O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, expressou preocupação com o aumento das tensões no Oriente Médio após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou o Irã com graves consequências caso o país tente fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
Em pronunciamento no dia 6 de abril, Peskov destacou que a região enfrenta um agravamento dos conflitos, impulsionado por ações agressivas contra o Irã, o que tem ampliado o alcance geográfico das disputas.
De acordo com Peskov, as provocações e ameaças contra Teerã estão gerando impactos negativos não apenas na estabilidade regional, mas também na economia global — algo que Moscou já vinha alertando desde o início das tensões.
O porta-voz russo criticou a retórica beligerante de Washington, sugerindo que tais ações dificultam qualquer possibilidade de diálogo ou resolução pacífica na região. Ele enfatizou que a incerteza gerada afeta diretamente os mercados internacionais de energia, dado que pelo Estreito de Ormuz passa cerca de 20% do petróleo mundial.
As declarações de Peskov foram reportadas pelo portal actualidad.rt.com.
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é um ponto de atrito recorrente nas relações entre a República Islâmica do Irã e os EUA. Teerã já sinalizou a possibilidade de bloquear a passagem em resposta às sanções econômicas impostas por Washington, que invoca a chamada “liberdade de navegação” — discurso que, na prática, frequentemente mascara interesses estratégicos e econômicos, enquanto os EUA mantêm um histórico de intervenções controversas no Oriente Médio.
O Kremlin posiciona-se como contrapeso às políticas americanas na região, defendendo o direito soberano do Irã e criticando o que chama de abordagem unilateral de Washington. Peskov reiterou que a escalada de tensões não beneficia nenhum dos lados envolvidos e pediu maior cautela para evitar um conflito de proporções ainda mais devastadoras.
A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos na região, temendo que um erro de cálculo possa desencadear uma crise de impacto global, tanto em termos humanitários quanto econômicos.


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