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IBGE: IPCA tem menor alta para outubro em mais de 25 anos e inflação recua em vários setores

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,09% em outubro, sinalizando desaceleração da inflação no país. O resultado representa queda de 0,39 ponto percentual em relação ao índice de setembro, que havia sido de 0,48%. No acumulado de 2025, o IPCA soma alta de 3,73%, e o avanço em 12 […]

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AGÊNCIA BRASIL

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,09% em outubro, sinalizando desaceleração da inflação no país. O resultado representa queda de 0,39 ponto percentual em relação ao índice de setembro, que havia sido de 0,48%. No acumulado de 2025, o IPCA soma alta de 3,73%, e o avanço em 12 meses chega a 4,68%, abaixo dos 5,17% do período anterior. Segundo o IBGE, este foi o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o índice ficou em 0,02%.

O órgão destacou ainda que a variação de outubro é a menor desde maio, quando o indicador subiu 0,03%. Três dos nove grupos pesquisados apresentaram queda: Artigos de residência (-0,34%), Habitação (-0,30%) e Comunicação (-0,16%). Já entre as altas, apareceram Vestuário (0,51%) e Alimentação e bebidas (0,01%).

Energia elétrica puxa retração do grupo Habitação

A queda de 0,30% no grupo Habitação foi influenciada principalmente pelo recuo de 2,39% na energia elétrica residencial, que representou o maior impacto negativo do mês (-0,10 ponto percentual). A redução se deve à mudança da bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh, para a vermelha patamar 1, cujo acréscimo é de R$ 4,46.

Mesmo com a queda, houve reajustes tarifários em capitais como Goiânia (+19,56%), Brasília (+11,21%) e parte de São Paulo (+16,05%). No acumulado do ano, a energia elétrica registra alta de 13,64%, com impacto de 0,53 ponto percentual no IPCA.

Vestuário e serviços pessoais registram avanço

O grupo Vestuário apresentou a maior variação positiva, com alta de 0,51%. Os itens que mais contribuíram para o resultado foram calçados e acessórios (0,89%) e roupas femininas (0,56%).

Em Despesas pessoais, o aumento foi de 0,45%, influenciado por empregado doméstico (0,52%) e pacotes turísticos (1,97%).

O grupo Saúde e cuidados pessoais exerceu o maior impacto individual positivo, ao subir 0,41%, resultado de aumentos nos artigos de higiene (0,57%) e nos planos de saúde (0,50%).

Transportes e alimentação têm variação moderada

O grupo Transportes subiu 0,11%, refletindo alta nas passagens aéreas (4,48%) e nos combustíveis (0,32%). O único item em queda foi o óleo diesel (-0,46%). Já etanol (0,85%), gás veicular (0,42%) e gasolina (0,29%) tiveram aumento.

Em Alimentação e bebidas, a variação foi praticamente nula (0,01%). A alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para quedas no arroz (-2,49%) e no leite longa vida (-1,88%). Entre as altas, apareceram batata-inglesa (8,56%) e óleo de soja (4,64%).

A alimentação fora de casa acelerou de 0,11% para 0,46% em outubro.

Goiânia lidera altas regionais

Entre as áreas pesquisadas, Goiânia apresentou a maior variação regional do IPCA, com 0,96%, impulsionada pela alta da energia elétrica (6,08%) e da gasolina (4,78%). As menores taxas foram registradas em São Luís e Belo Horizonte (ambas -0,15%), influenciadas pela queda nos preços de combustíveis e energia.

INPC também desacelera

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, subiu 0,03% em outubro. No acumulado de 2025, o indicador chega a 3,65%, e em 12 meses, 4,49%, abaixo dos 5,10% observados anteriormente.

Assim como no IPCA, Goiânia teve a maior alta regional no INPC (0,92%), enquanto Belo Horizonte registrou a menor (-0,21%). Os alimentos ficaram praticamente estáveis, enquanto os itens não alimentícios recuaram de 0,80% em setembro para 0,04% em outubro.


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Tony

11/11/2025 - 14h38

A economia está estagnada, mais da metade dos brasileiros vive de subsídios do estado ou aposentadoria.

A inadimplência chegou em nível de recorde histórico.

A dívida pública nem se comenta.

Nós últimos 20 anos o número de homicídios passa do milhão, sem contar todos os outros índices de criminalidade.

O atraso civilizatório e cultural do Brasil é de pelo menos 30 anos.

Definir o Brasil uma desgraça é ser muito positivo.


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