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Duplo vazamento da Vale em Minas Gerais provoca danos ambientais

Vazamento de água é registrado em mina da Vale em Congonhas Em menos de 24 horas, duas minas da Vale em Congonhas, Minas Gerais, sofreram vazamentos de água com sedimentos. As ocorrências ocorreram no dia que marcou o sétimo aniversário da tragédia de Brumadinho, reativando alertas sobre a segurança na mineração no estado. A sequência […]

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Gustavo Andrade/Vale

Vazamento de água é registrado em mina da Vale em Congonhas

Em menos de 24 horas, duas minas da Vale em Congonhas, Minas Gerais, sofreram vazamentos de água com sedimentos. As ocorrências ocorreram no dia que marcou o sétimo aniversário da tragédia de Brumadinho, reativando alertas sobre a segurança na mineração no estado.

A sequência de emergências começou na madrugada do domingo, 25 de janeiro de 2026, e se repetiu durante o mesmo dia. As duas minas envolvidas estão na região central de Minas Gerais.

O segundo vazamento, na Mina Viga, foi constatado pela Defesa Civil no mesmo domingo (25) e divulgado pela Prefeitura de Congonhas na segunda-feira (26). A empresa define ambos os eventos como “extravasamento” de água com sedimentos e não como “rompimento” de estruturas.

Impactos

Embora sem vítimas humanas, as autoridades apontam consequências ambientais graves e de longo prazo:

  • Contaminação hídrica: o material vazado atingiu o rio Goiabeiras, que deságua no rio Maranhão, conectando-se ao rio Paraopeba – o mesmo afetado pelo rompimento da barragem em Brumadinho em 2019. A água do Maranhão já apresentava turbidez quatro vezes acima do normal.
  • Danos ao ecossistema: o secretário municipal de Meio Ambiente de Congonhas, João Lobo, alertou para perda significativa de biodiversidade devido à redução de oxigênio e luminosidade na água. A lama também pode ser tóxica para as matas ciliares, aumentando riscos de assoreamento e enchentes futuras. Foram observados arraste de árvores e alteração no curso do rio próximo à Mina de Fábrica.
  • Impacto operacional e financeiro: o vazamento da Mina de Fábrica causou alagamento de áreas operacionais da CSN Mineração, incluindo almoxarifado, oficinas e área de embarque. A CSN informou que suas estruturas de contenção não foram danificadas e que as operações não foram paralisadas, mas o incidente pressionou suas ações na bolsa, que registraram queda.

Resposta das autoridades

A Prefeitura de Congonhas aplicou um auto de infração à Vale, que pode ser convertido em multa, alegando falta de monitoramento adequado.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) apure responsabilidades e realize fiscalização rigorosa, com possibilidade de interdição das estruturas impactadas.

Foi montada uma sala de crise com participação das defesas civis municipal e estadual, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Meio Ambiente e Ministério Público de Minas Gerais.

A Vale emitiu nota esclarecendo que os eventos não têm relação com suas barragens de rejeitos, que mantêm monitoramento contínuo e estão estáveis. A empresa afirma que as causas dos extravasamentos estão sendo apuradas. A ANM corroborou que não houve ruptura ou comprometimento de barragens, caracterizando o evento como relacionado a uma infraestrutura operacional interna.

A situação ainda está em desenvolvimento, com monitoramento contínuo dos rios afetados.

Com informações da Agência Brasil em 26/01/2026

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Comentários

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Paulo

26/01/2026 - 19h40

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