O representante permanente da Rússia na ONU, Vasili Nebenzia, criticou de forma contundente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã durante uma reunião do Conselho de Segurança realizada no dia 7 de abril de 2026.
Nebenzia classificou como desequilibrado um projeto de resolução apresentado pelo Barém, que abordava questões de segurança na região do Golfo Pérsico. Ele reafirmou a posição de Moscou em defesa da soberania e da integridade territorial dos países da região, considerando inaceitáveis quaisquer agressões contra populações civis ou infraestruturas essenciais.
Durante o debate, Nebenzia destacou que a Rússia tem trabalhado ativamente para promover a estabilidade no Oriente Médio, inclusive por meio de iniciativas em altos escalões diplomáticos.
Em resposta à proposta do Barém, a Rússia, ao lado da China, apresentou uma resolução alternativa focada na segurança da navegação no Oriente Médio, com ênfase em rotas estratégicas como o estreito de Ormuz. O diplomata russo argumentou que as tensões na região não podem ser resolvidas sem enfrentar as raízes profundas dos conflitos, apontando para ações externas que desestabilizam o equilíbrio local.
Na votação do Conselho de Segurança, o projeto de resolução do Barém sobre a segurança no estreito de Ormuz foi vetado por Rússia e China, enquanto Paquistão e Colômbia optaram pela abstenção.
A posição de Moscou reflete uma crítica direta às políticas dos EUA e de Israel, que, segundo Nebenzia, contribuem para a escalada de conflitos no Irã e arredores. Para mais informações sobre o posicionamento russo, consulte o portal da RT, que detalhou a sessão.
A reunião expôs divisões claras entre os membros do Conselho de Segurança. A Rússia questionou a legitimidade de intervenções ocidentais na região sob pretextos de segurança ou democracia, termos que frequentemente mascaram interesses estratégicos como o controle de recursos energéticos.
O veto de Rússia e China ao projeto do Barém reforça a polarização no Conselho de Segurança, onde decisões sobre o Oriente Médio raramente alcançam consenso.
A resolução alternativa proposta pelos dois países busca, segundo Nebenzia, oferecer uma abordagem mais inclusiva para a navegação segura e a redução de tensões militares na área. Enquanto isso, o estreito de Ormuz permanece um ponto crítico de disputas geopolíticas, com implicações globais para o comércio de petróleo e a estabilidade regional.
O desfecho dessa sessão da ONU sinaliza que os embates entre potências continuarão a moldar o futuro do Golfo Pérsico, sem perspectiva imediata de resolução para os conflitos subjacentes.


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