Jornal da Forum: Lula quer reindustrializar o Brasil!

Imagem: Rafaela Felicciano / Metrópoles

Moro critica Supremo e diz que não tem “diálogo” com Ciro

Por Redação

14 de janeiro de 2022 : 08h24

Nesta sexta-feira, 14, a revista Veja publicou uma entrevista feita com o ex-juiz e pré-candidato a presidência pelo Podemos, Sérgio Moro.

Ocupando a terceira colocação nas pesquisas, ele não deixou de atacar o ex-presidente Lula e seu possível retorno a presidência.

“O governo do PT foi baseado em modelos de corrupção. O retorno de Lula ao poder depois dos escândalos do mensalão e do petrolão seria um tapa na cara de todos os brasileiros. Seria dar aval à roubalheira, dizer à sociedade que se pode roubar à vontade”, declarou.

Moro diz que pretende ser presidente para “romper essa polarização”, sem especificar o que seria feito no Brasil no seu possível governo. Ele ainda afirmou que tem credibilidade para mudar o país.

“Tenho a credibilidade construída durante minha carreira de juiz, especialmente na Operação Lava-Jato, em que conseguimos responsabilizar pessoas que tinham cometido grandes crimes de corrupção, e durante minha passagem pelo Ministério da Justiça, para onde entrei a fim de realizar um projeto e de onde saí porque vi que havia sabotagem do presidente. Isso demonstra minha integridade e meu compromisso com princípios e valores que são importantes para construir um projeto para o Brasil”, disse.

Moro foi questionado como é concorrer com o ex-presidente Lula, liderança política que ele mandou prender sem provas de cometimento de crimes. “É triste, constrangedor”, respondeu. Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a suspeição do ex-juiz nas condenações contra o líder progressista.

“Assistir às anulações de condenações [por parte do STF] como as de Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e Lula é desalentador. Não é essa ideia de justiça que os brasileiros querem”, completou.

Em outro momento da entrevista, o ex-juiz foi questionado sobre porque grande parte das críticas a Lava Jato são de advogados e juristas respeitados. De modo rude, Moro atacou o grupo Prerrogativas.

“Há um grupo de advogados, como esse Prerrogativas, trabalhando pela impunidade de corruptos”, disparou.

Por fim, o ex-juiz disse que não vai dialogar com o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato ao Planalto pelo PDT.

“Não dá para fazer uma aliança quando os projetos são diferentes. Não há possibilidade de diálogo com o Ciro Gomes, por exemplo”.

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7 comentários

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Mauricio

16 de janeiro de 2022 às 22h43

Lula inocente , moro juiz corrupto , parcial , incompetente e ladrao

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EdsonLuíz.

15 de janeiro de 2022 às 00h35

A sentença desse senhor, o ex- juiz Sérgio Moro, na condenação de Lula por corrupção, foi confirmada e reconfirmada!

Condenação é sempre um julgamento de mérito, no caso, o mérito é pelas provas. Se provam, condenam; se não provam, inocentam.

Acondenação de Lula por corrupção feita por esse senhor, no processo em que ele viu culpa de Lula, foi CONFIRMADA por 3X0 na turma colegiada do TRF-4!

A mesma condenação foi RECONFIRMADA depois por 5X0 na turma colegiada do STJ.

O STF não julga mérito. O STF só faz controle constitucional. Um controle que o STF faz é do rito processual.

Moro cometeu algumas falhas desses ritos processuais, como pequenas orientações a procuradores, uma comentando com um procurador, por telefone, a ordem das alegações que ele considerava mais própria e outra informando por telefone ao procurador que ele recebeu uma indicação de onde poderia ser recolhida uma prova importante e que era para o procurador verificar. Essas orientações não podem ser feitas pelo juiz, como forma de garantir a imparcialidade.

E alegar suspeição de parcialidade de um juiz, no sentido jurídico, é uma coisa diferente do que esse povo do PT fala para a militância. Alegar parcialidade, no sentido jurídico, não significa que um juiz roubou. Parcialidade, no sentido jurídico, significa apenas que por algum motivo não há a absoluta garantia de que sua decisão foi ou será isenta. E no rito processual tem que haver garantia absoluta de imparcialidade do juiz.

Mas não significa que o juiz roubou. Se significasse que ele roubou, quem estivesse declarando teria que prendê-lo!

E o próprio juiz pode alegar suspeição.

Por exemplo: o próprio juiz pode, ele mesmo, se declarar suspeito. Isso significa que ele está declarando que, por algum motivo, não é perfeitamente adequado que ele faça o julgamento.

Então veja: um próprio juiz pode, ele mesmo, se declarar suspeito, por exemplo, se ele estiver julgando um sócio de sua mulher. Ou julgando um amigo. Ou julgando um potencial inimigo.

Portanto, se declarar ou ser declarado suspeito, no sentido do rito de um processo, não é nada do que esses (desculpem!) ” “JURÍSTAS” ” do PT vêm fazendo a militância petista pensar que é.

Três coisinhas:

1- dos 3 juízes do TRF que confirmaram a condenação inicial de Lula por Sérgio Moro, 2 foram indicados pelo PT.

2- dos 5 juízes do STF que reconfirmaram a condenação, 3 foram indicados pelo PT.

3- o PT nunca questionou as provas do processo! O PT, os advogados do Lula, falavam aqui fora, falavam lá no Brasil 247, falavam nos outros blogues sujos, que não haviam provas.

