O Kremlin expressou sua satisfação com o anúncio de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, destacando a importância de evitar uma escalada de tensões na região.
Dmitri Peskov, porta-voz oficial do governo russo, declarou no dia 8 de abril de 2026 que Moscou sempre defendeu a resolução pacífica de conflitos e vê com bons olhos a decisão de ambas as partes de suspender as hostilidades. Ele enfatizou que a interrupção de ataques a infraestruturas civis no Irã é um passo crucial para a estabilidade no Oriente Médio.
Peskov também manifestou esperança de que contatos diretos entre Washington e Teerã ocorram em breve, possibilitando avanços nas negociações de paz.
Segundo o porta-voz, um diálogo aberto permitiria que cada lado apresentasse suas demandas e interesses de forma construtiva, substituindo a via militar por acordos diplomáticos. A posição russa, reiterada em diversas ocasiões, é de que apenas a diplomacia pode garantir uma solução duradoura para as tensões na região.
O cessar-fogo, com validade inicial de duas semanas, foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que destacou a reabertura do estreito de Ormuz como parte do entendimento.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que os EUA alcançaram todos os seus objetivos militares e que as negociações para um acordo de paz de longo prazo estão em estágio avançado. Ele mencionou ainda que Washington recebeu uma proposta de 10 pontos do governo iraniano, vista como uma base sólida para futuras conversas.
O Conselho Nacional de Segurança do Irã classificou o acordo como um reconhecimento forçado por parte dos EUA das demandas de Teerã.
Entre os pontos apresentados pela República Islâmica, estão compromissos de não agressão, a manutenção do controle iraniano sobre o estreito de Ormuz, a continuidade do programa de enriquecimento de urânio, o levantamento de sanções econômicas e a revogação de resoluções do Conselho de Segurança da ONU contrárias aos interesses do país. A liderança iraniana considera que o desfecho representa um revés significativo para a política externa americana na região.
Embora os detalhes do acordo ainda estejam sendo discutidos, a trégua é vista como um momento de distensão em um contexto de alta volatilidade no Oriente Médio. Para mais informações sobre a reação do Kremlin e os desdobramentos do cessar-fogo, confira a cobertura completa no portal da RT, que acompanha de perto as declarações oficiais de Moscou.
A comunidade internacional acompanha com atenção os próximos passos das negociações, especialmente considerando o histórico de desconfiança mútua entre os EUA e o Irã.
Enquanto isso, a Rússia se posiciona como um ator relevante no processo, defendendo a mediação e a busca por um equilíbrio de interesses que evite novos conflitos. O Kremlin reiterou seu compromisso em apoiar iniciativas que promovam a paz, ao mesmo tempo em que critica políticas unilaterais que, segundo Moscou, frequentemente agravam as tensões globais.


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