As ações criminosas do governo Bolsonaro estão cobrando um preço caro hoje no Brasil. Enquanto a Petrobras, sob nova direção, segura os preços dos combustíveis para proteger o consumidor, as refinarias privatizadas durante a gestão anterior promovem aumentos sucessivos, penalizando a população em estados como Amazonas, Bahia e Rio Grande do Norte.
Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) expõem a disparidade. Nas unidades vendidas a preços subfaturados nos últimos anos, os reajustes na gasolina e no diesel são uma constante. Em contraste, as refinarias que permaneceram sob o controle da Petrobras mantiveram seus valores estáveis, funcionando como um escudo contra a volatilidade do mercado e a ganância de alguns setores.
No Amazonas, o impacto da privatização da Refinaria da Amazônia (Ream), antiga Isaac Sabbá, é sentido diretamente no bolso do consumidor. Em Manaus, o litro da gasolina saltou para cerca de R$ 7,30, um aumento de R$ 0,30 de um dia para o outro. A situação é ainda mais revoltante ao se considerar que o estado está próximo da importante área de produção petrolífera de Urucu, mas amarga um dos combustíveis mais caros do país. Na refinaria privatizada, a gasolina subiu de R$ 2,90 para R$ 3,47 por litro, e o diesel disparou de R$ 3,78 para R$ 5,10.
O cenário se repete na Bahia, onde a antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), agora sob controle da Acelen, também aplicou aumentos. A gasolina passou de R$ 2,56 para R$ 2,86, e o diesel foi de R$ 3,31 para R$ 4,21. No Rio Grande do Norte, a refinaria Clara Camarão, vendida em 2022, seguiu o mesmo caminho, com a gasolina avançando de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro.
Enquanto isso, a Petrobras manteve a gasolina em R$ 2,59 por litro e o diesel em R$ 3,80 em suas unidades. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) já alerta para a chantagem dos importadores privados, que ameaçam suspender a compra de combustíveis para forçar a Petrobras a aumentar seus preços, em uma manobra que pode configurar prática anticompetitiva e lesiva ao consumidor.
Com informações do Brasil 247


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