Mas NUNCA…

…repetindo: NUNCA!

…os advogados do PT questionaram as provas do processo na justiça. Eles só questionaram na justiça os ritos do processo.

Eles sabiam que pelas provas eles perdiam!

Tanto que os advogados do PT fazem carga em Sérgio Moro, que por ser o juiz natural da causa ( naqueles anos todos ele foi afirmado várias vezes pelo STF – e por Gilmar Mendes, até Gilmar descobrir que um dos investigados pela Lava-Jato era ele mesmo e depois disso mudar de lado, como o juiz natural da causa), o Sérgio Moro sendo o juiz natural, foi ele quem fez a condenação inicial. Mas depois houve a confirmação dessa condenação, no TRF, e houve a reconfirmação, no STJ.

As provas de que Lula é corrupto estão no processo! Essas provas já o condenaram! O STF não declarou a inocência de Lula, apenas anulou os atos decisórios de Sérgio Moro por ele ter descumprido ritos quando mostrou onde os procuradores podiam arrecadar uma das provas contra Lula e orientando uma sequéncia de alegações no processo.

É incrível que no Brasil, que na nossa legislação, esses descumprimentos de rito anulem TODO o processo e proíbam de recomeçar o processo com as mesmas provas, mesmo sendo provas reais, como no caso do processo de Lula, e sendo provas que não foram fraudadas. Tanto que essas provas o PT, na justiça, NUNCA questionou, tendo questionado só os ritos!

A maioria dos eleitores é de gente simples, sem tempo para se informar, se preparar e entender corretamente, e um monte de gente que podia entender e informar ao povo, não se interessa nem ele mesmo entender direito, aceitando um dos discursos e uma das narrativas.

Mas o fato é que, quem ajudar a eleger bolsonaro vai eleger um delinquente miliciano. Mas quem ajudar a eleger Lula vai eleger um delinquente também. Elegendo Lula vai eleger um corrupto, junto com a sua trinca de banqueiros, advogados, empresários, empresas, políticos e partidos corruptos.

Você já elegeu a corrupção uma vez. Vai eleger outra vez!

E vai ajudar a fortalecer mais ainda a corrupção no Brasil

As ideias erradas do PT na economia e o despreparo do PT que tanto assustam os que se esforçam por melhorar a qualidade no poder público e na iniciativa privada no Brasil são problemas ainda maiores que a corrupção grossa de Lula e do PT. Mas ideias são ideias e têm que ser respeitadas. Já aceitar corrupção, isso NUNCA!

E o lamento é maior quando sabemos que no PT tem muitos bons quadros e muitos bons ativistas, que infelizmente acabam ajudando essa gente corrupta e incompetente fedida porque nós humanos, infelizmente, em geral somos assim: temos muita dificuldade de admitir os erros de quem gostamos, mesmo quando nós mesmos não fazemos e não concordamos com erros.

Edson Luiz Pianca
edsonmaverick@yahoo.com.br

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Rafiusk

14 de janeiro de 2022 às 15h47

Eu juro que gostaria muito de ver um debate entre o ciro e o cônje

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Antonio Morais

14 de janeiro de 2022 às 15h31

Moro não vai disputar a presidência para ganhar, a missão é desgastar a imagem do Lula.

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Jadir Alexandre da Silva

14 de janeiro de 2022 às 12h48

Que credibilidade esse senhor acha que tem?Fraudou o sistema jurídico brasileiro na maior cara dura com STF e tudo!O STF pelo menos reconheceu o erro de ter deixado a lava jato ir longe demais,O dia em que senhor me mostrar as provas de crimes que o Lula cometeu,eu beijo a testa dele.Qualquer semi -analfabeto sabe que a sentença dele não tem pé nem cabeça.Vida longa ao Sérgio Moro para pagar pelos crimes que cometeu não só contra o Lula,mais o de Lesa – Pátria.

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Sá Pinho

14 de janeiro de 2022 às 12h32

“Assistir às anulações de condenações [por parte do STF] como as de Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e Lula é desalentador. Não é essa ideia de justiça que os brasileiros querem”.

BINGO!

Para quem ainda não tinha entendido a razão e a serventia, pelas quais, preponderantemente, a ala lavajateira da corporativa justiça brasileira, encampando a máxima paulafrodescendente, “não se abandona um companheiro ferido na beira da estrada”, nos dias 1 e 7 de dezembro de 2021, desandou a desovar anulações de condenações mais que provadas e comprovadas, como as de Cunha, Palocci e Cabral, por motivo de fórum adequado, fazendo com que juntas e misturadas com a anulação dos processos de Lula, por parcialidade mais que comprovada, do então juiz lavajateiro, proporcionassem a mídia sócia lavajateira tentar tornar a outra coisa, que tanto incomoda e atrapalha os interesses da crosta (by Tijolaço) dominante, que as patrocina, à mesma coisa.

Simples como clips, né, marreco?

Nota: o “[por parte do STF]” no texto, por parte da Veja, não procede. A anulação relativa a Eduardo Cunha é pelo TRF-1 (Brasília) e a de Palocci pelo STJ através de decisão do ministro Jesuíno Rissato.

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Kleiton

14 de janeiro de 2022 às 10h09

Que sujeitos como Lula, Cunha, Dirceu, Palocci, ecc,..ainda estejam em circulação é uma vergonha.

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