Um Relatório técnico da Polícia do Senado sobre a invasão às instalações do Senado Federal no dia 8 de janeiro de 2023 compartilhado com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) mostram que a violência dos golpistas que sitiaram as sedes dos três poderes era muito maior e que por pouco não terminou em tragédia.
No relatório consta quem entre os materiais detidos com os golpistas estavam machadinhas, porretes e ainda estilingues com bolas de gude e chumbadas (bolas de chumbo para pesca).
O relatório também aponta que os policiais recuaram de um confronto no Salão Azul do Senado diante de um violento ataque perpetrado pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que naquele confronto portavam barras metálicas, extintores de incêndio, dentre outros objeto.
Ainda durante o confronto no Salão Azul, preocupados com tamanha violência dos bolsonaristas o relatório afirma que “antevendo que os mastros das bandeiras localizadas atrás da formação policial poderiam ser utilizados como armas pelos vândalos (a ponta de cada mastro ostentava objeto semelhante a uma lança), os policiais rapidamente retiram uma a uma das 27 flâmulas e levam até um local seguro”.
Além disso algumas imagens revelam também que os golpistas utilizaram-se de rojões e até mesmo de granadas de gás lacrimogêneo contra os agentes de segurança conforme consta o próprio relatório:
“Em determinado momento, os invasores quebraram todas as placas de vidro da divisória que separava o Salão Verde do Salão Azul e o confronto perdurou nesse ponto com a formação em linha dos policiais fechando o referido acesso, até que os vândalos lançam uma granada lacrimogênea de movimentos aleatórios (comumente conhecida como bailarina – GL-3103) e uma grande quantidade de gás satura o ambiente tornando-o asfixiante e obstando a visibilidade. Nesse ponto, nota-se um aumento na quantidade de objetos arremessados em direção aos policiais, que, diante da saturação provocada pela
granada lançada, recuam e formam linha na porção mais central do Salão Azul”.
Ou seja: havia sim uma organização extremamente empenhada em promover atos de terrorismo em Brasília, mostrando que chamá-los de terroristas não é mera retórica de apoiadores do governo Lula.
Veja a segunda parte: Relatório da Polícia revela papel de idosos, roubo de armas e organização durante ataques do 8 de janeiro