Estadão começa 2024 com um show de viralatismo contra o governo Lula e a indústria nacional

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No primeiro dia de 2024, o Estadão publicou um editorial falando sobre supostas e crescentes preocupações em relação as políticas de conteúdo nacional da Petrobrás e sua influência na reindustrialização do Brasil no terceiro governo do presidente Lula.

O periódico afirma que em dezembro o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) optou por elevar significativamente os requisitos de conteúdo local para o fornecimento de equipamentos destinados a exploração e produção de petróleo no país. Logicamente, o jornal provinciano se opõe a qualquer prática de protecionismo da nossa indústria, por mais básica que seja.

De acordo com as mudanças anunciadas, o requisito de conteúdo local passou de 18% para 30% na fase de exploração, que abrange a pesquisa de reservas, e de 25% para 30% na etapa subsequente, conhecida como desenvolvimento da produção.

Essa medida visa fomentar a indústria nacional, promovendo a fabricação de equipamentos dentro do país, gerando empregos com melhores salários para a mão de obra nacional.

Além disso, o editorial viralatista do Estadão põe em dúvidas a capacidade da indústria nacional de atender a essa nova demanda em tempo hábil para suportar as operações de exploração e extração de petróleo. O texto afirma, de forma maliciosa e desonesta, que a decisão do CNPE pode ser vista como apressada e autoritária, questionando a capacidade e o nível aprendizagem da nossa indústria.

Por fim, o jornal que sempre defendeu o conservadorismo e o status quo na economia, sem qualquer tipo de compromisso com o debate popular, chegou a falar da “importância” de um debate aberto sobre as implicações dessas políticas para o setor energético do país e para a indústria nacional como um todo, pois segundo o editorial, a necessidade de uma abordagem “equilibrada” que leve em consideração as capacidades reais da indústria brasileira.

Gabriel Barbosa: Diretor do Cafezinho. Instagram: @_gabrielbrb
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