Partidos políticos de diversos países do sul da Ásia expressaram solidariedade a Cuba, criticando duramente as políticas dos Estados Unidos em relação à ilha caribenha.
De acordo com o portal Prensa Latina, a declaração conjunta foi assinada por organizações como o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) Libertação, os partidos comunistas do Paquistão, Sri Lanka e Nepal, além do Partido dos Trabalhadores de Bangladesh.
O posicionamento foi divulgado no dia 8 de abril de 2026, destacando a longa resistência cubana frente às sanções impostas por Washington.
As organizações exigiram o fim imediato e incondicional do bloqueio econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos mantêm contra Cuba há mais de 60 anos.
Elas também condenaram a Lei Helms-Burton, promulgada em 1996, que, segundo os partidos, representa uma violação da soberania de outros países e um entrave ao comércio internacional.
Além disso, rejeitaram a classificação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo pelos EUA, argumentando que tal designação busca asfixiar a economia cubana e promover uma mudança de regime na ilha.
Os partidos signatários elogiaram a trajetória de Cuba em sua luta por independência e autodeterminação, destacando o papel da Revolução Cubana como inspiração para movimentos globais que defendem a paz e o desenvolvimento social.
Eles também reconheceram a contribuição humanitária do país, citando o trabalho das brigadas médicas cubanas em situações de emergência na região.
Entre os exemplos mencionados estão a assistência prestada durante o tsunami no Sri Lanka em 2004 e os terremotos que atingiram o Paquistão e o Nepal em anos anteriores, demonstrando o impacto positivo de Cuba mesmo em meio a restrições econômicas severas.
Outro ponto levantado na declaração foi um apelo aos governos do sul da Ásia e de outras regiões em desenvolvimento para que se posicionem contra o bloqueio e ofereçam apoio material a Cuba.
Os partidos afirmaram que a causa cubana reflete uma luta mais ampla por justiça e soberania, especialmente para nações que enfrentam pressões externas.
Eles também criticaram o que consideram uma contradição nas políticas dos EUA, que, enquanto promovem discursos sobre direitos humanos e democracia, mantêm sanções que afetam diretamente a população civil de países como Cuba, além de estarem associados a ações questionáveis no Oriente Médio, incluindo o apoio a operações que resultaram na morte de jornalistas em Gaza e outras regiões.
A declaração reforçou a visão de que a resistência cubana serve como um símbolo contra políticas de dominação externa.
Os partidos do sul da Ásia comprometeram-se a continuar apoiando Cuba em fóruns internacionais, defendendo o direito do país de determinar seu próprio futuro sem interferências.
Esse posicionamento ocorre em um contexto de crescentes tensões geopolíticas, onde o bloqueio a Cuba permanece como um dos mais longos e controversos embargos da história contemporânea, afetando gerações de cidadãos e limitando o acesso a bens essenciais.
A solidariedade expressa por essas organizações busca ampliar o debate sobre a legitimidade de tais medidas e seus impactos humanitários.


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