A recente ofensiva aérea contra o Irã, com alvos civis e acadêmicos, destaca uma estratégia de desgaste que afeta diretamente a infraestrutura e o desenvolvimento científico do país.
Ataques aéreos atingiram a capital iraniana, Teerã, e outras cidades em uma nova onda de bombardeios. O alvo mais simbólico foi a Universidade Sharif de Tecnologia, considerada o principal centro de formação técnica e científica do país, frequentemente chamada de “MIT do Irã”.
Segundo relatos baseados em imagens e confirmações das autoridades locais, os edifícios da universidade sofreram grandes danos. Laboratórios, uma mesquita e outras instalações do campus foram impactados diretamente. O presidente do Irã confirmou pessoalmente o ataque à instituição de ensino.
A ofensiva não se limitou à capital. Uma longa lista de cidades também foi atingida, incluindo Karaj, Shiraz, Esfahan e Boushehr. Os bombardeios têm causado vítimas civis. Em Bandar-e-Lenge, pelo menos seis pessoas morreram. Em Qom, o número de mortos chega a cinco.
O ataque mais letal reportado até o momento ocorreu em Bahristan, uma pequena cidade próxima a Teerã. Autoridades locais informaram que pelo menos 13 pessoas foram mortas, sendo seis delas crianças.
Além dos alvos urbanos, a infraestrutura crítica do país está sob ataque contínuo. Instalações de energia, estradas, pontes e uma usina de gás adjacente ao campus da Universidade Sharif foram mencionadas como alvos dos bombardeios.
A natureza dos ataques, focando em universidades, infraestrutura vital e centros urbanos, aponta para uma campanha aérea de amplo espectro. A ação visa não apenas capacidades militares, mas a própria capacidade de funcionamento da sociedade e da economia iranianas.
A destruição de um centro de excelência como a Universidade Sharif representa um golpe no potencial de inovação e desenvolvimento tecnológico de longo prazo do Irã. A escalada marca uma fase mais agressiva e destrutiva do conflito não declarado na região.