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Foto: Silvia Zamboni/Valor

Novo economista-chefe da FIESP defende um novo modelo de política industrial para o Brasil

Por Redação

05 de março de 2022 : 15h06

O prognóstico de 2022 para a indústria de transformação é de bastante dificuldade. Com a expectativa de contração da produção e do PIB para o setor, sem dúvida o grande desafio será em investir numa política industrial atual, que considere as práticas ESG, ou seja, uma plataforma que envolva a sustentabilidade e de descarbonização.

Esses são os valores defendidos pelo novo economista-chefe da Federação das Indústria de São Paulo (Fiesp), Igor Rocha.

“E quando falamos de investimento verde, seria em setores de média e alta tecnologia, com menor nível de emissões, e também dos maiores multiplicadores economia”, disse no Valor.

“Um seria o setor da saúde, intensivo do ponto de vista da tecnologia. O outro, da mobilidade urbana, com eletrificação de carros e veículos pesados”, prossegue.

“E, por último, o setor de infraestrutura. Temos um problema de competitividade porque não há infraestrutura adequada para isso”, complementa.

Ainda durante a entrevista, ele também avalia que o conflito entre Rússia e Ucrânia pode ser um fato que adiciona mais dificuldades ao setor, em um cenário de novas altas de preços das commodities e de mais alta no juro.

Ele também diz que após um 2021 “atípico”, com a recuperação e preço das commodities em patamar elevado, o ano de 2022 vai ser um ano com cenário totalmente diferente.

“Embora em alta, os preços das commodities estão em patamar menor. As economias e o Brasil já passaram pelo efeito de recomposição estatístico que tivemos no ano passado. E, por fim, temos arrocho monetário muito forte. A indústria de transformação é sensível a juros, pois tem causalidade forte com crédito”, afirma.

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3 comentários

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André Bezerra

06 de março de 2022 às 13h01

Boa análise no mérito, mas o conteúdo se restrige fortemente: a) a apontar a corrupção como um problema sistemático e b) as causas descritas não são as verdadeiras consequências da crise econômica atual.
Faltou descrever a imensa desindustrialização provocada pelas medidas liberalizantes retomadas a partir do governo Temer que provocou desorganização do setor industrial nacional de petróleo e gás e de construção naval (com a não exigência de conteudo nacional e subsídios bilionários para empresas estrangeiras). A venda de ativos da Petrobras (que era grande compradora de produtos da indústria nacional e agora é uma importadora de conteúdos produzidos no exterior) tais como refinarias, oleodutos, distribuidora e indústria de fertilizantes para gerar somente lucro a ser distribuído aos acionistas (sendo q majoritariamente seu capital é privado).
O aumento de juros a partir do governo Temer e bolsonaro (seja da Selic e TLP e CDI) só teve como consequência aumentar os custos do capital para investimento industrial.
E por fim, faltou ainda comentar que as reservas internacionais foram constituídas pelos governos dos presidentes Lula e Dilma. Essas mesmas reservas q atualmente garantem a estabilidade externa do Brasil. E por último, sugiro retormar as informações disponíveis sobre o crescimento econômico brasileiro, a diminuição da participação de dívida líquida no PIB, a queda da taxa de Risco Brasil, o aumento da taxa de investimento público com o PAC e, a diminuição dos índices de pobreza durante os governos de Lula e Dilma e confrontá-los com os dados das duas últimas gestões de Temer e Bolsonaro.
Espero colaborar para um debate mais aprofundado sobre a economia brasileira e industrialização no Brasil.

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marco

06 de março de 2022 às 12h48

Prá isso falta combinar com os russos !!!

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EdsonLuiz.

05 de março de 2022 às 16h13

Ele aponta os setores de energia sustentável, tecnologia de saúde e infraestrutura. São três setores muito bons para cuidar em uma retomada após a recessão que Lula e o PT causaram a partir da expansão de gastos para gerar artificialmente um crescimento e educorar a imagem de Lula e do PT. A recessão causada resultou no agravamento de desequilíbrios econômicos cujas consequências de desemprego e desinvestimento estamos sofrendo até hoje e ainda vai demorar para conseguirmos resolver.

O setor de infraestrutura é fundamental para conseguir ganhos de produtividade e consequente aumento de renda, mas dependendo de quem for o presidente existe um sério risco porque infraestrutura é o setor que mais é contaminado por corrupção. Se o candidato que se eleger presidente for um corrupto escolado, mesmo que durante anos não se note a corrupção ela estará presente como parte do modelo de negócios que é desse setor e com o Brasil entregue a uma força política sabidamente corrupta a corrupção tende a se agravar. Mas é incontornável estabelecer parceria com o setor privado e reativar esse setor.

O setor de tecnologia em saúde é uma opção sensacional e com grandes oportunidades se considerarmos a epidemia de covid-19 e agora essa guerra covarde feita pelo envenenador de adversários Vladimir Putin. A epidemia mostrou que o ocidente se mostra muito vulnerável no setor de saúde pela dependência que tem de insumos, equipamentos e princípios ativos de fármacos da China. Tanto guerras como epidemias podem levar ao corte do fornecimento para o setor de saúde e o ocidente necessita diminuir essa dependência que tem da produção chinesa com uma política de substituição de importação. E produtos hospitalares e medicamentos têm boas possibilidades de atrair investimentos para o Brasil. A área de fármacos é associada a química, setor de que precisamos para pesquisar e produzir fertilizantes e insumos para o agronegócio e construção, resinas incluídas. O potencial exportador desse setor é imenso.

Energia verde e seus utilizadores, carros, consumo doméstico e industrial é um setor incontornável na transição em que estamos para salvar o planeta dos problemas ambientais, se bem que além de salvar o planeta do risco ambiental precisamos ao mesmo tempo conseguir tirar Vladimir Putin do poder na Rússia para garantir que ele não cause uma destruição atômica.

Fora esses três setores, o Brasil precisa avançar em pesquisa de tecnologia de fronteira, como no setor de nanotecnologia e criar uma força-tarefa envolvendo inteligência local e de fora e as forças armadas para pensar em tecnologia 6G, na sequência da implantação da 5G que já está endereçada para ser implantada com tecnologia chinesa. Sair na frente no planejamento e pesquisa no mundo novo é a única forma de não ser pego no vácuo e ficar atrasado e dependente em desenvolvimento tecnológico.

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