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PF faz operação contra banco de Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões em bens

0 Comentários🗣️🔥 A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga suspeitas de fraudes contábeis, manipulação de balanços e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo. A Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de até R$ 670,3 milhões em bens e valores […]

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga suspeitas de fraudes contábeis, manipulação de balanços e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo. A Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de até R$ 670,3 milhões em bens e valores dos investigados.

Além do bloqueio patrimonial, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da investigação. Mais de 50 policiais federais participaram da ação.

Segundo a PF, a investigação teve origem em relatórios do Banco Central que apontaram indícios de irregularidades na administração da instituição financeira. Entre as suspeitas estão gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações consideradas incompatíveis com as regras do sistema financeiro.

A Operação Miragem ocorre após meses de questionamentos sobre a situação financeira do Digimais. Reportagens publicadas ao longo de 2026 apontaram suspeitas de uso de fundos de investimento para retirar ativos problemáticos dos balanços oficiais e reduzir artificialmente o impacto de prejuízos e inadimplência nas demonstrações financeiras do banco.

O Digimais já vinha sendo acompanhado de perto pelo mercado financeiro após o agravamento de sua situação patrimonial. Em março, a revista Piauí revelou estimativas de um patrimônio líquido negativo de aproximadamente R$ 8,5 bilhões, além de preocupações envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o Banco Central.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou denúncias formais nem apresentou conclusões definitivas sobre a responsabilidade individual dos investigados. A operação está na fase de coleta de provas e análise de documentos apreendidos.

O caso amplia a pressão sobre uma das instituições financeiras que mais estiveram sob escrutínio do mercado nos últimos meses e pode ter novos desdobramentos à medida que a PF e os órgãos reguladores aprofundem a investigação sobre a real situação financeira do banco.

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