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Pela primeira vez em um ano, aprovação de Lula supera a desaprovação

0 Comentários🗣️🔥 A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (15) registra um marco na série histórica do instituto: pela primeira vez desde julho de 2025, a aprovação do presidente Lula (PT) supera numericamente a desaprovação — 48% a 47%, com 5% sem opinião. A diferença de um ponto ainda configura empate técnico dentro da margem de […]

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RICARDO STUCKERT/PR

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (15) registra um marco na série histórica do instituto: pela primeira vez desde julho de 2025, a aprovação do presidente Lula (PT) supera numericamente a desaprovação — 48% a 47%, com 5% sem opinião. A diferença de um ponto ainda configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos, mas a inversão em relação a junho (quando a desaprovação liderava por 48% a 47%) marca o fechamento de um ciclo de recuperação que já dura quatro meses.

Uma escalada constante desde abril

A trajetória é conhecida por quem acompanha a série: aprovação de 43% em abril, 46% em maio, 47% em junho e agora 48% em julho — evolução linear, sem retrocessos, enquanto a desaprovação seguiu o caminho inverso, caindo de 52% para 47% no mesmo período. Na avaliação mais detalhada da gestão, porém, o quadro é mais equilibrado: 36% classificam o governo como positivo e outros 36% como negativo, com 26% avaliando como regular — sinal de que a melhora na aprovação pessoal do presidente ainda não se traduziu integralmente numa visão mais favorável sobre o desempenho do governo como um todo.

Quanto mais escolaridade, menor a aprovação

Um dos recortes mais reveladores da pesquisa é o de escolaridade, que mostra uma relação quase inversa entre nível educacional e apoio ao presidente: entre brasileiros com ensino fundamental, a aprovação chega a 58% contra 37% de desaprovação; entre os com ensino médio, a aprovação cai para 43% e a desaprovação sobe a 52%; e entre os com ensino superior, o quadro se inverte por completo, com apenas 37% de aprovação contra 58% de desaprovação. É um padrão que caminha lado a lado com o recorte de renda, já conhecido: 58% de aprovação entre quem ganha até dois salários mínimos, caindo para 41% entre quem ganha mais de cinco.

Bolsa Família como fator de blindagem

Entre beneficiários do Bolsa Família, a aprovação de Lula atinge 61% — a maior entre todos os recortes apresentados —, contra apenas 32% de desaprovação. Entre quem não recebe o benefício, o quadro se inverte, com 45% de aprovação e 51% de desaprovação. É um dos indicadores mais claros de como programas de transferência de renda seguem funcionando como pilar eleitoral do governo, sustentando aprovação sólida justamente entre o público mais dependente dessas políticas.

Evangélicos ainda resistem, mas avançam nove pontos

Entre os grupos religiosos, os católicos aprovam o governo por margem de 53% a 42%. Já entre evangélicos, tradicionalmente mais alinhados ao bolsonarismo, a desaprovação ainda é maioria — 58% contra 37% de aprovação —, mas o dado que chama atenção é a evolução: a aprovação nesse segmento saltou de 28% em abril para os atuais 37%, um avanço de nove pontos em três meses, o maior crescimento percentual entre todos os recortes demográficos analisados.

Independentes já empatam

Entre os eleitores que se declaram independentes, aprovação e desaprovação aparecem hoje empatadas em 45% cada — uma virada expressiva frente ao quadro de março, quando a desaprovação superava a aprovação por larga margem (58% a 32%). É justamente esse bloco, historicamente decisivo para o resultado final de eleições presidenciais, que mais se movimentou a favor do governo ao longo do semestre.

O que essa melhora sustenta

A recuperação na avaliação de governo aparece de mãos dadas com o avanço de Lula nos cenários eleitorais: 40% a 28% no primeiro turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e 45% a 37% no segundo — vantagem que vinha de seis pontos em junho e chegou a oito em julho. A combinação dos dois indicadores, aprovação subindo e vantagem eleitoral se ampliando ao mesmo tempo, sugere que o desempenho do governo já começa a se converter, de forma mais direta, em capital político para a disputa de outubro — ainda que o próprio quadro de aprovação, dividido com nitidez entre camadas de renda e escolaridade, mostre que essa recuperação está longe de ser uniforme em todos os setores da sociedade brasileira.

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