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Foto: Suamy Beydoun/AFP

Mourão ataca Lula por demitir comandante do Exército

Por Redação

21 de janeiro de 2023 : 22h32

Neste sábado, 21, o general, senador eleito e ex-vice-presidente, Hamilton Mourão, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter exonerado o comandante do Exército, general Julio César de Arruda.

O militar disse a Folha que Lula quer instigar uma crise com as Forças Armadas. “Se o motivo foi tentativa de pedir a cabeça de algum militar, sem que houvesse investigação, mostra que o governo realmente quer alimentar uma crise com as Forças e em particular com o Exército. Isso aí é péssimo para o país”.

Para substituir o general Júlio César de Arruda, o presidente nomeou o atual comandante militar do Sudeste, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

Paiva foi chefe de gabinete do general Eduardo Villas Bôas, que comandou o Exército durante os governo de Dilma Rousseff e Michel Temer. O militar também foi quem publicou os tuítes em abril de 2018, para pressionar o Supremo Tribunal Militar, no julgamento do habeas corpus que evitaria a prisão de Lula.

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5 comentários

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Saladino

26 de janeiro de 2023 às 00h43

Desde meados dos anos 1970, quando teve início a autoproclamada “abertura lenta, gradual e segura”, um dos objetivos principais dos militares se tornou garantir não apenas a impunidade dos torturadores, mas também o esquecimento do passado. Esse é o sentido profundo da Lei de Anistia de 1979: impedir a responsabilização criminal, é claro, mas também garantir que as Forças Armadas não seriam vistas, pela opinião pública e pelo conjunto da sociedade, como responsáveis pela violência da repressão e pela tragédia econômica e social do regime.
Os “filhotes da ditadura”, como bem definiu Leonel de Moura Brizola, chegaram ao Alvorada e ao Jaburu, eleitos e formando uma CHAPA MILITAR de apologistas da tortura. Vale dizer, filhotes puro-sangue da linha-dura da ditadura, não da “Sorbonne da Praia Vermelha”.
Mourão é só mais um discípulo entre os herdeiros da linha-dura liderada por Sylvio Frota, o general que comandou a tentativa do golpe dentro do golpe, sem êxito; porque foi detido no meio do caminho pelo general Hugo Abreu por ordem direta de Ernesto Geisel.
Hoje, a minoria do Forte Apache é legalista. A maioria virou à extrema-direita e idolatra o Capitão de Hospício que lhes garantiu uma previdência robusta nunca antes vista na história deste país.
A encrenca da “questão militar” não terminou e promete capítulos de tensão, caso a dinâmica macroeconômica de Luis Inácio III dê com os burros n’água.

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carlos

22 de janeiro de 2023 às 10h41

Ainda ontem eu fiz neste espaço, elogiando uma entrevista da CNN com general Santos Cruz, achei muito equilibrado, ele pedir uma trégua neste momento que pasam o povo brasileiro, em relação às suas instituições, qdo merecem atitudes equilibradas não é momento para animosidades.

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Luiz

22 de janeiro de 2023 às 09h27

Se ele não gostou é porque o Lula está no caminho certo.

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carlos

22 de janeiro de 2023 às 07h36

Eu acho que o senador mourão não é a pessoa indicada prá falar, a realidade é que ele faça o trabalho dele como senador eleito Oi seja ele foi eleito prá representar o povo produzido boas leis bons projetos para o Brasil não nada que se imiscuir na casa que não será sua.

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Paulo

21 de janeiro de 2023 às 23h17

Gosto do Villas Boas, e gosto, sobretudo, do gal. Santos Cruz. Nesse eu confio. O resto, prefiro aguardar…

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