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O Irã nunca ameaçou nem a Europa nem os EUA, diz chanceler polonês

O Irã não representava uma “ameaça direta” à Europa ou aos Estados Unidos antes dos ataques realizados pelos EUA e Israel no início deste mês, afirmou o ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro da Polônia, Radosław Sikorski. Em entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal polonês Rzeczpospolita, ele disse: “Os Estados Unidos e Israel naturalmente têm […]

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Radosław Sikorski disse que Varsóvia não tem "tais planos" para entrar na guerra contra o Irã. | Klaudia Radecka/NurPhoto via Getty Images

O Irã não representava uma “ameaça direta” à Europa ou aos Estados Unidos antes dos ataques realizados pelos EUA e Israel no início deste mês, afirmou o ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro da Polônia, Radosław Sikorski.

Em entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal polonês Rzeczpospolita, ele disse: “Os Estados Unidos e Israel naturalmente têm sua própria avaliação da situação, mas, pessoalmente, não percebi uma ‘ameaça direta’ aos EUA ou à Europa — ou mesmo a Israel.”

Ele acrescentou, no entanto, que “guerras preventivas às vezes podem ser justificadas”, argumentando que, se a Alemanha nazista tivesse sido combatida preventivamente, “o mundo poderia ter sido poupado de muito sofrimento.”

Sikorski afirmou que Varsóvia não tem “tais planos” para entrar na guerra contra o Irã. “Neste momento, temos uma guerra na nossa fronteira, uma Rússia agressiva com uma ideologia imperialista de Estado que envia drones para o nosso espaço aéreo. Temos muito o que resolver aqui, ao lado,” disse ele, referindo-se ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Ele acrescentou que a base militar de Redzikowo, um complexo de defesa antimísseis dos EUA na Polônia, “tem o objetivo de detectar e neutralizar mísseis que possam ameaçar a Europa e os Estados Unidos. O Irã não lançou esse tipo de míssil.”

No entanto, ele afirmou que as duas guerras estão ligadas, argumentando que a Rússia apoia o Irã em um “eixo do mal Teerã-Moscou”. “Em ambos os cenários, alvos civis são atingidos pelo mesmo tipo de armas vindas da mesma fonte,” disse.

O líder polonês também aproveitou a entrevista para reforçar a importância da Europa assumir um papel maior na sua própria segurança. “Isso acontece porque a Europa, especialmente a Europa Ocidental, passou tempo demais vivendo do dividendo da paz… [e] se desindustrializou no campo da defesa,” afirmou.

Publicado originalmente pela Politico.

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