A cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, vive um cenário grave com o surto de chikungunya, o que levou o município a decretar estado de emergência. Durante uma visita ao local no dia 3 de abril de 2026, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, apontou a seriedade do problema e reforçou o compromisso do governo federal em combater a crise de saúde. Ele deixou claro que não há espaço para negacionismo e que medidas concretas estão sendo tomadas para enfrentar a situação.
Desde janeiro de 2026, o estado do Mato Grosso do Sul registrou 1.764 casos confirmados de chikungunya, sendo 37 em gestantes, enquanto outros 1.893 casos permanecem em investigação. Dourados concentra o maior número de casos prováveis, com 759 registros, impactando de forma severa as comunidades indígenas.
Na reserva indígena local, cinco dos sete óbitos registrados no estado ocorreram, incluindo duas crianças com menos de quatro meses de idade, evidenciando a vulnerabilidade dessas populações.
Em resposta ao surto, o governo federal anunciou ações para conter a transmissão do vírus e ampliar o atendimento aos afetados. Conforme noticiado pelo portal CartaCapital, agentes da Força Nacional do SUS foram enviados à região e um montante de 3,1 milhões de reais foi destinado para iniciativas de socorro, assistência humanitária, limpeza urbana e controle da doença.
Além disso, o Ministério da Saúde está contratando e capacitando 50 agentes de combate a endemias, dos quais 20 já iniciaram suas atividades no dia 4 de abril de 2026. A Força Nacional do SUS atua diretamente nas aldeias indígenas de Bororó e Jaguapiru, mas, segundo a representante Juliana Lima, ainda é difícil avaliar se há melhora no quadro, devido à constante evolução dos casos.
O ministro Eloy Terena também fez um apelo por melhorias na coleta de resíduos sólidos nas aldeias indígenas, medida essencial para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya. Ele destacou a importância de projetos estruturais que aprimorem a gestão de lixo e garantam que as comunidades indígenas tenham acesso a serviços básicos equivalentes aos das áreas urbanas.
A situação em Dourados serve como alerta para a necessidade de políticas públicas integradas que priorizem a saúde nas regiões mais vulneráveis. A combinação de alta incidência de casos, óbitos e dificuldades estruturais nas comunidades indígenas reforça a urgência de investimentos contínuos em prevenção e infraestrutura. O governo federal, conforme reiterado por Terena, mantém o foco em reverter o quadro crítico, mas os desafios permanecem evidentes diante da escala do problema.