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Grammy é palco de protestos contra política migratória dos EUA

Artistas se manifestam contra a agência de imigração do governo Trump na principal premiação da música internacional A cerimônia do Grammy, realizada neste domingo (01/02) em Los Angeles, transformou-se em um palco de manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos Estados Unidos. Vários artistas usaram seus discursos e símbolos visíveis para criticar […]

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Chris Pizzello/Invision/AP Photo/picture alliance

Artistas se manifestam contra a agência de imigração do governo Trump na principal premiação da música internacional

A cerimônia do Grammy, realizada neste domingo (01/02) em Los Angeles, transformou-se em um palco de manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos Estados Unidos.

Vários artistas usaram seus discursos e símbolos visíveis para criticar a política migratória da administração Trump.

Bad Bunny, que fez história como primeiro artista de língua espanhola a vencer a categoria álbum do ano, foi um dos mais contundentes.

“Antes de agradecer a Deus, vou dizer: fora ICE. Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos”, afirmou.

O artista, que dedicou seu prêmio a “todas as pessoas que tiveram que deixar sua terra natal”, defendeu o amor como resposta: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.

Billie Eilish, ao receber o prêmio de música do ano por “Wildflower”, ecoou um lema dos protestos: “Ninguém é ilegal em terras roubadas”. A cantora expressou esperança, mas pediu continuidade na luta: “Precisamos continuar lutando, nos manifestando e protestando”.

Outros artistas se juntaram ao coro de críticas:

  • Olivia Dean, artista revelação do ano, declarou: “Estou aqui como neta de um imigrante. Sou fruto da coragem”
  • Kehlani, vencedora em categorias de R&B, foi direta: “Queria mandar o ICE se foder”
  • Gloria Estefan, premiada na categoria tropical latina, destacou: “São pessoas que têm famílias que contribuíram para este país por décadas”

Contexto político

Os protestos ocorrem em meio à campanha de deportação em massa da administração Trump, que mobilizou cerca de 2 mil agentes federais em Minneapolis apenas neste ano. A atuação do ICE tem sido criticada por sua abordagem agressiva, associada a pelo menos duas mortes recentes na cidade.

Confronto com Trump

O apresentador Trevor Noah gerou polêmica ao associar Trump ao falecido Jeffrey Epstein em uma piada durante a cerimônia.

“Esse é um Grammy que todo artista quer, quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia”, brincou, se referindo às ameaças do presidente de tomar o território da Dinamarca.

“O que faz sentido, porque, já que Epstein se foi, ele precisa de uma nova ilha para passar um tempo com Bill Clinton”, acrescentou.

O presidente respondeu em sua rede social Truth Social, negando qualquer ligação com a Ilha Epstein e classificando o Grammy como “praticamente impossível de assistir”.

Outros destaques da noite

  • Kendrick Lamar tornou-se o rapper mais premiado da história do Grammy, com 27 estatuetas
  • Lady Gaga falou sobre os desafios das mulheres na indústria musical

Vários artistas usaram broches com a frase “Fora ICE” como forma de protesto | Jordan Strauss/ Invision/AP Photo/dpa/picture alliance

As manifestações no Grammy representam uma continuidade dos protestos que começaram no Globo de Ouro, sugerindo que questões políticas devem permanecer no centro do debate cultural nas principais premiações de entretenimento.

Com informações do The Guardian e DW em 02/02/2026

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