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Quaest: 42% ficam com Michelle na briga com Flávio. Só 18% defendem o senador

0 Comentários🗣️🔥 Na briga da família Bolsonaro, o país tomou partido. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), 42% dos brasileiros concordam mais com Michelle Bolsonaro no desentendimento com Flávio. Apenas 18% ficam com o senador. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois. Michelle vence o enteado por mais de dois a um. […]

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Na briga da família Bolsonaro, o país tomou partido. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), 42% dos brasileiros concordam mais com Michelle Bolsonaro no desentendimento com Flávio. Apenas 18% ficam com o senador. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois.

Michelle vence o enteado por mais de dois a um. E vence em quase todos os campos do eleitorado.

Gráfico. Com quem você concorda mais, Michelle ou Flávio

Entre os independentes, o grupo decisivo da eleição, 38% dão razão à ex-primeira-dama e apenas 11% ao senador. Nesse mesmo grupo, 39% acham que ela acertou ao tornar pública a briga e 36% acham que errou.

O estrago maior, porém, ocorreu dentro da própria direita. Na direita não bolsonarista o eleitorado rachou. Ali 30% ficam com Flávio e 28% com Michelle, um empate técnico. Entre os bolsonaristas o senador vence com 53%, mas um em cada cinco eleitores do núcleo duro, 19%, dá razão à madrasta. Para um campo que se orgulha da lealdade, é muita gente atravessando a trincheira.

A maioria também enxerga verdade nas acusações dela. Para 31% dos brasileiros as declarações de Michelle sobre Flávio são totalmente verdadeiras e para outros 27% são parcialmente verdadeiras. Somados, 58% veem ao menos um fundo de verdade no que ela disse. Apenas 16% acham que é tudo mentira.

No conjunto do país, 45% avaliam que Michelle acertou ao expor o desentendimento em suas redes e 38% acham que ela errou. O eleitor de direita condena a exposição, com 54% de reprovação na direita não bolsonarista e 64% entre bolsonaristas. Condenar a exposição, porém, não significa ficar do lado de Flávio, como mostram os números anteriores.

Nem por isso Michelle virou unanimidade. Para 34% dos brasileiros, a principal motivação dos vídeos foi o desejo dela de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio. Entre os lulistas, essa leitura chega a 47%. A esquerda aplaude o estrago, mas desconfia da artilheira.

A fatura da crise já aparece na rejeição. Desde abril, a rejeição de Flávio subiu de 52% para 57%, enquanto a de Lula caiu de 55% para 50%. As linhas se cruzaram entre abril e maio e a distância não para de crescer.

Gráfico. Rejeição de Flávio ultrapassa a de Lula

Entre os independentes o quadro é ainda mais dramático para o senador. Ali, 68% dizem que conhecem Flávio e não votariam nele de jeito nenhum. A rejeição de Lula nesse grupo é de 54%, alta, mas catorze pontos menor.

Gráfico. Rejeição entre os independentes, Flávio 68 e Lula 54

Tudo isso se traduz no jogo principal. No cenário geral de segundo turno, a boca do jacaré se abre. Flávio encostou em Lula em março e chegou a liderar por 42% a 40% em abril. De lá para cá, as linhas se descolaram. Lula subiu para 45% e Flávio caiu para 37%.

Gráfico. Segundo turno, a boca do jacaré se abre

A série mostra um ano de disputa. Flávio cresceu de agosto do ano passado até abril, embalado pela promessa de ser a versão moderada e administrável do bolsonarismo. A promessa ruiu junto com a paz na família. Hoje, para 54% dos brasileiros, o senador não é mais moderado que os próprios parentes.

O avanço de Lula entre os independentes, com a aprovação do governo e os cenários completos da pesquisa, está detalhado em nosso artigo anterior. Leia aqui.

Baixe aqui a íntegra da pesquisa.

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