media são idiotas que se colocam acima das partes para se dar um ar de superioridade e se votam para alguém ou não é a mesma coisa.

Resumindo….em 2022 não vai mudar nada do que aconteceu em 2018.

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Tiago Silva

17 de maio de 2021 às 20h49

Parabéns Miguel, apesar de vc não enxergar a estratégia equivocada de Ciro em 2018, 2019, 2020… Finalmente em 2021 parece que vejo um fio de lucidez!!!

Pena que Ciro Gomes, mesmo agora que contratou o ex-Marketeiro do PT, não consegue superar em ser esse “Biruta de Aeroporto” que vira sua verborragia para todos os lados, mas geralmente apenas atinge o próprio pé.

Se Ciro poderia ir para o segundo turno, seria com o voto dos eleitores do PT (ou como proposto em 2018 quando se teria a estratégia de inicialmente ser vice de Lula, mas quando a possibilidade do Golpe se efetivasse daí assumiria a cabeça da chapa com Haddad de vice… Ou com o apoio indireto do PT a uma chapa do PDT)… Ocorre que Ciro tenta cortejar a direita UDNista do DEM e ainda ser um próprio “novo Aécio” ou “novo Bozo” querendo surfar em um antipetismo que está se desfazendo por se revelar a Farsa a Jato e a Farsa do Bozo (como também já ocorreu antes com eleitores de Collor).

Ciro pode chegar em 2022 pior que em 2018… E ainda abrir caminho para outro candidato que o utilize como escada (com seu consentimento ou não), como Tasso Jereissate ou outro do PSDB/DEM ou Danilo Gentilli ou Moro. Pra quem quis ser Rei, esse papel de peão ou cavalo é decadente.

Torço por uma união das Esquerdas para que se possa ter uma competitividade em 2022 e um governo mais coerente com as expectativas dos eleitores em 2023 a 2025.

Ainda bem que o Cafézinho parece ter acordado dessas ignorâncias do Ciro Gomes.

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Patrice L

17 de maio de 2021 às 20h45

Tem aqui a necessidade, que foi bem cumprida por Redação, de fazer a crítica e não deixar passar em branco mais uma ofensa e inverdades do Ciro ao Lula e ao PT. Mas, infelizmente, e como já de hábito no Cafezinho, escrita sob a ótica falsa do campo em que o Ciro se situa. Precisa muito esforço editorial, contrabando mesmo, para forçar o ponteiro do espectro político e encaixar o Ciro na esquerda, quando tudo mostra ele se dirigindo cada vez mais em direção à direita.

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Jota Souza

17 de maio de 2021 às 20h40

Ciro acredita que o eleitorado de esquerda, mesmo cheio de ressentimentos após tantos ataques, não lhe negaria o voto num eventual segundo turno contra o Bozo. Ele tem razão nisso. Nessa faixa do eleitorado, são bem poucos os que podem se dar ao luxo de ir pra Paris, ou que estão dispostos a suportar mais quatro anos de fascismo.
Ficou mal na foto mas, enquanto estratégia eleitoral, é o que lhe resta. Mas com o Lula no jogo fica difícil pra ele.

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Annibal Figueiredo

17 de maio de 2021 às 20h22

Caro Miguel,

A Lava Jato se baseou na ação permanente de desmoralização e demonização do Lula e PT e ela teve sucesso. O anti petismo tradicional se transformou em algo vieulento e odioso. Se Lula não tivesse sido condenado (injustamente), boa parte da força simbólica do anti petismo odioso desapareceria e um candidato anti petista normal poderia ganhar a eleição de 2018. Isto me parece bastante óbvio e não tem nada de teoria de conspiração. A Lava Jato foi usada e abusada por gente (com diversos interesses) que sabia o que fazia.

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JOÃO FAUSTINO

17 de maio de 2021 às 20h21

Miguel, concordo com seu texto e sua crítica. Acho que o Ciro deveria moderar em suas críticas ao PT e ao Lula. Penso que ele faz isso para se desgarrar definitivamente do PT, mas o recado já foi dado. Agora é construir um caminho com inteligência e tentar penetrar em camadas mais descrentes do lulopetismo e do bolsonarismo. Seria bom repassar essa crítica sua, que é construtiva, ao Ciro, ou ao pessoal que o assessora.
Abraço

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Valdeci Elias

17 de maio de 2021 às 20h11

Se Ciro conseguir convencer os bolsonarista , a votarem nele. Um segundo turno , sem Bolsonaro, vai ser uma grande vitória para o país. Eleição é imprevisível. E arriscar uma vitória de Bolsonaro, em 2022, é inacreditável. Espero que Ciro, consiga tirar Bolsonaro.

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Fabio

17 de maio de 2021 às 20h01

Ciro Gomes seguindo os caminhos rapidamente para o ostracismo! Cristovam Buarque e Marina Silva já estão lá.
Triste fim.

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