Sonda da NASA registra destruição de cometa ao se aproximar do Sol

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 06/04/2026 04:21

Uma sonda solar da NASA, em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), capturou um evento impressionante no espaço: a desintegração completa do cometa C/2026 A1 (MAPS), o primeiro descoberto neste ano. O fenômeno ocorreu no dia 4 de abril de 2026, quando o cometa passou a apenas 160 mil quilômetros da superfície solar, sendo destruído pela intensa radiação e calor extremo.

A sonda SOHO registrou o momento exato em que o objeto, inicialmente intacto, se transformou em uma nuvem de fragmentos e poeira ao cruzar o campo de visão, evidenciando a força destrutiva do ambiente solar.

Os registros da observação, divulgados no dia 5 de abril de 2026, mostram que o brilho repentino detectado entre 3h e 5h da manhã, no horário de Brasília, resultou da fragmentação do núcleo do cometa. O coronógrafo C3 da sonda SOHO acompanhou a dispersão dos detritos, que se vaporizaram completamente ao deixar o campo de visão.

Cientistas de diversas instituições continuam analisando os dados coletados para entender melhor o comportamento da nuvem de poeira remanescente e suas implicações para estudos futuros sobre cometas.

O cometa C/2026 A1, identificado por astrônomos amadores franceses no dia 13 de janeiro de 2026, recebeu o nome MAPS em homenagem aos sobrenomes dos descobridores. Classificado como um grande membro da família Kreutz, conhecida por trajetórias extremamente próximas ao Sol, sua passagem a 160 mil quilômetros da estrela foi um fator determinante para sua destruição.

Comparações com outros cometas históricos ajudam a contextualizar o evento. Enquanto o cometa Ikeya-Seki conseguiu sobreviver a uma passagem próxima ao Sol em 1965, o Lovejoy (C/2011 W3), observado em 2011, surpreendeu ao resistir à travessia pela coroa solar, tornando-se um caso de estudo importante — ao contrário do que ocorreu com o MAPS.

Conforme relatado pelo portal Olhar Digital no dia 5 de abril de 2026, o astrônomo Piero Sicoli levantou a hipótese de que o C/2026 A1 poderia ser um fragmento de um corpo progenitor maior ou de outro cometa com trajetória semelhante. Essa teoria sugere que muitos cometas da família Kreutz teriam se originado de um único cometa gigante, fragmentado há séculos, cujos pedaços seguem órbitas similares até os dias atuais.

Essa observação reforça a importância de monitorar tais eventos para compreender a dinâmica desses corpos celestes e suas interações com o Sol.

Os dados obtidos pela sonda SOHO oferecem uma oportunidade única para a ciência. A análise detalhada da desintegração do C/2026 A1 pode revelar informações cruciais sobre a composição desses objetos e os efeitos das condições extremas próximas ao Sol.

Eventos como esse, embora comuns na família Kreutz, continuam a fascinar pesquisadores e a contribuir para o avanço do conhecimento sobre o sistema solar. A parceria entre NASA e ESA, por meio de missões como a da sonda SOHO, segue sendo fundamental para capturar momentos raros e expandir as fronteiras da astronomia.

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