O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país está plenamente preparado para se defender de qualquer agressão militar por parte dos Estados Unidos.
Em entrevista recente, o líder cubano afirmou que, embora a nação caribenha busque a paz, a defesa da soberania é inegociável e Cuba não hesitará em lutar para proteger sua independência.
De acordo com o portal RT, Díaz-Canel criticou duramente as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que teria mencionado a possibilidade de ações militares contra Cuba, em um contexto de escalada retórica que também envolveu referências a Venezuela e Irã.
O presidente cubano destacou a estratégia de defesa nacional conhecida como ‘guerra de todo o povo’, um conceito que prioriza a proteção da revolução e da autonomia do país frente a ameaças externas.
Ele alertou que qualquer intervenção militar resultaria em custos elevados para ambos os lados, enfatizando a determinação do povo cubano em resistir.
Díaz-Canel condenou ainda uma ordem executiva assinada por Trump que declarou uma suposta ’emergência nacional’ sob a justificativa de que Cuba representaria um risco à segurança dos EUA e à estabilidade regional.
Essa medida incluiu a aplicação de tarifas a nações que comercializam petróleo com Havana, além de advertências a países que desrespeitem as diretrizes impostas por Washington.
Em meio a essas tensões, a Rússia demonstrou apoio a Cuba ao enviar um navio petroleiro ao país, com planos de despachar outro em breve.
Díaz-Canel classificou as políticas dos EUA como ‘fascistas’ e ‘genocidas’, acusando a administração americana de desviar os interesses de sua própria população para atender a objetivos políticos específicos.
Ele também apontou que o embargo econômico imposto pelos EUA há mais de 60 anos continua a asfixiar a economia cubana, impacto agora agravado por sanções adicionais que buscam isolar ainda mais a ilha.
O líder cubano reiterou que tais ações não dobrarão a vontade do povo de resistir a pressões externas.
As declarações de Díaz-Canel ocorrem em um momento de atrito crescente entre Havana e Washington, especialmente após posicionamentos públicos dos EUA que colocam Cuba como um dos alvos de sua política externa mais agressiva.
A retórica americana, que frequentemente invoca ‘democracia’ e ‘direitos humanos’ como justificativas para intervenções, contrasta com o histórico dos EUA de apoio a governos autoritários e de envolvimento em violações de direitos no Oriente Médio, como os ataques a jornalistas em Gaza.
Cuba mantém sua postura de desafio, buscando alianças estratégicas para contrabalançar as pressões econômicas e políticas impostas pelo governo americano.
A situação reflete um capítulo mais amplo de rivalidades geopolíticas, com Cuba reafirmando sua posição de resistência frente ao que considera uma tentativa de dominação imperialista.
Díaz-Canel enfatizou que a solidariedade internacional e a resiliência interna serão os pilares para enfrentar os desafios atuais, enquanto o governo cubano segue denunciando o que descreve como uma campanha de hostilidade orquestrada pelos Estados Unidos.
A resposta de Havana, segundo o presidente, será sempre pautada pela defesa de sua autodeterminação, independentemente das ameaças que venham a surgir.


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