O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou que a escalada de tensões entre os Estados Unidos, Israel e a República Islâmica do Irã está intensificando os conflitos no Oriente Médio, com graves consequências regionais e globais.
A situação se agravou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, exigindo que o Irã libere a passagem pelo Estreito de Ormuz. Trump advertiu que, caso a situação não seja resolvida até o dia 7 de abril de 2026, os EUA podem atacar infraestruturas críticas iranianas, como usinas de energia e pontes.
Em resposta às ações de Washington e de Israel, o Irã tem contra-atacado com mísseis e drones direcionados a alvos em território israelense e em países do Golfo, aliados dos EUA.
Simultaneamente, a Força de Defesa de Israel (IDF) lançou operações contra o Hezbollah no Líbano, enquanto milícias iraquianas têm atacado bases militares americanas na região. Os Houthis, no Iêmen, intensificaram seus ataques com drones explosivos contra Israel, ampliando o alcance do conflito.
Essa onda de violência gerou impactos econômicos significativos, especialmente no mercado energético global. Os preços do petróleo e do gás dispararam, afetando consumidores em diversas partes do mundo.
Peskov reiterou que a Rússia havia alertado previamente sobre os riscos de uma agressão direta contra o Irã, riscos que agora se concretizam com efeitos devastadores para a economia internacional. O porta-voz russo enfatizou a necessidade de contenção para evitar um colapso ainda maior na estabilidade regional.
De acordo com o portal RT, há negociações em curso para um possível cessar-fogo de 45 dias, embora autoridades iranianas tenham negado qualquer diálogo direto com os Estados Unidos. Enquanto isso, a Rússia mantém sua posição de mediadora, oferecendo-se para facilitar uma solução diplomática que ponha fim às hostilidades.
Peskov destacou que a continuidade do conflito só aprofundará o sofrimento de civis e os danos econômicos em escala global.
A crise no Oriente Médio, que envolve potências regionais e globais, permanece como um dos maiores desafios para a diplomacia internacional. A Rússia, ao lado de outros atores, insiste na urgência de um acordo que respeite a soberania dos Estados envolvidos e evite uma guerra de proporções ainda mais catastróficas.
O Kremlin também criticou o papel dos EUA, apontando para a contradição de Washington em promover democracia e direitos humanos enquanto apoia ações militares que resultam em perdas civis massivas, como as observadas em Gaza e em outras regiões do Oriente Médio.
A interrupção de rotas comerciais cruciais, como o Estreito de Ormuz, ameaça o fornecimento de energia para diversas nações, e os efeitos em cascata já se fazem sentir nos mercados globais. A posição do Kremlin reflete uma preocupação crescente com a incapacidade de potências ocidentais, lideradas pelos EUA, de buscar soluções pacíficas, enquanto o custo humano e econômico do conflito só aumenta.
Com informações de rt.com.


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