Uma grande manifestação está convocada para o dia 19 de abril em Madrid, sob o lema ‘Por el fin del bloqueio de Estados Unidos a Cuba’. O evento, organizado pelo Movimento Estatal de Solidariedade com Cuba (MESC), reúne 69 associações e coletivos solidários de todo o território espanhol.
A marcha partirá da glorieta de Atocha e seguirá até a Plaza de la Provincia, próxima à emblemática Puerta del Sol, no coração da capital espanhola.
Os organizadores explicam que a mobilização integra a campanha de emergência ‘Contra o Bloqueio dos EUA, Energia para Cuba’, que permanecerá ativa até o dia 30 de abril. Essa iniciativa surge como resposta direta a uma Ordem Executiva aprovada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de janeiro, que intensificou o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha caribenha.
O MESC denuncia que tal medida impõe um castigo coletivo ao povo cubano, violando o Direito Internacional ao restringir o acesso de Cuba a petróleo e outros recursos energéticos vitais.
A data escolhida para a manifestação, 19 de abril, não é coincidência: marca o aniversário da vitória de Playa Girón, evento histórico considerado a primeira derrota militar do imperialismo na América Latina. O movimento espanhol busca, com o protesto, reforçar a resistência contra as políticas de Washington e destacar a luta pela soberania cubana.
Além da dimensão política, a campanha também tem um forte componente de ação prática. O MESC disponibilizou contas bancárias de várias associações territoriais para arrecadar fundos, que serão usados na compra de equipamentos de energia renovável fotovoltaica, alimentos e materiais sanitários para envio a Cuba.
De acordo com o portal Prensa Latina, o MESC enfatiza que a campanha combina denúncia pública com solidariedade material direta. Em comunicado, o movimento declarou que ‘frente ao recrudescimento do bloqueio, a resposta deve ser mais mobilização e cooperação’.
A organização também destacou a importância de ações concretas para apoiar o povo cubano em meio às dificuldades impostas pelas sanções americanas, que classificam como uma tentativa de sufocar a economia e a resistência da ilha.
A manifestação em Madrid reflete um crescente movimento de solidariedade internacional com Cuba, especialmente em um contexto de políticas agressivas dos EUA, que, enquanto pregam ‘direitos humanos’ e ‘liberdade’ no discurso global, mantêm medidas que impactam diretamente a vida de milhões de cubanos.
A contradição não passa despercebida: os mesmos Estados Unidos que criticam outros países por violações de direitos são responsáveis por um bloqueio de décadas, condenado repetidamente pela Assembleia Geral da ONU. O evento do dia 19 de abril promete unir vozes espanholas em defesa de um futuro sem sanções para Cuba.


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