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Canadá aposta na China para reduzir dependência dos EUA

Diplomacia canadense mira Pequim diante da era Trump O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, encontrou o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. Eles visam restaurar laços abalados. Essa reunião surge enquanto Donald Trump desestabiliza alianças econômicas e políticas no mundo. Carney lidera o Canadá para diversificar parcerias. Assim, ele reduz a dependência dos EUA. A China […]

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Pequim aproveita o distanciamento de aliados dos EUA e oferece diálogo ao Canadá, apesar de disputas recentes e desconfiança mútua.
Com exportações em foco, Canadá busca diversificar parceiros e vê na China uma alternativa estratégica para reduzir riscos econômicos e políticos / Reprodução

Diplomacia canadense mira Pequim diante da era Trump


O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, encontrou o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. Eles visam restaurar laços abalados. Essa reunião surge enquanto Donald Trump desestabiliza alianças econômicas e políticas no mundo. Carney lidera o Canadá para diversificar parcerias. Assim, ele reduz a dependência dos EUA. A China aproveita esse momento. Ela atrai aliados tradicionais de Washington para sua esfera. Portanto, essa visita marca um ponto de virada.

Carney viaja a Pequim após quase dez anos sem visitas de líderes canadenses. Ele foca em dobrar exportações para mercados além dos EUA na próxima década. Além disso, a China vê chances de explorar as políticas inconsistentes de Trump contra o Canadá. Por isso, Pequim estende a mão para um parceiro econômico chave e membro da Otan.

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Na véspera da viagem, Carney declarou: “Estamos forjando novas parcerias em todo o mundo para transformar nossa economia, de uma que dependia de um único parceiro comercial para uma que seja mais forte e mais resiliente a choques globais.” Essa frase resume sua estratégia. Assim, o Canadá avança para uma economia mais inclusiva e sustentável.

Histórico de tensões bilaterais

As relações entre Canadá e China azedaram em 2018. Autoridades canadenses prenderam Meng Wanzhou, executiva da Huawei, a pedido dos EUA. Em retaliação, a China deteve dois canadenses. No entanto, sinais de melhora surgem. Em junho, Carney e o premier chinês Li Qiang concordaram em normalizar comunicações. Depois, Carney encontrou Xi em uma cúpula da Asean em outubro.

A estratégia indo-pacífica de Ottawa, lançada em novembro de 2022, rotula a China como “uma potência global cada vez mais disruptiva”. Contudo, ela destaca oportunidades econômicas para exportadores canadenses. Portanto, o equilíbrio entre cautela e cooperação guia as ações.

Autoridades chinesas expressam otimismo. O ministro Wang Yi disse à chanceler canadense Anita Anand que a visita tem “significado crucial e simbólico”. Ele enfatizou: a China quer “fortalecer a comunicação com o Canadá, aumentar a confiança, eliminar interferências e aprofundar a cooperação”. Assim, Pequim demonstra vontade de diálogo.

Encontros e discussões chave

Carney reuniu-se com Li Qiang e Zhao Leji, líder do Congresso Nacional do Povo. Em uma postagem no X, Carney agradeceu a recepção calorosa. Ele destacou o foco em construir economias fortes e sustentáveis. Além disso, escreveu: “Nossos países têm pontos em comum em muitas áreas, como energia limpa, agricultura e finanças”.

Analistas veem oportunidades. Zhao Minghao, professor da Universidade de Fudan, afirmou: “A maioria dos aliados dos EUA está reduzindo seus riscos em relação aos EUA, então esta é uma oportunidade muito importante para a China estreitar seus laços com o Canadá.” Por isso, a China capitaliza o descontentamento com as políticas de Trump.

No entanto, desafios persistem. Serviços de segurança canadenses acusam a China de interferir em eleições e ameaçar a diáspora. Além disso, ciberameaças preocupam Ottawa. Produtores de canola e pescadores pressionam Carney para remover tarifas chinesas sobre seus produtos.

Respostas canadenses recentes

Desde outubro de 2024, o Canadá impôs tarifas sobre veículos elétricos e aço chineses. Ottawa fechou escritórios do TikTok e baniu a Hikvision. Essas medidas refletem tensões. Contudo, a visita busca superar barreiras. Assim, Carney equilibra segurança com ganhos econômicos.

Especialistas alertam para dificuldades em restaurar confiança genuína. No entanto, a mídia estatal chinesa celebra a viagem. Portanto, o momento favorece progressos graduais.

Perspectivas para o futuro

Carney promove parcerias globais. Ele prioriza energia limpa e agricultura sustentável. Assim, o Canadá fortalece resiliência contra choques, como os causados por Trump. A China, por sua vez, expande influência.

Comunidades empresariais canadenses apoiam a diversificação. Elas veem na China um mercado vasto. Além disso, alianças progressistas ganham força. Por isso, o viés para cooperação inclusiva prevalece.

Analistas preveem laços mais estáveis. No entanto, vigilância contra interferências continua essencial. Portanto, Carney navega com cuidado, priorizando interesses nacionais. Assim, o Canadá emerge mais forte no cenário global.

Com informações de Financial Times*

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