Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Imagem: Divulgação

Carlos Siqueira afirma que PT precisa deixar de ter uma “visão exclusivista”

Por Redação

18 de janeiro de 2022 : 10h32

Nesta terça-feira, 18, o presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira, concedeu entrevista ao Correio Braziliense e falou sobre as tratativas com a Executiva Nacional do PT, visando um acordo nacional, para as eleições presidenciais.

O dirigente socialista avalia que é necessário que a sigla do ex-presidente Lula faça uma escolha entre “disputar com o seu principal aliado, na esquerda, os governos estaduais, ou se é conquistar a Presidência da República”.

Como é de conhecimento público, a negociação entre os dois partidos está tensionada devido aos conflitos de candidaturas aos governos estaduais.

“Nós estamos dispostos a colaborar com a eleição de Lula, mas também queremos que o PT esteja disposto a colaborar com as nossas candidaturas”, observa Siqueira.

Além disso, ele sugere que o PT evite o que considera uma “visão exclusivista” do partido nas negociações com o PSB.

“Eu não diria que [o PT] está de salto alto, diria que está com as dificuldades que nós já conhecemos. Uma visão exclusivista. Não diria hegemônica, porque é natural de quem tem a maioria, mas exclusivista, e que é uma visão que precisa ser superada. Não só para unir a esquerda, mas para ampliar o centro”.

Em outro trecho, o mandatário do PSB elencou as prioridades do partido no que diz respeito aos governos estaduais e citou até mesmo o estado do Maranhão.

“São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Acre… E tem outros candidatos que poderão surgir, mas, até agora, nós colocamos na mesa esses cinco estados. Pode surgir, por exemplo, o Maranhão, onde o PSB, provavelmente, terá candidato também; pode surgir Alagoas”.

Por fim, Siqueira foi questionado sobre a tese de que uma federação com o PT poderia diminuir a musculatura política do PSB, ou seja, um retrocesso para um partido que está passando por um processo de autorreforma.

“Depende muito das regras que forem estabelecidas. Não queremos ter uma posição prévia sobre ser contra ou a favor da federação sem discuti-la e estabelecer claramente as regras. Eu suponho que a federação pode ter muitos problemas que sejam superáveis. Mas vamos ver qual é a abertura que o PT tem e os demais partidos para estabelecer regras aceitáveis”, respondeu.

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5 comentários

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Getúlio Freitas

06 de fevereiro de 2022 às 09h23

Chega! O único caminho/salvação para o Brasil é Ciro Gomes presidente 2022.

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Lincoln

18 de janeiro de 2022 às 20h05

Claramente tão pedindo muito.

Oras ser vice de Lula que está isolado na liderança com 20% a frente e ainda quer mais ?

Faça o favor PSB

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Paulo

18 de janeiro de 2022 às 19h32

Duvido que o PT se componha em São Paulo. Ainda mais agora, que deram um golpe de mestre, tirando o favorito Alckmin das eleições…

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eu

18 de janeiro de 2022 às 17h02

E O CIRO ????

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Alexandre Neres

18 de janeiro de 2022 às 15h06

Acho que o PT vai ter que ter muita habilidade política e tomar muito cuidado para não ser acusado de hegemonismo. Vai ter que entregar os anéis sem perder os dedos.

Vai ter que ceder um pouco, como em toda negociação, mas não deve abrir mão da candidatura do Haddad. Digo isso com tranquilidade, pois se fosse eleitor paulista votaria em Boulos. Por mais que Contarato e Humberto Costa me pareçam melhores candidatos do que os do PSB, creio que nesses casos deverá ceder.

A princípio, acho que o PT não deveria formar uma Federação com o PSB, que quer se aproveitar da popularidade de Lula, não havendo mal nenhum nisso, mas aliar-se ao PSB, que deve indicar o vice. Sou a favor de Federação do PT com seus aliados naturais, quais sejam, PCdoB e PSOL, até mesmo por causa da cláusula de barreira. Todavia, isso não pode ser decidido a priori e sim no bojo de uma ampla negociação, tendo o PT que se curvar eventualmente em nome da candidatura de Lula.

Parece-me que a candidatura a vice-presidente de Alckmin já está praticamente consolidada. Não seria correto dar pra trás agora, tampouco deixar de apoiar Freixo no Rio. Alckmin pode contribuir sobremaneira na governabilidade e na luta antifascista.

Não vejo problema nas críticas de Genoino e de Boulos à aliança com Alckmin, até concordo em grande parte, já que o primeiro não está mais no dia a dia partidário e o segundo está exteriorizando o pensamento do seu partido. Por sua vez, discordo veementemente do posicionamento do Rui Falcão. Se quer criticar, que o faça internamente. O momento é muito delicado e não combina com lacração.

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