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Partes de corpo esquartejado são encontradas em Rio Branco; vítima usava tornozeleira

5 Comentários🗣️🔥 Um crime de extrema brutalidade mobiliza as forças de segurança do Acre. Partes do corpo de França Cordovez Vale de Souza, de 48 anos, detento monitorado por tornozeleira eletrônica, foram encontradas em diferentes pontos de mata na capital Rio Branco ao longo do fim de semana, confirmando o assassinato e o esquartejamento da […]

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Bolsa encontrada em área de mata no bairro Jardim Europa, isolada pela polícia. (Foto: g1.globo.com)
Bolsa encontrada em área de mata no bairro Jardim Europa, isolada pela polícia. (Foto: g1.globo.com)

Um crime de extrema brutalidade mobiliza as forças de segurança do Acre. Partes do corpo de França Cordovez Vale de Souza, de 48 anos, detento monitorado por tornozeleira eletrônica, foram encontradas em diferentes pontos de mata na capital Rio Branco ao longo do fim de semana, confirmando o assassinato e o esquartejamento da vítima.

O primeiro achado ocorreu na manhã de sábado, quando um morador que caminhava pela Rua Itália, no bairro Jardim Europa — região considerada nobre da capital acreana —, percebeu um forte odor vindo da vegetação. Ao se aproximar, encontrou dentro de uma bolsa o que aparentavam ser braços, pernas e mãos humanas. Assustado, o homem retornou para casa e acionou o Centro de Operações Policiais Militares (Copom).

Uma guarnição foi enviada ao endereço e confirmou a existência dos restos mortais. Equipes do Instituto Médico Legal (IML) e do Departamento de Polícia Técnico-Científica foram acionadas para realizar a perícia e o recolhimento do material, conforme apurou o portal De Olho no Acre.

Ainda na tarde do mesmo sábado, a polícia fez um segundo achado: mais uma perna e duas mãos decepadas foram localizadas em área de mata nas proximidades da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), também em Rio Branco. O assassinato e o esquartejamento foram confirmados pelos investigadores.

A sequência de descobertas teve início na sexta-feira, quando uma perna com tornozeleira eletrônica foi encontrada às margens da Estrada do Amapá, no Segundo Distrito da capital. As buscas começaram depois que familiares de França Cordovez Vale de Souza procuraram a Divisão de Monitoramento Eletrônico da Polícia Penal para comunicar o desaparecimento. Durante a consulta ao sistema de rastreamento, os agentes identificaram que o último sinal emitido pelo equipamento apontava exatamente para a região onde o membro foi localizado.

A vítima estava desaparecida desde a última quinta-feira. Investigadores não descartam a possibilidade de o crime estar relacionado a conflitos entre organizações criminosas que atuam na capital acreana.

Um elemento técnico pode ser decisivo para a identificação formal: segundo os investigadores, as mãos encontradas tiveram as impressões digitais preservadas, o que permitirá a realização do exame de papiloscopia. A ocorrência foi inicialmente acompanhada pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e deverá ser conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A Polícia Civil tenta agora localizar o tronco e a cabeça da vítima, contando com o apoio de populares. Em paralelo, os investigadores apuram o desaparecimento de uma mulher em situação de rua que também era monitorada por tornozeleira eletrônica — o equipamento dela se encontra desligado, dificultando sua localização. As autoridades ainda não confirmaram se os dois casos têm relação.

Com informações de G1.

Com informações de G1.

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Maria Silva

21/06/2026

Tornozeleira eletrônica é igual cerca elétrica apagada: só enfeita, não segura ninguém. Esse aí já era pra estar no xadrez, não passeando com pulseirinha no tornozelo. Enquanto o estado ficar nessa de mimimi com bandido, o cidadão de bem paga o pato. É cada uma que parece roça sem porteira.

    Carlos Oliveira

    21/06/2026

    Maria Silva, eu corro 12 horas por dia nessas ruas e vejo que a violência não se resolve com mais cadeia e menos direitos; o problema é que o Estado trata segurança pública com tornozeleira e canhão, mas esquece de investir em educação e saúde de qualidade pra evitar que tanta gente pobre vire alvo do sistema. Enquanto a gente não discutir por que tanta juventude chega nessa situação, vamos continuar enxugando gelo e enterrando os nossos.

