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Rússia não abandona Cuba e envia petróleo sem medo dos EUA

Moscou garante continuidade do petróleo para Cuba em meio a novas pressões dos Estados Unidos O embaixador russo em Havana reafirma que Moscou não vai abandonar a ilha. Enquanto Washington intensifica sanções, Havana enfrenta mais uma rodada de crise energética. A população cubana, já castigada por blecautes frequentes, vê nesse apoio russo um respiro importante. […]

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Rússia garante petróleo a Cuba em meio a novas sanções
Embaixador russo confirma que o fornecimento de petróleo à ilha continuará, enquanto sanções americanas aprofundam a crise energética e afetam diretamente a população cubana Reprodução
Moscou garante continuidade do petróleo para Cuba em meio a novas pressões dos Estados Unidos

O embaixador russo em Havana reafirma que Moscou não vai abandonar a ilha. Enquanto Washington intensifica sanções, Havana enfrenta mais uma rodada de crise energética. A população cubana, já castigada por blecautes frequentes, vê nesse apoio russo um respiro importante.

Viktor Koronelli conversou com a Sputnik e foi direto. Ele lembrou que o petróleo russo chega a Cuba há anos, em diferentes momentos. “O petróleo russo tem sido fornecido a Cuba em diversas ocasiões nos últimos anos. Esperamos que essa prática continue”, afirmou o diplomata.

Na quarta-feira, 4 de fevereiro, o navio-tanque Pastorita deixou a Baía de Havana carregado de GLP. A imagem simboliza que, apesar de tudo, o fluxo não parou. Para muitos cubanos, cada entrega representa luz nas casas e combustível para ambulâncias e ônibus.

Trump declara emergência e ameaça quem ajudar Cuba

No dia 29 de janeiro, Donald Trump assinou uma ordem executiva. Ele declarou estado de emergência nacional e abriu caminho para tarifas extras contra países que vendem petróleo à ilha.

O presidente republicano justificou a medida como proteção à segurança dos Estados Unidos. Ele também disse que Cuba está “muito perto do colapso”. Segundo Trump, a ilha perdeu o petróleo e o dinheiro da Venezuela depois da operação americana em Caracas, em 3 de janeiro, que terminou com a captura de Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.

Miguel Díaz-Canel não poupou palavras. O presidente cubano classificou a nova medida tarifária como “fascista, criminosa e genocida”.

A fala reflete o sentimento em Havana. Sem combustível venezuelano, o país vive apagões diários. Hospitais, fábricas e residências sofrem. Analistas independentes alertam para riscos humanitários graves se o estrangulamento continuar.

No domingo, Trump voltou a falar sobre Cuba. Ele disse que os Estados Unidos negociam com líderes cubanos para chegar a um acordo. Não deu detalhes. A declaração soa como pressão: ou aceitam termos, ou enfrentam mais isolamento.

Ministro cubano abre porta para cooperação

Bruno Rodríguez respondeu na segunda-feira. O chanceler afirmou que o governo da ilha está disposto a “reativar” e “expandir” a cooperação bilateral com os Estados Unidos para enfrentar ameaças transnacionais como o terrorismo.

A frase mostra pragmatismo. Cuba não quer confronto eterno. No entanto, não abre mão de soberania. O recado é claro: diálogo sim, mas sem rendição.

Cuba depende de importações desde o fim da União Soviética. A Venezuela ajudou por anos. Agora, depois da intervenção americana em Caracas, esse apoio sumiu. Rússia e outros parceiros tentam preencher a lacuna.

Especialistas de organizações internacionais apontam que sanções amplas afetam primeiro os mais pobres. Crianças, idosos e doentes pagam o preço mais alto. Por isso, vozes progressistas no mundo todo criticam a escalada atual.

A Rússia mantém o canal aberto. O embaixador Koronelli deixou isso explícito. Enquanto isso, Havana resiste e sinaliza disposição ao diálogo. Washington, por sua vez, mistura ameaças e propostas vagas.

O próximo capítulo dessa tensão ainda não está escrito. Mas uma coisa é certa: o povo cubano, acostumado a superar dificuldades, segue lutando para manter as luzes acesas.

Com informações do La Jornada*

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