O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta terça-feira (3) que a decisão do governo de proibir as atividades militares e de segurança do Hezbollah é definitiva e decorre de uma escolha soberana do Estado libanês. Segundo ele, a medida não será revista, mesmo diante do aumento das tensões na fronteira com Israel.
As declarações foram dadas um dia após o governo anunciar oficialmente que considera as ações armadas do Hezbollah ilegais, exigindo que o grupo entregue seu arsenal. A decisão marca uma inflexão histórica na política de segurança do país, onde a milícia atua como força armada paralela há mais de quatro décadas, com apoio do Irã.
Ao comentar o lançamento de foguetes ocorrido na véspera em direção ao território israelense, Aoun afirmou que os disparos não partiram da região ao sul do rio Litani, área onde o Exército libanês mantém presença e controle operacional. De acordo com o presidente, a observação reforça a necessidade de ampliar o alcance das forças estatais para impedir ataques transfronteiriços.
Com a nova diretriz, o governo determinou que as Forças Armadas atuem para evitar ofensivas contra Israel e iniciem a apreensão de armamentos fora do controle do Estado. A ordem eleva o risco de confrontos diretos com o Hezbollah, considerado um dos grupos armados mais bem equipados da região.
A decisão foi anunciada logo após um ataque atribuído ao grupo contra Israel e ocorre em meio à intensificação das pressões internacionais para que o Líbano retome o monopólio do uso da força em seu território. Autoridades israelenses vêm defendendo publicamente o desarmamento da milícia, enquanto alertam para retaliações em caso de novos ataques.
Apesar do potencial de escalada, Aoun sustentou que o governo está comprometido em restaurar a autoridade estatal e impedir que o país seja arrastado para um conflito regional mais amplo.


Natailia
03/03/2026 - 14h26
O libano nao quer virar pò também ?