    Mariana Alves

    21/06/2026

    Maria Silva, sua analogia com a cerca elétrica apagada é criativa, mas carrega o mesmo equívoco de fundo que atravessa o senso comum punitivista: a ideia de que o problema da violência se resolve com mais cadeia, mais controle e mais endurecimento penal. Ocorre que a história recente do Brasil já nos deu evidências contundentes de que essa receita não funciona. Entre 1990 e 2020, quadruplicamos nossa população carcerária, tornando-nos a terceira maior do mundo, e a taxa de homicídios não só não caiu proporcionalmente como manteve patamares estarrecedores. O encarceramento em massa não produz segurança, produz fábricas de facções. O sistema prisional brasileiro, superlotado e sem qualquer política de reinserção, é uma universidade do crime, não um instrumento de ressocialização. A tornozeleira eletrônica, por mais precária que seja sua gestão, não é a causa da impunidade; ela é sintoma de um Estado que sempre tratou a segurança pública como guerra contra os pobres, e não como política pública integrada a direitos sociais.

    Você usa a expressão “cidadão de bem paga o pato”, como se houvesse uma linha clara separando os sujeitos entre bandidos e pessoas honestas. Essa dicotomia, além de moralmente rasteira, encobre o fato de que a maior parte da violência letal no Brasil ocorre entre jovens negros e periféricos, vítimas de um extermínio que o Estado ora pratica diretamente via polícia, ora permite por omissão. O homem esquartejado dessa notícia era uma pessoa concreta, com uma história, e sua morte brutal não vai ser resolvida com discurso de “xadrez”. Ela é fruto de um tecido social esgarçado por décadas de neoliberalismo que precarizou o trabalho, desmontou a escola pública, criminalizou a pobreza e transformou o tráfico de drogas numa das únicas alternativas de sobrevivência nas periferias. Enquanto não encararmos que violência é questão de classe, de raça e de distribuição de renda, vamos continuar discutindo pulseirinhas e porteiras, enquanto corpos reais seguem sendo retalhados.

Luiz Carlos

21/06/2026

Mais um que deveria estar preso e não estava. Essa tornozeleira eletrônica é piada, só serve pra fingir que o sistema funciona. Enquanto bandido circula solto com tornozeleira, cidadão de bem fica refém dessa violência toda. Cadê o respeito à vida nesse país?

    Marta

    21/06/2026

    Ah, Luiz Carlos, meu filho, senta aqui que a vovó professora vai te dar uma aula de cidadania. Eu entendo sua indignação, é de doer o coração ver uma tragédia dessas. Mas esse discurso de “bandido solto” e “cidadão de bem refém” é o mesmo que ouvimos desde a ditadura, e olha só no que deu: mais violência, mais prisões lotadas e nenhuma solução. A tornozeleira eletrônica não é uma piada, é uma ferramenta, e como toda ferramenta, depende de quem usa e de como é aplicada. O problema não é o equipamento, é a falta de política pública de verdade: cadê o investimento em educação de qualidade, em saúde, em emprego digno pra esses jovens que o sistema abandona desde a infância? Enquanto a gente tratar pobre como caso de polícia e rico como caso de psiquiatra, vamos continuar enxugando gelo.

    Outra coisa: esse tal “respeito à vida” que você pede é muito bonito na teoria, mas na prática a gente vê é bala na periferia, jovem preto morto pela PM e ninguém pedindo “cadê o respeito à vida”. O que falta nesse país não é prisão, é política social. O Estado brasileiro nunca se interessou em recuperar ninguém, sempre preferiu construir presídio em vez de escola. E enquanto isso, a mídia adora mostrar o esquartejado pra vender pânico e esconder que a culpa é da desigualdade que esse sistema neoliberal adora. O Lula pelo menos tentou botar pobre no orçamento, mas os “meninos mal-educados” do mercado não deixam. Respeito à vida começa com comida na mesa, não com algema no pulso.


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