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A posição espinhosa de Jeffrey Sachs sobre a fome de guerra de Trump contra o Irã

O economista Jeffrey Sachs afirmou que os Estados Unidos estariam sendo conduzidos por decisões associadas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem classificou como “madman” — termo em inglês que pode ser traduzido como “louco” — ao comentar a escalada militar envolvendo Irã, Israel e o governo do presidente Donald Trump. A declaração foi […]

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O economista Jeffrey Sachs afirmou que os Estados Unidos estariam sendo conduzidos por decisões associadas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem classificou como “madman” — termo em inglês que pode ser traduzido como “louco” — ao comentar a escalada militar envolvendo Irã, Israel e o governo do presidente Donald Trump.

A declaração foi feita em entrevista ao programa Judging Freedom, apresentado por Andrew Napolitano, publicada no YouTube em 2 de março de 2026.


“Projeto de décadas” no Oriente Médio

Ao analisar o que descreveu como invasão israelense e americana ao Irã, Sachs afirmou que o conflito atual integraria um projeto geopolítico de longo prazo. Segundo ele, Netanyahu teria reconhecido que a ofensiva representaria um objetivo perseguido há décadas.

“Ele diz que isso é ‘meu sonho realizado’ por 40 anos”, afirmou o economista, acrescentando que se trata, em sua avaliação, de uma estratégia voltada à hegemonia militar israelense no Oriente Médio com apoio direto dos Estados Unidos.

Sachs associou guerras ocorridas desde os anos 1990 — incluindo conflitos no Iraque, Síria, Líbano, Gaza e Iêmen — a uma linha contínua de política externa americana na região. “Isso é loucura. Isso é delírio assassino. E é isso que está em andamento agora”, declarou.


Críticas a Trump e questionamentos legais

O economista também direcionou críticas ao presidente Donald Trump, afirmando que houve ruptura entre discurso e prática.

“Trump é uma completa desgraça para nossa nação. Ele mentiu para nós. Cada palavra sobre America First”, afirmou.

Sachs sustentou que a ofensiva contra o Irã não teria respaldo constitucional, argumentando que guerras formais dependem de autorização do Congresso dos EUA. Segundo ele, a atual ação militar configuraria uma “guerra de escolha”, e não resposta a uma ameaça iminente.

Ao ser questionado se haveria base legal clara para a operação, respondeu: “Claro que não. Não há lei aqui”.

Ele também criticou o Congresso americano, afirmando que a instituição estaria paralisada e incapaz de exercer controle efetivo sobre decisões de guerra.


Custos econômicos e infraestrutura

Outro ponto central da entrevista foi a ligação entre política externa e situação econômica interna dos Estados Unidos. Sachs argumentou que os gastos com guerras sucessivas teriam drenado recursos públicos.

“É porque gastamos trilhões de dólares em guerra”, afirmou, ao comentar o estado da infraestrutura americana. Ele comparou a situação dos EUA com a da China, destacando investimentos chineses em transporte ferroviário de alta velocidade e obras estruturais.

Na avaliação do economista, o ciclo de intervenções externas teria afetado a competitividade e os padrões de vida da população americana.


Negociações e credibilidade diplomática

Durante a entrevista, foi exibida declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã afirmando que negociações com os Estados Unidos teriam sido interrompidas por ataques militares. Segundo ele, conversas teriam sido realizadas duas vezes nos últimos 12 meses e, em ambos os casos, teriam sido seguidas por ações militares.

Sachs afirmou que episódios desse tipo comprometem a credibilidade diplomática dos EUA. Ele também mencionou o acordo nuclear firmado em 2015, argumentando que o Irã teria cumprido compromissos antes de o governo Trump abandonar o pacto.


Risco de escalada internacional

Questionado sobre possibilidade de ampliação do conflito, inclusive com envolvimento de potências nucleares, Sachs respondeu: “Eu vejo isso escalando e se espalhando”.

Ele afirmou que há risco significativo de agravamento da crise internacional e criticou o que classificou como estratégia baseada em intimidação militar.

Ao final da entrevista, o economista declarou que os Estados Unidos atravessariam momento institucional delicado, com decisões concentradas no Executivo e, segundo ele, ausência de freios políticos eficazes.

A entrevista reforça o debate nos EUA sobre limites constitucionais do poder de guerra, o papel do Congresso e os impactos econômicos e geopolíticos da política externa americana em meio a um cenário de tensão crescente no Oriente Médio.

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