A balança comercial do Brasil alcançou um superávit de US$ 6,4 bilhões em março de 2026, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no dia 7 de abril.
O resultado, embora positivo, representa uma queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o superávit foi de US$ 7,7 bilhões. O recuo é explicado pelo forte aumento nas importações, que cresceram 20,1% e atingiram US$ 25,2 bilhões, contra US$ 21 bilhões registrados no ano anterior.
As exportações também apresentaram crescimento, subindo 10% e alcançando US$ 31,6 bilhões em março de 2026, comparado aos US$ 28,7 bilhões do mesmo mês de 2025.
A corrente de comércio, que soma exportações e importações, totalizou US$ 56,8 bilhões, um aumento de 14,3% em relação aos US$ 49,7 bilhões de março do ano passado, conforme os números corrigidos do MDIC.
No comércio com os Estados Unidos, houve uma redução de 9,1% nas exportações brasileiras entre fevereiro e março de 2026, em um contexto de tensões comerciais agravadas por políticas protecionistas impostas pelo presidente americano, Donald Trump.
Além disso, as exportações para o Canadá caíram 10%, enquanto as vendas para o Oriente Médio despencaram 26% no mesmo período, refletindo desafios em mercados estratégicos.
Entre os setores de destaque nas exportações de março de 2026, a agropecuária contribuiu com US$ 8,3 bilhões, a indústria extrativa com US$ 7,4 bilhões e a indústria de transformação liderou com US$ 15,8 bilhões.
Quanto aos destinos, a Ásia se consolidou como principal região, absorvendo US$ 14,9 bilhões em produtos brasileiros, seguida pela Europa com US$ 5,5 bilhões, América do Norte com US$ 4,2 bilhões e América do Sul com US$ 3,8 bilhões, segundo informações do portal oficial do MDIC.
No lado das importações, os bens intermediários foram os mais representativos, somando US$ 14,1 bilhões, seguidos por bens de consumo com US$ 4,9 bilhões, bens de capital com US$ 3,9 bilhões e combustíveis com US$ 2,4 bilhões.
A Ásia também foi a maior origem dos produtos importados, com US$ 10,1 bilhões, enquanto a Europa respondeu por US$ 6,4 bilhões, a América do Norte por US$ 4,2 bilhões e a América do Sul por US$ 2,6 bilhões.
Os dados apontam para um cenário de crescimento no volume de comércio, mas também revelam vulnerabilidades diante de flutuações em mercados importantes e políticas comerciais externas. A variação nas exportações para os Estados Unidos reflete um comparativo mensal dentro de 2026, enquanto os demais números se baseiam na comparação anual com 2025, o que exige atenção para os diferentes impactos sazonais e conjunturais no desempenho da balança comercial.
Com informações de metropoles.com.


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