Founders Fund de Peter Thiel investe US$ 220 milhões em coleiras solares para gado na Nova Zelândia

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 04/04/2026 19:01

O Founders Fund, fundo de capital de risco criado por Peter Thiel, conhecido por impulsionar gigantes como Facebook, SpaceX e Palantir, fez uma aposta ousada em uma startup neozelandesa chamada Halter. A empresa desenvolve coleiras solares inteligentes para bovinos, e a rodada de investimentos Série E, liderada pelo fundo, injetou US$ 220 milhões, elevando a avaliação de mercado da Halter a US$ 2 bilhões. Desde sua fundação, a startup já captou cerca de US$ 400 milhões.

O sistema da Halter combina coleiras movidas a energia solar, torres de baixa frequência e um aplicativo de smartphone, permitindo a criação de cercas virtuais, monitoramento contínuo de animais e movimentação de rebanhos sem a necessidade de intervenção física dos fazendeiros.

De acordo com informações publicadas no dia 4 de abril de 2026 pelo portal TechCrunch, a tecnologia da Halter foi idealizada para resolver um desafio significativo no manejo de gado em terrenos remotos. O fundador e CEO da empresa, Craig Piggott, de 30 anos, passou nove anos desenvolvendo a solução. Ele explica que as cercas virtuais controlam onde os animais pastam e ajudam a preservar a terra, eliminando a dependência de métodos tradicionais como cães, cavalos ou helicópteros.

Piggott, que cresceu em uma fazenda leiteira na Nova Zelândia e trabalhou na Rocket Lab antes de fundar a Halter aos 21 anos, compara o treinamento dos bovinos aos sinais de um carro ao estacionar, com os animais respondendo a áudios e vibrações das coleiras em apenas três interações.

As coleiras não apenas guiam os rebanhos, mas também coletam dados comportamentais, monitoram a saúde dos animais, rastreiam ciclos de fertilidade e alertam sobre possíveis doenças. Atualmente na quinta geração de hardware, a Halter testa um produto de reprodução em fase beta com clientes nos Estados Unidos. No dia 4 de abril de 2026, mais de um milhão de bovinos em mais de 2.000 fazendas na Nova Zelândia, Austrália e em 22 estados dos EUA já utilizavam a tecnologia.

Piggott destaca que a proposta financeira é clara: aumentar a produtividade da terra em até 20% ao otimizar o pastejo e reduzir custos com mão de obra. Em alguns casos, clientes chegaram a dobrar a produção de suas propriedades.

Apesar da inovação, a Halter enfrenta concorrência no setor de tecnologia agrícola. A gigante farmacêutica Merck comercializa o sistema Vence, também de cercas virtuais, enquanto a startup Grazemate aposta em drones autônomos para condução de rebanhos, conforme apresentado em um recente evento do Y Combinator. Piggott, no entanto, mantém a calma diante dos competidores, afirmando que o maior desafio é convencer os produtores a abandonar práticas tradicionais. Ele reconhece que, com um bilhão de bovinos no mundo e apenas um milhão usando suas coleiras, além de menos de 10% de penetração no mercado neozelandês, há um vasto espaço para crescimento.

O setor de tecnologia agrícola tem enfrentado dificuldades, com muitas startups lutando para equilibrar custos elevados e a adoção de novos produtos pelos agricultores. A Halter se diferencia pelo foco em resultados financeiros tangíveis para os clientes, segundo Piggott. A empresa planeja uma expansão agressiva nos Estados Unidos, América do Sul e Europa, buscando ampliar sua presença global. O CEO reforça que ainda há muito a ser construído em termos de produto e mercado, indicando que a jornada da startup está apenas começando.

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