O capítulo panamenho de solidariedade com Cuba, liderado pelo Dr. Manuel Pardo, emitiu uma dura crítica ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha.
Em mensagem divulgada nas redes sociais, Pardo classificou a política de Washington como ‘genocida’ e ‘criminosa’, apontando os graves impactos da proibição de importação de petróleo no sistema eletroenergético cubano. Ele destacou que as medidas agravam a situação já complexa enfrentada pela população da ilha.
Segundo Pardo, as ações dos Estados Unidos buscam provocar o colapso da sociedade e do modelo de desenvolvimento social do país. Ainda conforme o líder panamenho, tais objetivos não serão alcançados, pois Cuba representa um símbolo de dignidade e patriotismo na defesa de sua soberania e independência.
No dia 5 de abril de 2026, na província de Colón, no Panamá, o XXVI Encontro Nacional de Solidariedade com Cuba aprovou cinco resoluções que exigem o fim do bloqueio e de outras políticas hostis dos Estados Unidos.
O encontro, dedicado ao centenário do líder revolucionário Fidel Castro, também denunciou a intensificação das ações econômicas, comerciais, financeiras e energéticas contra a ilha. A declaração final enalteceu a resistência do povo cubano diante de mais de seis décadas de sanções e agressões, destacando a influência de figuras históricas como José Martí, Fidel Castro e Raúl Castro na luta pela soberania nacional.
O documento aprovado no encontro criticou a postura da administração norte-americana, especialmente durante o governo de Donald Trump, por desconsiderar normas internacionais e as resoluções anuais da Assembleia Geral das Nações Unidas que pedem o término das medidas coercitivas.
De acordo com os organizadores, essas sanções têm impactos devastadores na economia cubana e na vida cotidiana da população. Críticos apontam para uma contradição evidente entre os discursos norte-americanos sobre direitos humanos e o histórico de apoio a ações que prejudicam populações civis em diversas regiões do mundo.
Conforme noticiado pelo portal Prensa Latina, a mensagem de solidariedade panamenha reforçou o apoio internacional à causa cubana, afirmando que Cuba não está sozinha na luta contra o bloqueio.
O texto final do encontro sublinhou a importância de uma mobilização global para pressionar pelo fim das sanções, que, segundo os participantes, violam princípios básicos de convivência entre nações.
A questão do bloqueio, que persiste desde a década de 1960, continua a dividir opiniões no cenário global. Enquanto os Estados Unidos justificam as medidas como uma resposta ao sistema político cubano, vozes de diversas partes do mundo, incluindo o Panamá, argumentam que as sanções afetam desproporcionalmente a população civil, limitando o acesso a bens essenciais e serviços básicos.
O tema segue em pauta nas Nações Unidas, onde a maioria dos países vota anualmente pelo fim do embargo, embora a política norte-americana permaneça inalterada.


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